Certa vez na Copa

Era uma manhã gelada, aquela. Uma quarta-feira às vésperas de começar o inverno em Porto Alegre. Mas era mais um dia de Copa do Mundo, logo depois de a ficha do que seria aquele evento ter começado a cair para os porto-alegrenses.

holandeses

Apesar do sol, o frio no Centro se fazia presente. Azar o dele. O coração da capital gaúcha, o Largo Glênio Peres, foi sendo tomado por pessoas de laranja desde as 8h. E pessoas dispostas a fazerem festa, sem a menor dúvida. Era a Orange Square, tradicional evento que torcedores da Holanda realizam nas cidades em que a sua seleção joga.

Pouco a pouco acabaram-se os espaços – e, logo depois, a cerveja de todo o Mercado Público de Porto Alegre. Música e alegria contagiantes na sisuda manhã de Porto Alegre, bem onde muito do proletariado da cidade passa indo para o trabalho.

Por falar em proletário, por volta das 9h, um repórter chegou por lá. Eu, no caso. Porém, tenho uma falha de formação: não falo inglês e, muito menos, holandês – que mais parece um alemão avançado nas consoantes. E eu precisava falar com aquele público.

Menos mal que a tecnologia pode a nosso favor neste mundo globalizado. Decidi, então, recorrer a ela, mais precisamente na forma do meu celular. Copiei três perguntas-padrão e colei no app do Google Translator: português para holandês.

Feito isso, parti para a abordagem: “Do speak english?”, perguntava. Quando a resposta era afirmativa, mostrava o celular e pedia para esperar um segundo. Trocava o aplicativo e ligava o gravador. Um trabalho que se repetiu quatro ou cinco vezes, mas foi menos complicado que escrever alguns dos nomes dos entrevistados.

Depois disso, voltei à redação do Correio do Povo e entreguei o celular a um amigo fluente em inglês: “Ó, traduz”. Ao fim, na raça, rendeu uma matéria contando um pouco do clima. Em seguida já sai, via Caminho do Gol e cantarolando com a Factor 12 (tradicional banda que acompanha a seleção holandesa) até o estádio.

Dentro de campo, a Holanda ganhou da Austrália em uma bela partida de futebol, por 3 a 2. Mas os australianos pouco se importaram. Minutos depois e a Banda da Saldanha, tradicional reduto do samba em Porto Alegre, ao lado do Beira-Rio, estava amarela de tanto australiano. Dizem que muitas cervejas e cangurus de plástico voaram por lá, naquele fim de tarde.

À noite, holandeses e australianos novamente se encontraram, com predominância dos de amarelo sobre os de laranja.E uma alegria ensandecida sem fim.

australianos

Fecharam a principal rua do bairro mais boêmio de Porto Alegre, numa clara prova de que a Copa nunca esteve restrita à elite ou ao que acontecia dentro ou nos arredores do Beira-Rio. A Copa foi de todos, nos dias mais legais em que a minha cidade já viveu.

Brexit: um passo para trás

A Copa do Mundo de 2014 foi, de longe,  período mais legal que vi minha cidade viver. Com o perdão do trocadilho infame, mas, àquela época, o meu Porto estava de fato muito Alegre. Além de muito mais simpático, até.

copa integracao

All together!

Ainda que tenha havido uns quantos protestos antes do evento, que tensionaram a atmosfera, ficou claro que aquilo que aconteceu dentro de campo foi mera formalidade. A parte mais legal da Copa sempre esteve nas ruas, do lado de fora dos estádios – “elitizados” na crítica das manifestações. “Copa pra quem?”, questionavam, por meio de pichações e gritos. Foi para todos.

Foi muito legal sair pelas ruas e cruzar com estrangeiros naqueles dias. Encontrar gente que tinha vindo de longe, às vezes do outro lado do mundo, para descobrir a minha cidade. Um intercâmbio cultural contínuo motivado pelo futebol e, não raro, movido a muitas garrafas e latas de cerveja.

Há oito anos iniciei uma experiência, que logo se tornou um vício e hoje é sempre um objetivo: viajar. Passagens aéreas se tornaram uma espécie de cotação – ao lado da cerveja, confesso. Quando quero comprar algo que custa um pouco mais caro que o habitual, questiono-me quantas cervejas posso comprar ou para onde viajaria com aquele dinheiro. Só depois deste aval que me autorizo ou não adquirir o bem (ou juntar e fazer poupança para ir para longe).

