Rápidas uruguaias, parte 2

08/02/2010 por Tiago Medina

Por cima
   Pra quem não sabe, a República Oriental do Uruguai fica ao Sul do Brasil e é separada pelo Rio da Prata da Argentina. Tem quase 3,4 milhões de habitantes, sendo que mais ou menos metade deles residem na capital, Montevidéu.
   Por que “Oriental” se nós estamos no Ocidente? Simples: o país localiza-se na margem Oriental (Leste) do Rio da Prata. Quem nasce no Uruguai, aliás, é Oriental e não uruguaio. A primeira forma está na carteira de identidade deles, mas a segunda é como os próprios, e o resto do mundo, os definem.

Espanha x Portugal
   Por ser um porto importante na Região – disputada por Portugal e Espanha –, Montevidéu foi fundada em 1726 por Bruno Maurício de Zabala, a mando do rei da Espanha. No entanto, o nome “Montevidéu” foi dado por um navegador português. Quando avistou o único morro da cidade – no bairro Cerro –, bradava, naquele português arcaico: “Monte vide eu”. Pegou…

Ciudad Vieja
   Os conflitos entre os países ibéricos fizeram com que a cidade fosse cercada com o objetivo de segurança. Nos primeiros anos de sua história, Montevidéu era protegida por altas muralhas em seus limites terrestres – a parte do Rio da Prata se protegia com canhões mesmo. A área cercada é onde fica hoje o bairro Ciudad Vieja. Fora dali, uns dois séculos atrás, era mato do pampa.
   Hoje, ainda há resquícios dos muros. Na Praça da Independência existe a “Porta da Cidade” (na foto, com um jornalista metido na frente), local que dá para ter ideia da construção. Nos arredores, também foram preservados partes dos muros.
   Ciudad Vieja, que vai do porto até a Praça da Independência, inclusive, é um dos passeios imperdíveis de Montevidéu. Prédios antigos (óbvio!), arquitetura colonial etc levam os transeuntes a uma nostálgica viagem no tempo, ainda que haja um ou outro Mc Donald’s na área.

Até o azulejo é legal
   Outra coisa bem curiosa de Ciudad Vieja é um anônimo colaborador. Como em qualquer canto do mundo, muitas partes das calçadas quebram, gerando pequenos buracos aos pedestres. Mas Montevidéu conta com este colaborador, que ninguém sabe quem é. Ele preenche os obstáculos com pedaços de azulejos coloridos e, além de resolver o problema, colore o cinza da calçada.
   Adoraria que Porto Alegre tivesse um cara desses.

Rápidas uruguaias

05/02/2010 por Tiago Medina

Da capital do Uruguai, escrevo. Estou aqui pra cobrir os preparativos para o carnaval motevideano – que se apresenta como algo bem diferente de boa parte do Brasil. Abaixo e nos futuros posts, um pouco mais sobre esse pequeno e simpático país. Em partes, como sugere o velho Jack.

Chorar não cansa nada…

   …que digam as crianças. Ora mais, ora menos – e às vezes aos berros –, uma menininha portenha mostrou disposição ao chorar durante boa parte do voo de quase uma hora entre Porto Alegre e Montevidéu. Para (tentar) evitar o ruído, onipresente em quase todo o avião, pedi ajuda aos Beatles e ao anfitrião da viagem, Jorge Drexler.

Comércio a bordo
   Era como enterro de anão: sabia que existia, mas ainda não tinha visto. Pois bem, a Pluna vende lanches a bordo e não dá nenhuma cortesia aos passageiros sem La plata. Primeiro, o carrinho cruzou o avião carregado de cafés, refrigerantes e sanduíches com cara bonita.
   Entretanto, especulo eu, o preço deve ser bem salgado. Lanchinho qualquer de uma passageira saiu por R$ 34,00. (não sei tu, caro(a) leitor, mas com essa grana, no mínimo descolo almoço e janta). Ainda depois da comida, os comissários-caixeiros atravessaram novamente a aeronave. Dessa vez, oferecendo vendendo a sobremesa: cigarros – ainda que não possa fumar a bordo – e toblerones.
De graça, nem sorriso da aeromoça. No, gracias.

