Rápidas alemãs, parte 1

Barreira
Além de ser pioneira em muitos fatores citados no texto anterior, esta vinda à Alemanha – que também seguirá à França e à Inglaterra – marca a primeira vez em que vou a um lugar sem ter um conhecimento decente da língua. E, cara, o alemão e suas consoantes são algo complicado.

Ok, dá pra se virar tranquilamente com um inglês legal. Mas queria eu ter um inglês legal (e não o meu, pífio). Não escapei, assim, de uma cena a qual me constrangeu um pouco. Tendo quase dez pessoas à mesa conversando e eu mal saber a hora de dizer “danke”.

Sem dúvida alguma, ser analfabeto deve ser algo horrível (ainda mais no próprio país Natal). E para mim, um jornalista, sentir isso quase doeu.

Tourismus
O complicado idioma, porém, é um obstáculo muito menor para o turismo da Alemanha do que é a distância para os brasileiros. As estações de trem são bem divididas entre locais no seu dia a dia e viajantes com suas bagagens. Japoneses, como sempre, há aos montes, assim como uma grande quantidade de árabes. Os vagões costumam ser bem cosmopolitas.

Apesar de receberem uma grande quantidade de visitas, os alemães estão longe do que se pode chamar de povo acolhedor – o que também não significa dizer que são todos mau humorados como seu idioma. Mas não espere algum germânico vir ao seu lado para conversar espontaneamente. São o oposto dos cubanos, que chegam puxando papo na esperança de vender algum charuto ou filar um mojito.

Moedas
Pouco antes de embarcar para a Alemanha li “Na pior em Paris e Londres”, livro em que George Owell narra suas aventuras como um subempregado e mendigo nessas capitais. Ainda que o texto tenha sido escrito há cerca de 80 anos – e grandes mudanças financeiras terem acontecido desde então – algo se mantém bem atual: o valor de cada centavo.

Minutos após desembarcar em Frankfurt fiz minha primeira compra: três bretzel a € 1,89. Recebi 11 centavos de troco. Se fosse no Brasil por certo receberia 10. Num momento seguinte, outras compras tinham valores quebrados e cada troco foi dado corretamente, centavo por centavo, tal qual era nos primeiros meses do real, em mil novecentos e dólar valendo menos que a moeda tupiniquim.

imageConversa de supermercado
Aliás, que coisa legal é comprar uma cerveja (alemã, obviamente) com apenas uma moeda e às vezes por menos de um euro. Num supermercado em Eischtätt, cidadezinha do interior da Bavária, paguei 69 centavos. Em muitos casos, é mais barato que água.

Por outro lado, o tomate – famoso vilão da inflação brasileira meses atrás – ataca agora na Alemanha. No mesmo supermercado de Eischtätt da cerveja barata, o quilo do tomate estava € 2,99, ou seja, cerca de R$ 10.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s