Crônica de quem ficou pelo caminho

Antes procurado, hoje esquecido quase somente à própria sorte. Remanescente de outra era vivendo em plena segunda década do século XXI. Ainda de pé, mas cada vez mais curvado, ocioso, por vezes danificado. Para muitos, já abandonado.

Por ele passaram histórias, amores, brigas e fofocas. Em priscas eras motivou até mesmo discussões em filas por seu esperado contato. Numa época de comunicação tão remota, trazia para perto inúmeros queridos que estavam distantes. Antes de internet, wireless e toda essa inundação de nomes em inglês superava fronteiras em questão de segundos.

Hoje padece em via pública. Atrapalha a transeunte apressada que fala ao celular e o adolescente de dedos rápidos enviadores de mensagens instantâneas. Desvia do rumo. Ficou no caminho.

Entristece-te, orelhão. Já não fazes mais parte deste tempo. Há tempos.

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