Eleições? Justo agora

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Quatro anos em poucos segundos: em breve | Foto: TSE

Vivemos tempos de ressaca, nesta época pós-impeachment. Paira por aí uma aguda desilusão política, ainda que disfarçada de excesso de convicção. Isso num momento em que perdemos a capacidade de diálogo em redes sociais. Não precisamos de muitas palavras para virar logo coxinha/golpista ou petralha/comunista. Sem meio termo nesta época de opiniões fortes.

Mergulhados em crise de representação, em menos de um mês vamos às urnas eleger aqueles que mais influenciam diretamente na nossa vida cotidiana, prefeitos e vereadores. Legislativo municipal, inclusive, coberto de maneira deficiente pela mídia em geral apesar de sua importância e impacto mais imediatos, diga-se de passagem.

Se não se atentar tanto à campanha, às vezes dá a impressão que ela mal começou. Ao menos em Porto Alegre, mal que mal se vê números das siglas e de seus candidatos. Talvez seja uma higienização forçada após anos de poluições. Campanha em si, igualmente pouca. Quando o material chega, em meio a toda esta crise institucional da sociedade, passa a impressão que há mais candidatos preocupados com o bem-estar dos animais do que, veja só, direitos humanos.

Defender direitos humanos virou em algum momento ser defensor de bandido, conforme os entendidos juízes de Facebook. Na campanha, é bola fora e, ainda que não seja atribuição do legislativo municipal – e sim do Estado –, o que não falta em Porto Alegre é gente prometendo mais segurança. Como isso vai acontecer? Não dá tempo de descobrir mais a fundo.

Não dá tempo, porque não há tempo. Juntos, os candidatos a representantes da população têm apenas dez minutos para pedir votos na TV e no rádio. Dez minutos compartilhados, poucos segundos para cada um – período insuficiente até para ler este parágrafo em certos casos. Cortaram o tempo que o eleitor tem para analisar seu candidato justo em um momento de grave crise de representação política.

É, mais do que nunca, uma eleição a jato. Mal começou, tem feriado no meio – num quase irônico Dia da Independência – e já vai terminar. Ao fim, tudo pode continuar igual e mal vamos reparar que fomos às urnas.

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Por que tanto ódio?

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Um muro separa a esplanada dos ministérios, em frente ao Congresso Nacional do Brasil | Foto: José Cruz/ABr

Pouco a pouco, conversar com quem tem pensamento antagônico foi ficando mais difícil. Bastava algum indicativo de opinião e já vinha um carimbo “Coxinha” ou “Petralha”. Mais recentemente ainda houve a nova definição, “Isentão”, que acho que são esses chatos que não deixam seus argumentos serem totalmente guiados por A ou por B e que citam erros e acertos em ambos os lados.

Só que essa áurea foi tomando conta. Do grupo do WhatsApp, da discussão em família, entre amigos. Redes sociais, em muitos casos, viraram bolhas de opiniões únicas, sem o contraditório apresentado. Opinião divergente, em certos casos, virou fala do inimigo, merecedora da destruição. Noutros casos a violência saiu da verbalização e tornou-se física. Só porque o outro pensa diferente – ou sequer isso, por não vestir vermelho ou verde e amarelo.

É, enfim, um momento delicado, um momento grave. A partir daí tentamos tentamos, na redação do Correio do Povo, analisar o porquê deste ódio. O fato de estarmos brigando com familiares, amigos e mesmo desconhecidos por conta de política significa que estamos, sim, mais politizados? Esses engravatados que ocupam as tribunas do parlamento, de fato, nos representam?

O resultado desses questionamentos se transformaram numa matéria que editei, depois de ser escrita pelos repórteres Bernardo Bercht e Lou Cardoso. Recomendo a leitura e compartilho o link aqui e aqui.

“Para entender o Brasil seria preciso um curso de brasileiro”

Julho de 2008. Eu era quase um jornalista formado quando desembarquei em Havana para uma viagem, a princípio, apenas de férias. Minha primeira grande aventura internacional e logo para um dos destinos mais únicos que já conheci.