Desde aquele julho de 2008, quando pousei em Havana, já foram outros dez países visitados. Se outrora achei que este número seria muito, hoje acho pouco. E cada vez que procuro conhecer mais, percebo que tão pouco viajei. É algo deliciosamente paradoxo, pois o mundo é grande, afinal. Da mesma forma que estive longe de casa, outras tantas fui aos meus vizinhos – como sinto-me bem no Uruguai ou na Argentina. Como é bom cruzar essas fronteiras, em suma.

E é mais ou menos por essa nem tão escassa vivência adquirida que lamento a decisão do Reino Unido, onde fica uma das mais cosmopolitas cidades em que já estive, de isolar-se da Europa, aprovando o Brexit. Entristece-me ver o discurso anti-imigração se fortalecer e realmente temo que esta onda nacionalista atravesse o oceano e chegue a Washington daqui a cinco meses. Escolheram se fechar justo numa era globalizada.

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Talvez Londres fique um pouco mais longe com o Brexit

São tempos complicados, esses. Mas dificuldades sempre acabam por valorizar o papel e a força da união. Que acabe com esse desfecho, pois reforçar fronteiras nunca fez bem a ninguém.

A grande final

Copacabana, Buenos Aires

Copacabana, Buenos Aires

Vivem uma espécie de insanidade, os argentinos. Eles, apaixonados por futebol, voltam à uma decisão de Copa do Mundo após longos 24 anos. Justo para uma revanche contra a mesma Alemanha que os derrotaram há quase um quarto de século. A bola rola às 16h no Maracanã para um jogo que atrairá a atenção de milhões de 219 países do mundo.

Palco da final, o Rio de Janeiro já foi tomado dos brasileiros, ainda mais com os dois últimos constrangedores jogos da Seleção. A poucas horas da final não existem garotas de Ipanema e sim las chicas de la Recoleta ou de Palermo. E ainda assim elas são ofuscadas pelos saltadores e animados torcedores argentinos, que vieram aos montes e transformaram Copacabana em um bairro de Buenos Aires com sotaque chiado.

A estimativa oficial é de que 100 mil argentinos estejam perambulando nas ruas e areias cariocas – local eleito por muitos deles para passarem a noite, dormindo ou acordado em um estado febril que o futebol é capaz de causar. A maior parte sequer tem ingresso e não entrará no estádio. Pouco importa. Quem ficar por Copacabana poderá assistir a partida em dois telões instalados na praia. Qualquer outro boteco também transmitirá o jogo. A cidade exala à final..

Também protagonistas do mais esperado jogo do ano, os alemães estão tímidos, até porque não tem como concorrer com os enlouquecidos sul-americanos. Mas prometem, ao menos tentar, ser ouvidos. No Maracanã, se farão presentes pelo menos 4,4 mil germânicos ansiando por gritar tricampeão usando todas as consoantes a que eles tenham direito.

Organizada pelo consulado alemão, um dos grupos de torcedores da Alemanha (“Tor”, gol em alemão) se concentrará até perto dos argentinos, no Leme, a continuação de Copacabana. A concentração deles inicia às 10h e a partir do meio-dia eles seguirão ao Maracanã de metrô. Isso em meio a mexicanos, americanos, holandeses e até brasileiros que estarão presentes na final e que dão um sotaque novo ao Rio de Janeiro.

A rivalidade entre Argentina e Alemanha, que decidirão uma Copa pela terceira vez, ficou dentro de campo. Em meio à euforia das torcidas, a convivência entre os rivais é amistosa – ao menos por ora. Há até mesmo desejos de boa sorte. O que não deixa de ser justo para uma senhora Copa do Mundo que chega ao seu capítulo derradeiro neste domingo. Que vença o melhor. Seja ele Messi ou Müller.

Que vença o melhor

Que vença o melhor

A festa (não) imaginada na Copa

Uma miscelânea a caminho do gol

Uma miscelânea a caminho do gol

Mal era começo de tarde de domingo, 15 de junho. E eu estava muito animado, após umas duas horas já surpreendentes de trabalho pelo Centro de Porto Alegre. Precisei recorrer a um palavrão pra descrever (e compartilhar) o que sentia:

E estava achando aquela mistura de franceses, hondurenhos e gaúchos com pitatas de outras nacionalidades perdidas ali do caralho mesmo. Já nas primeiras horas efetivas de Copa, depois de ter conversado com os franceses que cruzaram a América para apenas viver o clima que sentia em meio àqueles passos, após ter falado com o guri que veio de moto do Equador e chorou ao conseguir um ingresso, percebi que minha cidade estava escrevendo um momento especial de sua história.

