Diários de Motocicleta: Uma quinta-feira em Rosario

Turista na contramão

Turista na contramão

Depois de quase duas horas que exigiram muita atenção na estrada – e um pedágio no fim dela – a chegada a Rosario pela 174 compensa devido à Puente Nuestra Señora del Rosario, cartão postal da cidade. Valeria ter dado uma carona nesta hora.

Maior cidade da província de Santa Fé com cerca de 1,1 milhão de habitantes, Rosario tem alguns problemas de metropóles já na entrada de seu círculo urbano, como pedintes nas sinaleiras – algo não visto pelas bandas de Nogoyá ou Tacuarembó.

Por outro lado, tem diversos outros atrativos também. Com tempo escasso, não deu para conhecer, mas listaria o clube Rosario Central e a Iglesia Maradoniana – que venera el D10S Diego Maradona, além das praias banhadas pelo Rio da Prata.

Outro atrativo, sem dúvida, está no livro de história. Mais precisamente na história de alguns filhos ilustres de Rosario, tipo o melhor jogador de futebol do mundo (Messi), a melhor jogadora de hockey do mundo (Luciana Aymar) e o melhor símbol man de revolução deste planeta (Che Guevara).

Aproveitando a sua geografia simples – Rosario é uma cidade com duas grandes avenidas que se cruzam e quadras divididas em quadrados – vale dar uma caminhada pelo Centro. Ainda mais se ela terminar no Monumento à bandeira – uma majestosa estrutura, com dezenas de pavilhões alviazuis.

O monumento à bandeira, que fica muito bonito à noite,  está estampado na nota de dez pesos, junto com o general Manuel Belgrano, que ao contrário das personalidades supracitadas não nasceu em Rosario.

Panorâmica

Panorâmica

Rápidas

¡Comandantes!

¡Los Comandantes!

Não sei se fora feito antes ou a toque de caixa na véspera. Fato é que cheguei a Rosario e um muro já estava pintado com a inscrição “Hasta Siempre Comandantes”, ao lado da imagem de Hugo Chávez e Néstor Kirchner.
Agora, sendo mais capitalista, lembra que em Rivera trocávamos 1 dólar por 8,68 pesos? Pois em Nogoyá estava a 5,5, em Rosario 5 e em Buenos Aires nem isso. A explicação de um cabista paralelo: “Os uruguaios estão desesperados por dólares e estão pagando alto para mantê-los por lá”.

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