Mas, ainda mais para um quase jornalista, é impossível aceitar ser só turista na Cuba de menos de cinco meses após a saída de Fidel Castro da presidência, momento que o assunto ainda era relativamente novo. As aberturas econômicas, a aproximação com os Estados Unidos e até o show gratuito dos Rolling Stones eram impensáveis então.

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É trabalhando que se chega lá?

E é difícil segurar perguntas quando os cubanos são tão simpáticos e vêm, a toda hora, puxar papo no meio da rua. Logo ouviam: Quem, de fato, era Raúl Castro? Fidel faria falta? Se os cubanos pediam tantos regalos aos turistas – de roupas e até papel higiênico – como podiam exibir orgulho por viver neste país em que o acesso à educação e à saúde são, em tese, universais?

Sorrisos amarelos. Nova pergunta: o que a Yoani Sanchez escreve era verdade ou apenas golpismo?

Lembro também que o taxista/guia ilegal que nos levou para conhecer Havana, e que dizia ser médico, “brincou” e insistiu para eu conhecer, casar e levar a filha dele para o Brasil. Eu dizer que tinha namorada no Brasil soou como detalhe.

Em muitas dessas ocasiões – não raros em um bar comigo e meu pai bancando a bebida aos cicerones – as respostas vinham em um volume mais baixo e só depois de olhar para os lados, conferindo se alguém não estava de olho. Com medo de um Grande Irmão, presumi. Eram falas rasas e dispersas, ansiosas por um novo assunto.

A melhor resposta, porém, veio quase em tom de sincera brincadeira, caminhando em alguma calle habanera: “Para entender Cuba é preciso fazer um curso de cubano”, sorriu o nativo.

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Os mantras da revolução poderiam servir à política também

De fato. Nesta resposta reconheci-me, enquanto brasileiro, adaptando-a para meu país. Certas coisas, em especiais da política brasileira, seriam impossíveis de explicar a qualquer gringo. Anos depois, em dezembro de 2015, uma alemã que passava por Porto Alegre me perguntou incrédula: “O Eduardo Cunha pode fazer isso mesmo?”, referindo-se à abertura do pedido de impeachment.

Naquela visita, depois de uma breve explicação e uma troca de assunto providencial, pensei na sorte que tive ao não ter que detalhar a relação PMDB-governo-oposição. E seriam muitas coisas a ter que explicar: como os parlamentares do meu país pedem a saída da pessoa que ocupa o cargo máximo da República e, dias depois, saem de férias, voltando a falar do assunto meses depois, somente?

Ou como um ex-presidente diz que não é dono, e não declara, imóveis que usa? Como o governo o chama para ser ministro apenas quando está em vias de ser preso, se ele seria tão útil quanto disseram? Como um juiz divulga áudios de telefones grampeados (ou, falando corretamente, “escutas autorizadas pela justiça”) de momentos em que as falas já não eram para estar sendo captadas? E o que dizer dos vazamentos seletivos desses trechos? Outra: como um juiz despacha uma liminar impedindo o ex-presidente de ser ministro antes de receber o processo?

O momento político do Brasil é extremamente delicado. O país parece estar zonzo com um governo que recebeu extrema unção e uma oposição que não reflete esperança alguma – tal como a linha sucessória da presidência. Tanto que não chega a surpreender o fato de a maioria dos deputados que integram a comissão de impeachment terem algum imbróglio com a Justiça – e não haver maior repercussão disso.

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Em Brasília, nem tudo é o que reflete

“Para entender o Brasil seria preciso um curso de brasileiro”, concluo, lembrando do cubano de 2008 e desejando, nesses turbulentos dias de 2016, apenas calma e contexto. Nunca fizeram mal à opinião de ninguém.

