Uma vez cheguei a Lisboa

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Mirante com a vista do mais antigo bairro lisboeta, Alfama

Foi com certeza o pouso mais suave que já vi – e senti – na minha vida, quando a aeronave da TAP, batizada de Vasco da Gama, aterrissou no aeroporto de Lisboa no final de manhã de uma terça-feira ensolarada na capital lusitana após quase 11h de viagem desde de Porto Alegre.

Terra-mãe de muitos brasileiros, só com quase 30 anos fui conhecer Portugal, o nono país estrangeiro no qual colocava meus pés. E aliás, prazer, Portugal. Nunca tinha viajado a um lugar onde os nativos também falavam a minha língua. Isso, por si só, já nos faz sentirmos em casa de uma maneira diferente de quando se gosta de um lugar no exterior.

Falar português, essa língua tão complicada para os outros (e para nós mesmos muitas vezes) e ser entendido é reconfortante, quando se está longe de casa. Ver as pessoas falando corretamente o complicado “ão”, falar e ouvir compreendendo tudo (ou quase) é ótimo.

Mas não apenas o idioma nos aproxima. Há mais, muito mais, culturalmente. Fruto, claro, de 515 anos de relação próxima, sendo 322 – ainda considerável maioria – colonial. Lisboa é em seu todo aquilo que é a parte histórica do Rio de Janeiro. É a arquitetura que se encontra também em cantos de Porto Alegre, de Florianópolis e tantas outras cidades brasileiras. Muitas vezes, do lado ocidental do Oceano Atlântico, não tão bem preservado – ou sequer isso, destruído.

Muito do catolicismo português também viajou nas naus de séculos passados para tomar conta dos brasileiros em geral. O Santo Antônio do meu bairro de Porto Alegre nasceu por lá. E ainda não morreu, vivendo hoje em souvenirs e imagens constantes nas ladeiras lisboetas. Isso sem falar em igrejas e capelas, que se destacam no mapa de diversas cidades portuguesas (e brasileiras).

Além de tudo isso, há a relação com o mar, que nos banha por milhares de quilômetros, e é tão forte e importante aos portugueses. Do pescado à nau viajante, do vento que vem de longe à nossa palavra “saudade”, somos bem parecidos.

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Padrão dos Descobrimentos

Lisboa sorri na chegada. E faz os brasileiros se sentirem em casa, mesmo estando do outro lado do oceano.

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