Carrasco
   Não conheci o velho, mas posso garantir: o novo Aeroporto de Carrasco, em Montevidéu, é bem melhor. Inaugurado no último 29 de dezembro, ele tem arquitetura arrojada, inspirada em uma nave espacial. E, além de tudo, é simpático. Logo após o desembarque, sobre os portões de saída, consta a seguinte frase: “Mundo, bienvenido a Uruguay”.
Gracias, señor.

Tempo cerrado
   Sabe aquela massa de ar quente que castiga os gaúchos. Ela também tem efeito mais ao Sul. Bloqueando a passagem da massa de ar frio que se encontra pelo Pampa. Nesta quarta, mesmo verão, a temperatura chegou a despencar 12 graus do final da manhã à tarde. De 30 foi a 18 graus. E a chuva, ainda que não presente o tempo inteiro, se fez quase constante.

As fotos ficam pra mais tarde

Partida sem chegada

01/02/2010 por Tiago Medina

   Encontraram-se. Era um qualquer terminal aeroportuário recheado de cheiro de despedidas. Extasiados, sentaram-se. Os minutos, nas viagens, costumam ser longos. Ficaram frente a frente, no mais puro e descuidado acaso que as poltronas livres ofereciam naquele exato momento.
   Miraram-se. Horas e horas de viagem requeriam, afinal, um colírio para quaisquer olhares. Entre folheadas de um jornal local, o olho verde dela teimava em reconhecer o castanho dele. Gostaram. A esmo, o destino poderia ser o mesmo.
   Desistindo da manchete desinteressante da cidade qualquer, o homem já elaborava a aproximação; tentando não se iludir, a mulher preferia a espreita. Incentivava a ambição, mas não a alimentava. Deixava, simplesmente, estar.
   A voz robótica de todo aeroporto, então, soou. Chamou o voo. Os dois levantaram-se como distraídos que precisavam ter atenção. Deu tempo de ouvir o inglês: flight one-nine-eight-three, now boarding.
   Conferiram seus bilhetes. Olharam-se. Ele, então, sentou-se: despediram-se com um sorriso amarelo. Ela virou-se e pensou adeus. Ele vendo-a distanciar-se falou pra si: Até nunca mais.

Só teve um problema

20/01/2010 por Tiago Medina

   Ela era apaixonada por ele, mas ninguém sabia. Ou melhor: ela era completamente apaixonada por ele e – quiçá – somente as amigas mais próximas desconfiassem, em virtude de um ou outro comentário mais saliente feito em dias esparsos.
   Ele era só dela, em segredo.
   Seus pensamentos e sonhos sobre os dois foram sempre coloridos e com finais felizes. Isso porque ele, afinal, era diferente – peça raríssima entre os colegas do sexo masculino. Companheiro, alegre ao mesmo tempo que educado e… Homem, desses com agá maiúsculo, conforme relato de testemunhas.
   Uma perfeição platônica.
   Queria com ele – e só com ele – uma vida feliz. Planejava viver um amor em refrão. E, assim, cantarolar, sorrir, dançar e provar que o mundo pode ser belo. Quase como um conto de fadas moderno, ambientado numa paisagem urbana e meridional.
   Daria tudo certo, sempre. Daria… o problema foi que a história trocou de tempo verbal certa feita. O futuro, que era do presente, transformou-se em do pretérito quando ele surgiu – feliz – de mãos com uma qualquer.
   Doeu como a (verdadeira) traição.
   Cachorro, sem vergonha, canalha! Como teve coragem de arruinar uma história que – há meses – estava prestes a começar?, questionava-se em silêncio.
   Desolada, então, viveu infeliz mudamente, sempre escondida atrás de um sorriso amarelado. Porque, no fundo, ela ainda era apaixonada por ele, mas ninguém nunca soube. Nem ele.

