A sujeira ao invés da sorte

trevo

Era um início de tarde de 31 de agosto, quando me deparei com uma árvore, que, em sua raiz, havia muitos trevos. Desde criança, sempre que vejo trevos paro para procurar algum de quatro folhas, como o que vi uma única vez, há muitos anos. Vai que tenho sorte.

Mas admito que não era nem questão de superstição, e sim pela curiosidade que dispensei atenção às folhas. Olhei, procurei e nada, dentre as dezenas ou centenas de trevos que ali estavam, neste agosto de 2016. O máximo que encontrei foi uma garrafa pet, verde, camuflada em meios aos trevos.

Além da falta de sorte, sujeira.

Passos depois, houve um pequeno foguetório, buzinas nos carros que andavam na avenida próxima e, não esquecerei, uma única mulher numa janela de prédio batendo sua panela. Tive vontade de gritar para ela parar com aquele irritante barulho. Porém, não o fiz, ao reparar que ela ficou sozinha em sua manifestação de breves minutos. Não encontrou respaldo ou resposta na vizinhança.

Foi um passeio curto, de poucos minutos, mas quando voltei para casa, meu país já tinha até outro presidente no poder.

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