Diários de Motocicleta: os 340 quilômetros de Colonia a Punta

A fila para o Buquebus

A fila para o Buquebus

Voltemos, enfim, à estrada. Para sair de Buenos Aires em direção a Porto Alegre tomamos um atalho, via Rio da Prata: o Buquebus, que em uma hora nos transportou da capital argentina até Colonia de Sacramento, a sudoeste do Uruguai, al otro lado del río.

Se na ida fomos pelo continente, a volta foi pela costa uruguaia. De barco, desembolsamos uns 400 pesos para levar as motos e uma hora até Colonia – há ainda uma opção mais barata, mas a viagem leva três horas. Existem também opções mais caras, vips e ultravips com a mesma duração. Outra rota liga diretamente Buenos Aires a Montevidéu, em três horas.

A quem não conhece, Colonia é uma cidadezinha turística ótima para casais. Mas é pequena e um dia já é mais que bom para conhecê-la. Como já estivemos por lá, apenas almoçamos e seguimos viagem, partindo por volta das 14h.

As entranhas do Buquebus

As entranhas do Buquebus

A primeira meta era chegar a Montevidéu, a cerca de 170 quilômetros dali, via Ruta 1, uma estrada que começa cercada de palmeiras, numa vista bem bonita. Mesmo em faixa-dupla em quase toda sua extensão, é uma boa estrada, sem lá muitos atrativos – um deles poderia ser a fábrica da Lifan (!).

Na chegada à capital se passa muito próximo a entrada do Cerro, bairro modesto/histórico/periférico de Montevidéu, que ganhou fama mais recentemente por ser a moradia do pop ex-guerrilheiro tucomano José Mujica, el presidente más pobre del mundo. Já estivemos por lá em 2010 para conhecer o clube local e fizemos matérias pro CP.

A convidativa Ruta 1

A convidativa Ruta 1

Infelizmente, a estadia em Montevidéu desta vez foi curta e não deu para sentar nas encostas das praias para matear no tradicional programa de domingo local, o que me faz concordar quando dizem que as semelhanças entre uruguaios e gaúchos é, de fato, enorme. Qual gaúcho que não gosta de lagartear num frio domingo ensolarado, afinal?

Na mesma tarde, ainda rodamos os quase 20 quilômetros da orla de Montevidéu e pegamos a Ruta Interbalnearia, rumo a Punta del Este, a uns 140 quilômetros dali. A estrada é boa e, em considerável parte, duplicada. Só exige a atenção o inusitado fato de ter sinaleiras, nas cercanias de Montevidéu.

Pouquinho antes do destino do dia chegamos a Punta Ballena, um pequeno balneário rica$$o e interessante. É lá que fica a Casapueblo, o hotel/atelier/museu de Carlos Paez Vilaró, que é um show de arquitetura. Lá, também, que tem o pôr do sol mais bonito da banda oriental, com o mar compondo a paisagem. Só a diária por lá, nos seus US$ 174, que quebra um pouco o encanto.

Casapueblo

Casapueblo

Logo em seguida, chegando já à noitinha em Punta del Este, ainda encontramos aberto um posto turístico muito bem estruturado. Ali, eles dispõem de mapas da cidade e nos indicaram hostels. Ficamos no The Trip, a cerca de um quilômetro do cassino Conrad e com uma diária camarada de US$ 15.

Rápidas
Se um dia você estiver caminhando na 18 de Julio em Montevidéu, passe no La Pasiva e peça uma torta de alfajor. Vale (muito) a pena.
A rota interbalneária do Uruguai é muito bem estruturada, com diversas placas indicando praias e cidades. É um belo passeio rodar por ali, especialmente no fim da tarde.

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