“Quero retornar ao Haiti para ajudar meu país”

14/01/2010 por Tiago Medina

   “É complicado, não sei como explicar” – com essas seis palavras o haitiano Alix Georges, 28 anos, tentou descrever a agonia que sente diante da impotência de estar longe de seus familiares no momento da maior tragédia da história de seu país. Ele, junto com outros 11 compatriotas, moram em Porto Alegre, onde estudam cursos superiores através de um convênio no Centro Universitário Metodista, do IPA.
   Alix tenta, sem sucesso, o contato com sua família desde a hora que soube do terremoto de 7 graus, na terça-feira. “Os telefones antes não tocavam, agora chamam, mas ninguém atende”, relata o estudante do último ano de engenharia da computação. O tremor de terra comprometeu a comunicação no Haiti e até mesmo o Exército está com dificuldades para obter informações concretas.
   Dos seus conterrâneos na Capital, apenas o colega Fevri Israel, 35 anos, teve notícias dos parentes. Ele recebeu uma ligação da irmã, que mora nos Estados Unidos, por volta do meio-dia. Ela soube dos familiares por meio de um amigo que mora em Nova York e que tinha conseguido contato com Porto Príncipe, capital haitiana.
   A magnitude da tragédia reacendeu em Alix, Fevri e nos outros colegas haitianos a vontade de trocar imediatamente Porto Alegre por Porto Príncipe. “Se tivesse possibilidade, voltaria agora”, angustia-se Alix. Entretanto, a hipótese está descartada. Pelo menos nesse momento. Isso porque, segundo o estudante, quem banca as passagens são os parentes no Haiti. Na capital gaúcha, eles não têm como juntar dinheiro, pois seus vistos são apenas para estudo e não os autorizam a trabalhar.
   O apoio do consulado haitiano poderia ser decisivo para a viagem, porém eles sequer cogitam solicitar os bilhetes para o órgão: “A gente optou em não pedir ajuda ao consulado. Eles devem estar ocupados com assuntos mais importantes”. Alix diz que há cerca de 200 haitianos estudando no Brasil. Além deles, portugueses, timorenses, angolanos e moçambicanos fazem algum curso pelo mesmo convênio no IPA.
   Ele tem consciência que o retorno ao Haiti não acontecerá agora e sim daqui a cerca de um ano, em janeiro ou fevereiro de 2011, quando já estiver com o diploma do curso de engenharia da computação nas mãos. Diante da tragédia, que pode ter um saldo superior a 100 mil mortos, encara a situação de formado como um desafio: “Eu vou retornar ao Haiti para ajudar meu país”, promete, convicto.

*Matéria originalmente publicada no CP

Garota dos meus sonhos

05/01/2010 por Tiago Medina

   E vi teus olhos tão verdes e teu sorriso tão branco. Estavam voltados para mim e eram meus mais uma vez. Eu, então, senti a felicidade, logo a seguir, quando do teu abraço e da satisfação recíproca. Fizeram daquele momento, um suprassumo.
   Porém, para azar de quem gosta, aquilo tudo teve fim. Foi breve, o ínterim dos desencontros. A realidade teimou em acordar e logo fez com o que é sonho, novamente, adormecer.

PS: Acho que vou começar acreditar que as viradas de ano proporcionam sonhos bons pra mim

Podia ser pior. Ou momento confessional nº 6

24/12/2009 por Tiago Medina

   Passam das 21h de 24 de dezembro, estou só na redação. E ainda tenho mais alguns vários minutos de trabalho pela frente. Poderia estar puto da cara. Mas não estou. Poderia ficar chateado ou deprimido, pois, enquanto famílias celebram o Natal, cá estou eu ligando para uma ou outra fonte catando e checando informação – o mundo não para porque é Natal. Apesar de tudo, lhes garanto: tô bem feliz! Certamente seria bem pior estar em casa, desempregado, desde cedo.
   Tal situação me faz lembrar o Sargento Fagundes, que em vários dias aquartelados na zona sul de Porto Alegre: nada é tão ruim que não possa piorar. Eu não gostava dele e temer, temia-o, mas foi ele que ensinou a minha filosofia de vida. Lembrando disso, dando mais valor às coisas que temos e parando de reclamar de tudo, desejo a ti, caro(a) leitor, um feliz Natal.