Orange Square, uma baita festa às 8h30min

Orange Square, uma baita festa às 8h30min

Isso que nem tinha visto os holandeses e australianos zerarem o estoque de cerveja do Mercado Público – e fazerem a festa na noite da Cidade Baixa. Que momentos! Nem sequer conhecia de perto a força da torcida argelina.

Ao longo de 15 dias foram cinco jogos ótimos em Porto Alegre. Mas, acima de tudo, cinco momentos de grandes histórias nas ruas, fora dos estádios. Histórias populares, gratuitas e cosmopolitas que só os grandes eventos são capazes de proporcionar.

Nessas duas semanas de Copa na minha cidade também me veio muito à memória o junho do ano passado, quando a rotina, ao invés de futebol, era cobrir protestos por intensos 20 dias – os quais boa parte foi mais estressante do que glorioso. Exato um ano e um dia antes da grande festa laranja no Centro, o Largo Glênio Peres e arredores teve uma noite muito tensa. Vivendo Porto Alegre nesses dois junhos pensei tantas vezes: que grande virada de astral!

Não creio que já exista um legado definitivo daquele povarel na rua em junho de 2013 – a ver a partir das eleições de outubro. Acho que, de movimento legítimo, as manifestações perderam o rumo a partir do momento que se deixaram levar (ou foram levadas) ao exagero da violência, ao radicalismo.

A Copa, até não muito tempo, foi um dos alvos principais dos manifestantes. Até com certa razão, visto as cifra$ envolvidas nas obras e os constantes atrasos dos calçamentos das ruas aos estádios. O bordão #nãovaitercopa somado a todo o clima impregnado pelas manifsetações certamente broxou muita gente, primeiro preferiu num primeiro momento ficar de fora e depois se arrependeu (lindamente expressado neste texto).

Afinal, aproveitar a Copa – ainda mais na oportunidade quase única de ela ser na sua casa – não significa virar de costas aos problemas da cidade, do estado do país. Nunca foi proibido ser, simultaneamente, um crítico político e apreciador de futebol e de grandes eventos.

A bola ainda nem parou de rolar, mas acho que de todos os gritos radicais-exacerbados do período pré-Copa sobressaiu-se justamente o de um comercial. De cerveja: “Imagina a festa”.

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Beira-Rio, não mais que apenas mais um palco

De fato, que baita festa esta Copa!

Que Copa, senhores

“QUE festa, senhores.” Usei a frase anterior como legenda de um dos posts que fiz para o blog CP na Copa, um dos trabalhos que realizo na cobertura do Mundial para o Correio do Povo. E, de verdade, que grande festa que é uma Copa do Mundo. Bem mais que um dia eu teria imaginado, em especial um ano depois dos protestos de junho de 2013. Foi o que já deu para perceber em apenas uma semana de muito trabalho.

Dentre as muitas histórias a serem divididas, peço que reparem em duas primeiro: a do jovem Jhonatas Sanchez que, apaixonado por futebol, saiu da distante Machala, a 500 quilômetros de Quito, foi até o Uruguai e chegou a Viamão para enfim acompanhar de perto os treinos da seleção do Equador. Só aqui no RS, com 8 mil quilômetros de viagem e depois de várias tentativas, conseguiu um ingresso para assistir a seleção de seu país, em Curitiba. Valera a pena o esforço de um trajeto de dois meses – sempre contando com apoio de amigos e desconhecidos que lhe ofereceram abrigo ao longo do caminho.

Mas tão importante quanto a entrada para assistir o jogo foi o autógrafo recebido por Valencia, meio-campo do Manchester United e destaque da seleção. “Creio que cumpri com algo que sempre quis, que era conhecê-lo, conhecer a equipe”, disse-me Jhonatas, antes de suspirar visivelmente emocionado com o autógrafo no peito. “É uma alegria que não dá para mensurar. Dirigi por tantos quilômetros e chegar aqui e finalmente ver para mim é uma grande alegria.”