Sobre questionamentos e narizes vermelhos

   Li essa notícia aqui (Promotor pede a prisão de Tiririca) e vieram-me à mente uma série de questionamentos em diversos níveis. Longe de passar a mão na cabeça do Tiririca e chamá-lo de coitado. Mas, a grosso modo, não estaria a sociedade brasileira – a mesma que elegeu uma presidente do “governo da banda larga” – querendo prender uma pessoa porque ela não sabe ler.
   Tiririca errou? Errou, na minha opinião. Quis brincar com coisa que tem que ser séria, que é a política e a governança de um país. Porém, junto a ele, mais de 1,3 milhão de pessoas também erraram. Sem trocadilhos e dando vivas à democracia, mas a eleição dele foi uma palhaçada.
   Desde então, se levantou a primeira questão: que recado será que estão passando esses eleitores que preferem votar no cantor do clássico “Florentina” a um candidato engravatado? É um protesto ou uma palhaçada mesmo? Ou então seria efeito do slogan “pior do que tá não fica”?
   Tiririca é eleito – e elege mais uns quatro, de barbada. Começam as acusações (?) de que ele seria analfabeto. Na defesa, alguns simpatizantes alegam que a imprensa está de perseguição. O que levanta outra questão: esse era para ser o papel dos jornalistas, não? De fiscalizar algo que pode estar errado, para que as entidades responsáveis façam a coisa certa. Enfim, até o presidente da República reclamou.
   Depois de ser submetido a um exame que pode ser considerado ridículo para alguém que, digamos, costuma tirar uma nota 7 na oitava série do Ensino Fundamental, ele prova (?) que é alfabetizado. Estaria livre, portanto, para ser chamado de “excelentíssimo” e render R$ 2,7 milhões anuais ao seu partido, o relevante Partido da República.
   Entretanto, não satisfeito – e dentro de suas funções –, o promotor junta provas e resmunga, dando origem à matéria que me levou a essa elucidação toda em plena madrugada. “Pedi a condenação na pena máxima tendo em vista a repercussão social do crime e a natureza da falsificação, que foi feita para produzir uma fraude eleitoral de rumorosa consequência jurídica e social.”
   Corretíssima, a atitude dele. Afinal não se brinca com coisa séria e ele está dentro de suas funções. Todavia, já vi outra questão aí: não estaria ele, que usou o termo “repercussão”, encantado com as dezenas de microfones à sua frente todos os dias? O poder que a mídia pode proporcionar é absurdo. Capaz até de fazer qualquer um se eleger a um cargo de deputado federal, que tem extrema relevância no país onde vivo.
   Mas algo que me espanta mesmo nessa celeuma toda é a última questão que veio à mente. Ninguém, até agora – pelo menos eu não vi – levantou uma voz de revolta pelo fato de uma pessoa de 45 anos ser (ou ter que provar que não é) analfabeta. Ninguém – pelo menos eu não vi – fez um levantamento de como são as escolas na cidade de nome engraçado Itapipoca, lá no Ceará, onde Tiririca nasceu.
   Confesso que estou impressionado. Tiririca, ou Francisco Everaldo Oliveira Silva, poderia ser mais um deputado qualquer, ser mais um Chico. Mas é um caso fantástico de questionamentos. Sobre ele, sobre egos e sobre uma sociedade inteira.

Jornalismo rouba tempo

   Quem acompanha a Telha talvez tenha notado a drástica redução do número de posts nos últimos tempos. Boa (ou má) notícia: eu também. Não pense, porém, caro(a) leitor, que essa ausência é porque quero. Paradoxalmente, quanto mais escrevo (nos trabalhos), menos escrevo (aqui).
   Pra suprir um pouco, recomendo os links das matérias especiais que estamos fazendo lá no jornal sobre Copa do Mundo, até pra ter assunto nos bares, já que isso vai ser pauta por um bom tempinho. Por meio de listas, elegemos algumas seleções em categorias “pouco comuns”. Clica abaixo e confere:
Campeões no papel;
Eliminações da Argentina;
Pancadarias memoráveis;
Finais mais marcantes;
Pernas de pau;
Melhores defesas.

