Londres, uma capital do mundo

Londres (2)Escrevo estas linhas quase dois meses depois que voltei da minha primeira viagem à Europa. E, cara, confesso que é meio difícil retornar à rotina do lado de cá do Atlântico. Em especial porque conheci Londres. Que cidade, meu velho, que cidade! A Alemanha é fantástica, Paris é encantadora, mas Londres é tudo.

Confesso que tive certo receio e talvez até um pouco de preconceito com a capital do Reino Unido. Sempre achei os ingleses meio nariz-empinado e alguns vários amigos meus que foram para lá voltaram um tanto diferentes – pra não dizer forçadamente undergrounds. Bobagem, enfim.

Até não muito, Londres era o centro deste planeta. Ser rei ou rainha da Inglaterra já teve muito mais importância do que apenas o glamour (e os paparazzi) atuais. Ainda assim, não há um aspecto decadente de ex-maior potência lá. Bem pelo contrário. Londres pode não ser mais o carro-chefe, contudo mantém grande importância neste cenário globalizado da diplomacia.

Com o perdão do clichê, mas a história londrina é um livro aberto, espalhada através de monumentos e museus. Em 2013, Londres chegou ao seu 1970º ano de fundação – feita pelos romanos, que em 43 d.C. a batizaram de Londínia.

Londres (1)Há, portanto, muitos rastros da história da civilização humana. Alguns até mais antigos que a própria Britânia, como uma torre aí do lado, construída em Alexandria há 5 mil anos e que hoje vive às margens do Rio Tâmisa, dada como presente à monarquia. Registros mais atuais da humanidade, como as artes de Banksy, também estão nessa miscelânea de épocas.

Desde que conheci a Alemanha e Londres suspiro por voltar um dia. Fazia muito tempo que não conhecia um lugar que me fizesse pensar “moraria aqui”. Ainda assim evito simplesmente taxar que lá é melhor, tudo de bom e ponto. Quando se viaja é preciso aproveitar o que se tem de bom, mas não se deixar iludir, que tudo o que é novo “é melhor”. É simplório e errado, isso.

A partir dessa linha de pensamento passei a acreditar que há fases nesta vida, tanto para pessoas quanto para lugares. Hoje vejo a civilização brasileira/porto-alegrense em que vivo apenas bem atrás do que a desta parte do “Velho Continente”, não necessariamente “pior”. Queiramos ou não aqui se vive em sociedade (nos moldes atuais) há bem menos de 500 anos – um quarto da de Londres, por exemplo. Talvez evoluamos mais rápido a partir desta nova democracia. Talvez não.

20130901_155424Para ilustrar essa reflexão lembrei da primeira cena de “O Tempo e o Vento”, na qual se contextualiza o cenário d’O Sobrado. O ano era 1893 e a Revolução Federalista estava desencadeada. A guerra – mais uma entre tantas outras na época – fez com que 10 mil homens morressem, a maioria degolados, nos campos do Rio Grande afora.

Pois bem, em 1893 o metrô de Londres estava comemorando 30 anos de operação – e já são quase 151. Aqui na minha cidade, se tudo der certo, lá por 2020 talvez eu ande de metrô. Um trechinho relativamente curto, que ainda será incomparável ao que tem lá.

Tudo na vida são fases, afinal.  Um dia a gente chega lá. Ou não.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s