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Jhonatas raramente vê o time do coração no estádio, mas atravessou o continente pela seleção | Foto: Mauro Schaefer

Dias depois encontrei uma dupla de franceses que veio de carro desde Lille, no Norte da França, até Porto Alegre. Para realizar a viagem, Eric Carpanties e Pierre Pitoiset fizeram o velho e customizado Citröen atravessar o Atlântico de navio e desembarcar no Canadá. De lá até o Sul do Brasil foram 15 países de viagens e histórias ao longo de quatro meses.

A Copa, porém, foi só uma desculpa para a viagem. Eles sequer foram assistir o jogo entre França e Honduras, que seria realizado horas depois de estarem posando com o carro para fotos em frente ao Mercado Público de Porto Alegre. “Hoje o futebol está com muito marketing, patrocínio, essas coisas. Mas queremos mostrar este lado social, esta integração toda”, contou-me o Eric, em espanhol. Sabido das coisas, ele garantiu com propriedade: “A festa é mais importante”.

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Para que ver jogo no estádio se é fora dele que se passam as melhores histórias?

E é. Que baita Copa! Que festa, senhores.

Copa do Mundo

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A primeira Copa

Que ano marcante aquele de 1994. Mesmo que eu tivesse de oito para nove anos, lembro de muita coisa, tantos fatos marcantes pelo mundo, pelo país, pela cidade quanto na minha vida pessoal. Brinco que depois daquele ano deixei de ser criança para ser “gente”, com todas aquelas notícias acumuladas.

Dentre as recordações legais está a maior Copa do Mundo que já vi. A que, sem recorrer a Google algum, sei que o Brasil de Taffarel, Dunga, Romário e Bebeto, venceu a Rússia por 2 a 0; Camarões por 3 a 0; empatou com a Suécia em 1 a 1; bateu os Estados Unidos por 1 a 0 no 4 de julho; ganhou da Holanda naquele jogo tão marcante por 3 a 2; suou para passar da Suécia por 1 a 0; e empatou em 0 a 0 e foi para os pênaltis com a Itália. Que Copa!

Naquela época eu ainda nem pensava em ser jornalista. Depois, já na faculdade, o Brasil foi anunciado com sede do Mundial de 2014. Fui a favor, como ainda sou, ainda que um tanto decepcionado com o “legado” que nos é deixado. Mas, no íntimo, fui a favor porque saberia que seria a minha chance de cobrir uma Copa. Em 2010 eu era recém-formado e em 2018 sabe-se lá como estarão as coisas. Pois então, aproveitei!

Feliz a coincidência de a minha primeira Copa ser no Brasil, 20 anos depois de ter vibrado muito com aquela seleção desacreditada e mágica, que me fez gostar de vez deste esporte bretão, o futebol.

O palco da Copa

O palco da Copa

A bola no centro do mundo

   Prepare o seu fôlego. Nesta sexta-feira, quando o árbitro uzbeque Ravshan Irmatov apitar o início de África do Sul x México, às 11h pelo horário de Brasília, começará o primeiro dos pelo menos 5.760 minutos de bola rolando na Copa do Mundo 2010. Serão 64 confrontos envolvendo 32 nações até o dia 11 de julho, quando o estádio Soccer City, em Johanesburgo, sediará a grande final. Nessa data, será conhecido o novo campeão do mundo.
   Realizada desde 1930, a Copa do Mundo chega à sua 19ª edição e, pela primeira vez em 80 anos, desembarca no continente africano. Nas 18 anteriores, o Brasil foi quem ergueu a taça de campeão mais vezes: cinco. A Itália, com quatro conquistas, vem logo atrás, seguida pela Alemanha, tricampeã.
   Devido ao fuso horário, a maioria dos jogos neste ano serão realizados entre 8h30min e 15h30min. Aqui no Brasil, instituições como bancos, ficarão fechadas durante as partidas da Seleção.

Olho no relógio para acompanhar a Seleção

   O time de Dunga, aliás, entra em campo na África do Sul na próxima terça-feira, às 15h30min, diante da Coreia do Norte. No mesmo horário, cinco dias depois – sábado – o desafio é contra a Costa do Marfim. Fechando a primeira fase, o desafio é Portugal, de Cristiano Ronaldo, às 11h.