***

Da mesa de jantar às bancas

   Jornalismo come meu tempo, é verdade. Mas nem de folga eu me livro dele. E, certa feita, durante um jantar em Florianópolis, eu e o pai começamos a debater sobre Rio de Janeiro, Brasília e outras capitais de país que a gente conhece.
   Falando de Havana, Montevidéu e Buenos Aires, nos veio a lembrança da cultura que o seu povo expressa nesssas cidades. No entanto, quando debatíamos Brasília, nos veio à cabeça os monumentos, Niemeyer e não muito mais que isso.
   A conversa, então, virou para o campo da imaginação. “E se o Rio ainda fosse a capital?” O pai, que morou lá pouco após a construção de Brasília, citou um Rio de Janeiro histórico, que eu ainda não conheço, com saraus em livrarias, cultura emanando das pessoas e da cidade em si.
   Conclusão: mandamos a pauta pra Superinteressante e ela publicou na coluna “E se” deste mês. Não tenho o link, mas comprem a revista. O texto pegou alguns aspectos legais, porém não explorou outros, que podem vir a ser debatidos por aqui. Em breve, quando o jornalismo me devolver um pouco de tempo.
   Em contraponto, pra lembrar um pouco de Brasília, sugiro essas duas reportagens da querida colega Tamara Hauck sobre Brasília, feita na ocasião do aniversário de 50 anos. Confere aqui e aqui.

Translucidez

   A parte da frente da residência oficial do Presidente da República Federativa do Brasil, o Palácio da Alvorada, não tem muros. Entre o extenso gramado e o estacionamento, de onde os turistas podem admirar o prédio e tecer comentários sobre a obra de Niemeyer, há somente uma faixa d’água. Não que ela seja grande, mas é capaz de desanimar qualquer um que não seja triplista, de algum eventual plano de invadir a atual casa do Lula.
   Nesse ‘riozinho’ moram muitos peixes coloridos. Eles, presume-se, devem receber boas quantidades de ração para poderem crescer e, assim, luzirem suas escamas. Até aí, tudo bem, natural. O que não é nem um pouco normal, porém, é a atitude de muitos visitantes ali na beira. Contemplando o Alvorada, dão de presente aos peixes, quantidades significativas de… moedas. Cinco, 10, 25, 50 centavos às pencas repousam ali no fundo, ajudando a pintar ainda mais o rio improvisado.
   A poucos quilômetros do Palácio, as moedas dadas aos peixes presidenciais teriam utilidade muito maior. Ajudariam, por exemplo, a encher a caixa de sapato da simpática mendiga que vagueia pelo Eixo Monumental. Na direção do Congresso Nacional – onde diversos servidores, mesmo tendo suas contas bancárias bem gordas, ainda pleiteiam mais regalias a si próprios –, ela vai pedindo, níquel por níquel, um pouco de solidariedade.
   Ao receber R$ 1.00, depositado na sua caixa cor-de-rosa, a brasileira para e faz cara de admiração. Agradecida, faz questão de conversar um tantinho, feliz, como retribuição. Relata sua história triste, contudo sem perder o bom humor. Assaltaram-na, dias atrás. Uns gatunos levaram-lhe a preciosa caixa. Não fora agredida, nem ficou traumatizada, no entanto, perdeu os R$ 40.00 nela. Quantidade que, ela garante convicta, “dava pra comprar o mundo”.
   Pouco depois, ela segue a caminhada. Vai em busca da sobrevivência, na forma de mais algumas moedas, acumulando-as na caixa de sapato cor-de-rosa. Decerto, não com o propósito de comprar o planeta. Certamente, a economia lhe servirá apenas para saciar a simples vontade de ter o que comer.
   Pobres ricos, esses peixes do Alvorada… condenados a nadar no dinheiro, mas proibidos de comprar o mundo.

Rápidas Brasilienses, parte 2

Tempo

No meio do caminho, tinha poças

No meio do caminho, tinha poças

   Os gramados estão verdinhos. Assim como as árvores, mesmo a vegetação predominante no Planalto Central ser o cerrado. Por que disto? Simples: chove em Brasília. Contudo, o período habitual de chuvas já encerrou há algumas semanas. Normalmente, o começo de maio já é bem seco na Capital Federal. Logo, é fácil perceber que aqui – como em outros lugares do Brasil – também tem alguma coisa errada com o clima.

