Uma volta pela Bavária

imageSabe aquele cara do Sul, sempre meio metido e com mania separatista. Não, (dessa vez) não estou escrevendo sobre os gaúchos ou os texanos e sim sobre os bávaros, este povo que habita o maior estado alemão e que muito se orgulho de sua bandeira azul e branco em xadrez. Em suas cidades, se vê mais pavilhões destes do que o preto, vermelho e amarelo da Alemanha.

Os bávaros se orgulham de sua história e, ao longo dos séculos, muito antes da unificação alemã, deixaram muitos rastros em formas de construções que em pleno século XXI ainda impressionam, e muito. Um exemplo é o castelo de Neuschwanstein, na cidade de Füssen, próximo à fronteira com a Áustria e a Suíça e certamente o local mais bonito que muita gente já viu na vida.

Neuschwanstein foi erguido na segunda metade do século XVIII, pelo então rei bávaro Ludwig II. O castelo, anos mais tarde, teria inspirado Walt Disney em suas histórias de contos de fada. À época, entretanto, o povo local não gostou muito da ideia de o rei ter um castelo fantástico – que até água encanada tinha – enquanto as condições dos plebeus não eram das melhores.

O destino de Ludwig, apesar de não ter sido a guilhotina, não foi muito melhor. Considerado louco ao fim da vida, ele tem sua causa mortis não bem esclarecida até hoje. Dizem que se matou. Dizem que foi morto por seu médico. Dizem muitas coisas.

A megalomania de um rei talvez incompreendido na época, porém, garante o progresso e o sustento de Füssen, uma pequena e simpática cidade, que vive a base do turismo a Neuschwanstein e ao castelo de Hohenschwangau, menos pomposo, destinado ao pai de Ludwig. Entre eles, Alpesee, um lago absurdamente lindo, cenário de histórias bonitas com final feliz.

A região de Füssen é Allgäu, uma encantadora área da Bavária. Enquanto no verão pode-se se perder nas contas dos tons do verde dos campos e árvores, no inverno o branco da neve toma conta de tudo. Ao fim de agosto, os moradores já estocam a lenha que será tão necessária para daqui a algum tempo.

Rápidas
Teoria sem embasamento histórico algum: os alemães desta região adoram flores. Plantam, cuidam e exibem-nas em demasia em suas casas, nas sacadas e nos canteiros. Todo canto, inclusive na grande Munique, é colorido por pétalas quando possível. Acredito eu que e deve ao monótono branco da neve, que chega em breve e por lá permanece por muito tempo.
O orgulho da Bavária não se limita a ideias, há também mobilização política. Nesta vertente que o Partido da Bavária atua. Separatista, é claro. Ao fim de agosto, as ruas têm muitos cartazes políticos, pois em breve haverá eleições parlamentares no estado. Dentre os concorrentes, também há o Partido Pirata.

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