Diários de Motocicleta: os 700 quilômetros de Punta del Este a Porto Alegre

Partida em frente a La Mano, em Punta

Partida em frente a La Mano, em Punta

Partindo para as duas últimas etapas da viagem, deixamos Punta del Este por volta das 10h. Antes de pegarmos a estada voltamos a Punta Ballena para explorar com mais calma a vista dali e conhecer o atelier de Vilaró.

Além das fotos, claro que deu vontade de levar algum presente para casa. Opções, como telas, livros etc, não faltam, mas quando um chaveiro começa custando 20 dólares as coisas complicam. Os suvenires ficaram na lembrança mesmo.

Para deixar o balneário utilizamos uma rota secundária, a 12, que passa ao lado da Laguna Del Sauce. A quem está de passeio e sem problema algum com (falta de) gasolina, o caminho de 14 quilômetros é bacana. Há, por ali, algumas fazendas e hotéis bucólicos.

Os sóis que Vilaró faz

Os sóis que Vilaró faz

O caminho quase rural leva até a Ruta 9, rodovia que entre Chuí e Montevidéu. Lá, pegamos o rumo norte, ao Brasil. Pelo caminho, ficaram as convidativas entradas para Rocha/La Paloma, Castillo/Cabo Polonio, Punta del Diablo e o Forte de Santa Tereza – os dois últimos destinos mais frequentados pelos gaúchos.

Duas horas e pico depois da largada chegamos ao Chuí. Apesar das centenas de quilômetros de Rivera, por onde passamos na ida, o cenário é idêntico: forasteiros numa terra meio que sem lei à procura de ofertas em free shops, enquanto locais, em sua maioria com cara de mal encarados/picaretas cruzam o caminho.

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Parada em Punta Ballena para ver a paisagem

Após um almoço que foi um verdadeiro assalto – R$ 86 dois pratos com arroz, bife (que mentiram que era filé) e batata frita – partimos, mas não sem antes encher o tanque para não dar zebra ao longo dos despovoados quilômetros da BR 471 até Rio Grande.

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As capivaras do Taim

Pela rodovia, se passa pela Reserva Ecológica do Taim, onde o limite de velocidade é 60 km/h – ainda que uns apressadinhos ignorem isso. Por lá, e até sem muita sorte, sempre se vê umas capivaras. Para as crianças é legal.

O dia de viagem terminou num fim de tarde em Pelotas, cerca de 250 quilômetros dali e após outras duas horas e pouco de estrada. Em meio a uma cidade congestionada, consultamos três hotéis na região central. O mais barato tinha a diária de R$ 150. Complica para quem pensa em passar só 12 horas. Dormimos em um hotel na estrada mesmo.

Fim de linha em Porto Alegre

Fim de linha em Porto Alegre

Dali, saímos bem cedo para rodar os meus últimos 280 quilômetros – o pai ainda seguiu mais 450 até Floripa. Em obras, a BR 116 parece que vai ficar bonita quando a duplicação terminar – por ora ainda exige um pouco de atenção. Já a chegada a Porto Alegre é em via duplicada, e assim vai norte afora.

Rápidas:
Ao longo da Ruta 9, paramos duas ou três vezes. E nos postos Ancap – a maior rede de lá – havia internet wifi. Algo um tanto impensável em muitos estabelecimentos do outro lado da fronteira.
Saímos do Uruguai em 11 de março. Coincidência ou não foi o último dia de validade do meu passaporte. Achei uma bonita homenagem a esse companheiro que já foi a cinco países comigo.
Ao todo foram sete noites, três países, inúmeras cidades em dezenas de paradas, cerca de 2,4 mil quilômetros rodados, centenas de fotos – muitas delas no Instagram meu e do pai – e boas

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