Diários de Motocicleta: Os 487 quilômetros de Tacuarembó a Nogoyá

Manhã ensolarada para se viajar

Manhã ensolarada para se viajar

Numa quarta-feira ensolarada, Tacuarembó ficou para trás. Não sem antes passearmos pela cidade sentindo o onipresente cheiro das parrilladas preparadas para La Fiesta de la Patria Gaucha. Nesta volta matutina pela cidade, descobrimos que os tacuaremboenses são muito fãs de motos. Há, em determinadas partes do Centro, espaços iguais para estacionamentos de carros e motos. Ainda que a velocidade de tráfego da cidade não seja lá muito grande, o capacete mostrou-se um acessório opcional.

A quem passar por lá rumo à Argentina #ficaadica: trocar dólar por peso argentino lá também é um negócio muito vantajoso: 1 Obama = 8,5 Cristinas.

No fim dessa manhã, após em abastecer num imperialista posto da Petrobras, Tacuarembó ficou no retrovisor. No horizonte, a Ruta 26, uma deserta e um tanto perigosa estrada. A vista é sempre a mesma: retão, verde pra um lado, verde pro outro, boi. Apesar de em boa parte a rodovia ter boas condições – suficientes a se andar a 120 km/h – o perigo ataca de três lados: o sono provindo do tédio; a falta de postos de gasolina em um trecho de quase 200 quilômetros; e as obras em algumas partes, que chegam a transformar a Ruta 26 num chão batido medonho.

La ruta y sus atractivos

La ruta y sus atractivos

Ao fim da ruta, burocracia

Ao fim da ruta, burocracia

Passados quase 230 quilômetros, chega-se a Paysandu, na fronteira com a Argentina. Antes da entrada da cidade, desviamos rumo à ponte internacional, onde há aduana, burocracia, pedágio e um free shop para consumistas. Somente na fila de lá, levamos uma meia-hora para vencer todos os trâmites e sermos liberados para cruzamos a ponte sobre o Rio Uruguai e chegarmos enfim à Argentina, em Colón. O objetivo do dia era ir até Rosário, a uns 300 quilômetros dali no rumo Oeste.

Depois de rodar um pequeno trecho na boa e duplicada Ruta 14, entramos na Ruta 39 e aí, numa pequena confusão por falta de estudo do mapas e da ausência de placas ao fim da Ruta 39, rodamos 60 quilômetros em vão. Com a perda de tempo e o fim da tarde, o jeito, então, foi dormir em Nogoyá, uma cidade com seus 22 mil habitantes, a cento e picos quilômetros de Rosário.

Rápidas
Ainda que tenhamos gastado 35 pesos uruguaios – uns R$ 3,50 – no pedágio da ponte internacional, os uruguaios, via de regra, liberam as motos dos pedágios. Em todas as outras praças, fomos orientados a passar pelo lado, sem pagar.
Muitos uruguaios atravessam a fronteira Paysandu/Colón para abastecer. O primeiro posto do lado argentino estava repleto… de carros do Uruguai. Mas esse intercâmbio só vale para gasolina. Uma placa na aduana avisa que é proibido ir para o outro lado e trazer produtos do supermercado, por exemplo.
O Google Maps NÃO SABE que há uma ponte em Paysandu. Se tu fores procurar o caminho deste post por lá, ele vai sugerir ir até Salto, ao Norte do Uruguai, e aumentar a viagem em mais de 100 quilômetros.

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