Seleção da bruxa

   Antes da bola rolar na África, a bruxa estava solta. E atacando diversos craques. O alemão Ballack, o francês Diarra, o ingleses Beckham e Ferdinand e o português Nani foram algumas de suas vítimas. Lesionados, eles estão fora da Copa. O marfinense Drogba, o inglês Rooney e o italiano Pirlo são daqueles que não chegam nas melhores condições.

Seleção de craques

   A bruxa causou grandes desfalques a essa Copa, sem dúvida. Porém, não o suficiente para estragar o brilho da festa. Pelos gramados sul-africanos desfilarão grandes jogadores. É o caso dos últimos quatro eleitos pela Fifa como melhor do ano: o italiano Fábio Cannavaro, o brasileiro Kaká, o luso Cristiano Ronaldo e o hermano argentino Lionel Messi.

Os 10 estádios

   Os estádios da Copa da África foram uma dor de cabeça para a Fifa. Entre reformas e construções, alguns deles, como o palco da final, Soccer City, ficaram prontos às vésperas. Para o bem dos milhões de torcedores dos cinco continentes, eles estão prontos para receber o maior evento de futebol do planeta. São dez sedes, em nove cidades. Destaque, claro, ao Soccer City, que deve receber 88 mil pessoas na grande decisão.

O mascote

   O recepcionista da vez é o simpático leopardo Zakumi. O bichinho, apresentado ao mundo em 2008, é o mascote da Copa da África. Seu nome vem de “ZA”, abreviação de África do Sul, e “Kumi”, que significa 10, o ano da Copa.

O ídolo-mor

   Dentro de campo, estarão craques de todo o mundo que são idolatrados por onde passam. Mas o maior ídolo desta Copa estará fora das quatro linhas. Nelson Mandela, prêmio nobel da paz e um dos símbolos da África do Sul pós-apartheid. Aos 92 anos e com a saúde frágil, dificilmente irá a alguma partida além da abertura, mas sua figura é reverenciada por todos na África do Sul.

A estrela mais cobiçada

   Ok, todos estarão de olho nos craques do campo. Mas, no fim, a torcida quer ver a sua seleção com ela, a taça de campeão. Criada em 1974, a Taça Fifa foi elaborada pelo artista italiano Silvio Gazzaniga. O campeão a fatura, mas devolve antes do início da Copa seguinte. Brasil, Alemanha, Argentina, Itália – todos duas vezes cada -, além da França, já tiveram o prazer de levá-la para casa.

Clube dos campeões do mundo

   Falando em campeão, esse é um clube restrito. Apenas sete seleções – e todas elas estão na África do Sul – já bordaram ao menos uma estrela acima do escudo: Brasil (5), Itália (4), Alemanha (3), Argentina (2), Inglaterra (1) e França (1).

Brasil x Argentina também na casamata

   Falando em clubes restritos, esse é mais ainda. Tem só dois integrantes: Zagallo e Beckenbaeur. Apenas eles já venceram uma final de Copa do Mundo como jogador e como técnico. Na África, dois homens brigam para também se gabar desta façanha. Justamente Dunga e Maradona. Nosso técnico foi campeão em 1994 e “El Diez” em 1986.

Algodão no ouvido

   Os sul-africanos adoram, não abrem mão, mas para quem assiste pela TV, as vuvuzelas – as cornetas típicas usadas pelos torcedores nos jogos – são um inferno. A Fifa pensou em proibi-las, mas desistiu. Uma alternativa mais silenciosa é acompanhar a cobertura completa do Correio do Povo. Começa no caderno especial diário encartado na versão impressa e segue 24h no site do CP.

Para saber mais

   Ao longo das últimas semanas, o Correio do Povo elaborou uma série de especiais sobre a Copa do Mundo. Saiba curiosidades como as melhores defesas, os pernas de pau, os frangos inesquecíveis, as finais marcantes, as maiores pancadarias, as eliminações mais legais da Argentina, os campeões de papel, os craques não lembrados, os brasucas que defenderam outros países, as “feras” da Copa e as melhores estreias do Brasil. Clica no link, confere, e te diverte.

Para saber mais ainda

   Agora, se você quiser ficar por dentro de tudo o que rola nesta Copa do Mundo, clica aqui no infográfico especial do Correio do Povo sobre o Mundial. Datas dos jogos, horários, seleções e tudo mais aqui, à sua disposição.

Materinha feita horas antes da Copa pro CP