Esconde-esconde

17/12/2009 por Tiago Medina

   Chega a ser engraçada a forma como nos escondemos de nós mesmos. De como fazemos o máximo para tentar evitar o flagrante que acontece todos os dias. Até as plantas já sabem de mim e de ti e, ainda assim, continuamos com esse velho modo de agir.
   Tão cômico quanto eu virar o rosto pra fugir do teu olhar é tu forçares ciúmes usando terceiros. Escondemo-nos atrás de nós mesmos jogando. Fingimos querer não se entregar. Tal qual fizeram nossos pais, da mesma forma como farão nossos filhos.
   A gente se esconde para poder nos descobrir. Até porque, até os outros já sabem que eu e tu, um dia – qualquer dia –, vamos acabar nos encontrando.

Do dilema

11/12/2009 por Tiago Medina

   Confundira-se. E não haveria outra forma disso acontecer. Estava diante de uma sinuca de bico cuja escolha teria de fazer em breve. E a dúvida, a cada dia, crescia e lhe incomodava mais.
   De um lado, o futuro, do outro, o presente. Quem analisa de fora pode até achar fácil de optar. Porém, só ele – além de um ou dois amigos próximos – sabia das dificuldades e das consequências que a escolha acarretaria.
   Eram duas bênçãos em sua vida, disso não tinha a menor sombra de dúvida. Entretanto, alguma absurda e infeliz coincidência matemática/cósmica fez com que elas surgissem na mesma época em sua, até então, pacata vida.
   Uma, a do futuro, atendia a todos os requisitos que um dia desejara encontrar naquela para chamar de esposa. Linda, inteligente, educada e refinada. Além daquelas covinhas próximas aos dentes brancos – igualmente belos. Ela lhe conquistava com cada sorriso.
   Já a outra, a do presente, era uma tentação em pessoa. Ou, simplesmente, tudo o que um solteiro quer. Gostosa, fogosa, parceira, fogosa, boa de papo e fogosa. De quebra, ainda gostava de futebol e torcia pelo mesmo time. Ela lhe tinha em cada olhar mais profundo.
   Noites atrás, quando veio me contar sua história, chegou a se comover quando falou da primeira e a quase excitar-se ao descrever os detalhes da segunda. Cervejas depois, ainda amaldiçoou a monogamia e propôs um, ou melhor, dois brindes em homenagem ao amor.
   Ele gostava e desejava muito as duas, mas sabia que teria de fazer uma escolha logo, porque poderia aparecer alguém mais decidido no pedaço. Ou pior, antes delas se conhecerem. O tempo era curto, sabia.
   Sonhava em passear de mãos dadas com a do futuro, entretanto queria tentar três vezes a posição número 47 do Kama Sutra com a do presente. Na saideira daquela vez, ainda lembro que senti pena, pois vi estava diante de um homem perdido.
   A última notícia que tive dele foi que tentaria a vida dupla. Procurando apartamento com a senhora durante o dia e aventurando-se com a, pelo jeito, promovida a amante à noite. Confidenciou a um dos amigos próximos que foi a melhor decisão que encontrou. Definitivamente confundira-se, coitado.

Pra fechar de Brasileirão

07/12/2009 por Tiago Medina

   Fim de campeonato e agora o assunto das discussões e encontros entre torcedores passa a ser, além da especulação do mercado da bola, os pontos que faltaram para que o time fosse campeão, garantisse a vaga na Libertadores ou escapasse do rebaixamento.
   Os colorados, em especial, tem a lamentar alguns tropeços cruciais ao longo da competição. As três derrotas em casa – em especial a do Botafogo, já na reta final do Brasileirão -, os empates com Atlético-PR e Fluminense certamente ainda vão ecoar na cabeça de metade do Rio Grande do Sul.
   Ainda que tenha permanecido no G-4 em 35 das 38 rodadas da competição, o time fraquejou quando teve oportunidade de assumir a ponta, posição em que esteve em cinco rodadas. A vaga na Libertadores acaba servindo como alento, pois, antes das quatro últimas vitórias, ela chegou a estar ameaçada.