Faixa de Segurança
   Cena: 23h05 de um feriado numa sexta-feira semi-chuvosa. Vêm dois carros na pista livre e uma pessoa, que pretende atravessá-la na faixa de segurança. Ao chegar no limite entre a calçada e o asfalto, ela olha para o lado e os veículos… param, mesmo que não haja um semáforo no vermelho. Sim, eu sei, automóveis esperando pedestres vencerem a faixa de segurança não deveria ser nada demais. Mas, pra quem vive em Porto Alegre, isso soa quase utópico.

Peculiaridades brasilienses

Qualquer semelhança é mera coincidência?

Qualquer semelhança é mera coincidência?

   Algumas coisas chamam atenção em Brasília, como uma churrascaria da Asa Norte chamada “Cantinho do Peixe”, por exemplo. No entanto, mais curioso ainda, é a massa de pizzas “Germana”. Na sua embalagem, está desenhado um dos mais famosos símbolos daqui, o Congresso Nacional. De quem terá sido essa ideia de relacionar pizza com política? Ah, ela custa apenas R$ 3.95 e é daquelas do esquema pague uma, leve duas.

Enfim, o Congresso
   Durante a visita guiada, a funcionária responsável por apresentar a Casa do Povo ao povo, dá uma verdadeira aula sobre a Câmara e o Senado. Interessante o que ela diz, como em algumas frases reproduzidas a seguir: “Por mais que as pessoas achem ruim o que está acontecendo aqui [ela fala isso dentro do Plenário da Câmara], é muito melhor do que uma tirania [referindo-se à ditadura]. Ruim não é a Instituição, ruim são as pessoas. A forma é não reelegê-las. (…) Se vocês não concordam com alguma coisa daqui, entrem em contato, por um 0800, ‘um fale conosco’, façam pressão, porque, se ninguém reclamar, ‘eles’ fazem o que querem”.

Congresso II
   Detalhe: a Câmara dos Deputados é composta por 513 deputados federais. O plenário da Câmara contêm 405 cadeiras para eles. Ainda assim, a guia afirmou que é possível uma sessão com 100% de presença, porque muitos dos parlamentares ficam em pé ou ao lado, no Salão Verde. Já o Senado possui 83 assentos para 81 representantes de estados e Distrito Federal.

Ministério das Relações Exteriores

Ministério das Relações Exteriores


Cultura
   Brasília é riquíssima, em se tratando de cultura. Museus, palácios, bibliotecas, teatros etc. Seria necessário cerca uma semana para conhecer todos. Um dos passeios mais legais é o do Palácio do Itamaraty, projetado por Oscar Niemeyer. Conta com o maior hall interno sem pilares da América Latina – 2.200m² –, um dos maiores tapetes persas em exposição do mundo, com 70m² (maior que a área de muitos apartamentos em Brasília), além de diversas esculturas de artistas brasileiros e estrangeiros e muitos móveis que datam dos séculos XVIII e XIX. Um deles é a mesa onde a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea. Nela, são assinados acordos internacionais, com vista para o prédio do Ministério da Justiça.

Quem quer dinheiro?
   Imagine um museu que pague R$ 150 por sua visita, caro(a) leitor. Ele existe. O Museu de Valores do Banco Central dá dinheiro às pessoas que conhecem seus curiosos acervos. O problema é que as notas (todas de R$ 5) vêm todas picotadas, em iniciativa pela preservação do dinheiro nacional. Segue o texto na embalagem do presente:
   “O Banco Central recolheu, em 2007, cerca de 1,57 bilhão de cédulas impróprias para circulação, por estarem desgastadas, sujas ou até danificadas por rabiscos, furos rasgos etc. O custo para reposição dessas cédulas ultrapassou 164 milhões de reais.”

catedral

por Oscar Niemeyer

Arquitetura
   Não vou ser leviano a ponto de tecer algum comentário sobre a arquitetura e o urbanismo de Brasília. Só posso afirmar, como leigo, que é fantástico. Não há outro adjetivo para uma cidade onde os prédios encantam os olhos e, para não se perder, é necessário cerca de três ou quatro neurônios decifrando toda a estrutura do plano piloto.