Por mais Irmelas

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Este blog não é necessariamente um reprodutor de conteúdo alheio na internet, vocês sabem. Mas, ante àquelas cenas de repercussão mundial acontecidas em Charlotesville, em que pessoas que se julgam superiores a outras, realizaram uma manifestação difundindo a sua ideia, farei um leve contraponto.

Eu te convido, caro(a) leitor, a pesquisar – e até difundir, se for o caso – o nome de Irmela Schramm a cada discurso de ódio que se vê por aí. E que, infelizmente, não são tão poucos internet afora.

Nascida no último ano da Segunda Guerra Mundial, Irmela Schramm é o exemplo de ativista que deveria estar presente em cidades onde há gente que se acha superior. Moradora de Berlim, esta senhora usa boa parte de seu tempo para apagar mensagens de ódio espalhadas na cidade.

Uma senhora corajosa, cuja história vale a pena conhecer por estes tempos. Afinal, de guerras e histórias autoritárias, já bastam a que estão nos livros de história.

Das surpresas em noites insossas

RS japao

Prefeitura de Shiga, do outro lado do mundo, estampa sua irmandade com o RS

Na verdade soube desta viagem em meio a uma noite meio entediante na redação. Assim que soube, me candidatei a ir. A bem da verdade, praticamente sem esperança. Mas deu certo. Alguns dias depois atravessei o mundo para ir a um lugar que sempre quis conhecer. Não a turismo ou viajando com tempo e por prazer, contudo em meio à correria, deu para ter uma pequena noção do que é o Japão.

Algumas linhas e impressões já foram publicadas nos posts mais recentes. Outras, por sua vez, acabaram na edição do domingo, 25 de junho, do Correio do Povo. Acabou que, despretensiosamente, eu, um jornalista da área online desde o início de carreira, pela primeira vez publiquei uma matéria assinada em página central de jornal impresso. Quase oito anos depois de entrar numa redação como profissional pela primeira vez.

Se 40 dias antes desta página ser diagramada me dissessem que isso aconteceria, eu não acreditaria. E pensei nisso no momento em que desembarquei no aeroporto de Narita, 35 horas depois de decolar do Salgado Filho, em Porto Alegre. Bom ver que o jornalismo, mesmo nesses tempos modernos, não perde a capacidade de nos surpreender de vez em quando, tanto com pautas quanto com oportunidades. Mesmo nas noites insossas.

Encerrando, então, este período nipônico no blog, deixo o link do pdf das páginas. Espero que gostem.

 

 

Sobre audiência. Ou momento confessional nº 15

Jornalistas não deixam de ser movidos, uns menos outros (muito) mais, a ego. Ao escreverem, falarem ou narrarem histórias querem serem lidos, ser repercutidos. Em certos casos vale a máxima “falem mal, mas falem de mim”.

Mas quem vive o dia a dia de uma redação online volta e meia se decepciona ao ver os índices de audiência. Não raro, aquela matéria apurada, trabalhada ao longo de dias, tem metade das visualizações, ou nem isso, de algo feito às pressas, com assunto banal.

É chato, mas com o tempo a gente até se acostuma.

Pois bem. Isto aqui não é uma redação online, é apenas um blog. Dos antigas, reconheço. A Telha do Tiago como projeto completa uma década de vida em agosto próximo – este endereço está quase completando nove anos. E algo que, admito, me dá um certo orgulho é ter atualizado – nem que seja uma vez por mês – em todos os 105 meses desde o longínquo primeiro post desta página.

No entanto, o que me deu ainda mais orgulho foi ver a repercussão de uma matéria, que foi publicada originalmente no Correio do Povo em 2013, e mais tarde postada aqui como uma espécie de votos de feliz ano novo, em janeiro de 2014 – que acabou sendo, de fato, um ano feliz. O texto trata da virada de jogo que a judoca Taciana Lima deu em sua carreira. Um verdadeiro recomeço aos 29 anos de idade, que será coroado em agosto, quando ela disputará os Jogos Olímpicos Rio-2016 defendendo Guiné-Bissau.

Dia desses passei a matéria para ela, que publicou em suas redes sociais. Logo o número de acessos do blog deu um grande salto. Tanto que domingo passado quebrou o recorde de visitas em um mesmo dia – e visitas de todos os cantos do mundo. O recorde anterior durava desde 2008, época de outra edição dos Jogos Olímpicos.

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Olha por onde a história da Taciana passeou em menos de uma semana

Só me resta agradecer: obrigado, Taciana. Pelo exemplo. E por dar a alegria de um jornalista ver uma matéria mais especial ser bastante lida e repercutida. Trabalhamos por boas histórias, apesar do nosso ego.

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Sorte nos Jogos, Taci!

O lado oculto do fio da meada

blocoA grande ideia surge, mas logo agora? “Isso é brilhante”, penso, numa recente empolgação. Mas a caneta some, o computador nem ligado esteve. O escasso tempo passa.

Não fica nem um rabisco que contaria aquela história. Ou talvez uma palavra, no máximo uma bifurcação obscura que leva a um pântano de palavras desconexas.

E então encontra-se a dúvida: para onde vai a inspiração para os textos que a gente esquece?

Rapidas panamenhas, parte 5

A reparar
Ao menos para mim, a Cidade do Panamá transpareceu um lugar com muitos mais contrastes do que Havana, que leva essa fama. A modernidade dos rascacielos com a vanguarda dos prédios antigos é muito escancarada. As próprias ruínas de Panamá Viejo ficam hoje próximas a uma veloz autopista – financiada pelo governo do México – e entre prédios gigantes.

Lado a lado, carros modernos dividem espaço com táxis às vezes caindo aos pedaços e motocicletas transformadas em carrocinhas de cachorro quente e outros quitutes. Tudo normal, com o contraste sendo quase algo da própria cultura da Cidade do Panamá, uma capital bastante cosmopolita.

Conectividade
Ainda que precise resolver umas questões sociais, conectividade não é problema na Cidade do Panamá. Muitos dos lugares em que passei, como inclusive o Canal, oferecem uma rede wifi com boa velocidade gratuitamente. Já em Bogotá, a cobertura é menor.

Tecnologia viajera
A produção de todo o conteúdo nesta viagem, por sinal, foi ajudada bastante pela tecnologia e a internet. Embarquei com um iPad, uma câmera de mão e meu celular galaxy ace, com quem tirei algumas das fotos e as subi em Instagram, Picasa, Twitter e Facebook.

Claro que a boa e velha dupla amiga dos jornalistas bloco & caneta sempre ajudam também.

Uma das primeiras fotos da viagem, em Bogotá

Uma das primeiras fotos da viagem, em Bogotá

La plata
Não cheguei a levar muito dinheiro, porque resolvi deixar as contas mais para o cartão de crédito, estratégia que funciona bem em Buenos Aires, mas nem tanto em Montevidéu. Em Bogotá é bom ter uma graninha a mais, porque não são todos os lugares em que se pasa la tarjeta. Na Cidade do Panamá é um pouco mais tranquilo, até porque não é difícil achar um caixa eletrônico.