Primeiro turno forte

   O começo no campeonato foi arrasador: quatro jogos e quatro vitórias, com triunfos sobre os fortes Corinthians e Palmeiras, além de ganhar do Goiás no estádio Serra Dourada, palco tradicional de armadilhas para os clubes gaúchos. No entanto, depois veio a primeira onda de instabilidade.
   O empate com o Cruzeiro em pleno Mineirão não chegou a ser considerado ruim, porém o 0 a 0 com o Vitória no Beira-Rio representou a perda de dois pontos. Logo após, a primeira derrota aconteceu, justamente para o Flamengo, de Adriano, em uma sonora goleada de 4 a 0 no Maracanã. Na ocasião, o Inter abandonou a liderança do Brasileirão, cedendo-a ao Atlético-MG, de Celso Roth.
   Os colorados ainda conseguiram se recuperar a tempo de encerrar em primeiro o primeiro turno como primeiro, mas só depois do começo do segundo, pois a equipe atrasou dois compromissos em virtude da participação na Copa Suruga Bank, no Japão. Considerando apenas a primeira fase do campeonato, o Inter somou 37 pontos.

Instabilidade no segundo turno

   Se o começo do primeiro turno foi ótimo, não se pode dizer o mesmo do segundo. Apontado como grande favorito ao título na metade inicial, o Inter cambaleou na segunda. O início do período, inclusive, foi apontado por Fernando Carvalho como causador da perda do campeonato.
   Os resultados ruins causaram a demissão de Tite, em 4 de outubro, após a derrota por 2 a 0 para o Coritiba, no Couto Pereira. Na época, o Inter caía de produção a cada jogo e a falta de rendimento custou o emprego do treinador, que já não era unanimidade entre jogadores e dirigentes. O clima era bastante pesado no vestiário colorado.
   Assim que foi anunciado como novo técnico do Inter, Mário Sérgio foi recebido com muita desconfiança pelos colorados. Seu nome sofreu muita rejeição. O clima melhorou com a vitória no Gre-Nal, que recolocou o Inter na briga pelo título novamente. Entretanto, em outro tropeço, os comandados de Mário Sérgio, mesmo bem, perderam por 1 a 0 para o São Paulo no Morumbi em jogo de seis pontos.

Ah, se o pacto tivesse dado certo…

   O impacto negativo no Beira-Rio foi grande e veio outro momento de instabilidade. Depois do Morumbi, talvez a derrota mais dolorida: para o rebaixável Botafogo por 1 a 0, em casa. O insucesso fez os dirigentes e jogadores firmarem um pacto por cinco vitórias nos últimos cinco jogos. Ele quase deu certo. Só não deu porque logo no primeiro desafio, houve empate com o Barueri, no ABC paulista.
   Quando até mesmo a vaga na Libertadores parecia perdida, veio a esperada recuperação. O Inter fez 100% de aproveitamento nas últimas quatro partidas e de desacreditado chegou à última rodada com chances reais de título. Mas, por ironia do destino, nas mãos do maior rival.
   No derradeiro confronto, os colorados amassaram o Santo André por 4 a 1. O título chegou a ser vermelho por cerca de uma hora, enquanto os reservas gremistas tiveram força para segurar o embalado Flamengo. Contudo, no apito final do Brasileirão, por dois pontos, o Flamengo chegou na frente e levantou mais um troféu nacional. Os torcedores colorados, que chegaram a comemorar gol do Grêmio, tiveram que se contentar com a vaga na Libertadores de 2010.

*Matéria publicada no site do CP, depois do jogo