(des)Arquitetura da rua

Tristes casas de rua.
Abandonadas, prestes a se despedir,
para darem lugar. Para cair.

As casas saem de cena junto com seu antiquário.
Cenários de histórias, inúmeras crianças. Da infância.
Post mortem, erguidas ficam apenas em parca lembrança.

Por ironia da vida, tijolo a tijolo, uma nova construção desconstrói.

Não há cachorros, varandas, nem mais jardins.
O sol na calçada de outrora agora para na alta torre empreendida.
Escurecida, a rua fica mais só. Longe da sacada, se desabita.

No pátio, namoro de portão inexiste.
Subir na árvore, jogar bola na rua tampouco. Coisa do passado.
Insossos, nós.

Hoje acordo e penso: como será meu vizinho?

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