Diários de Motocicleta: As marcantes horas em Tacuarembó

Contra o sol, o Laçador Uruguaio dá as boas vindas na Fiesta

Contra o sol, o Laçador Uruguaio dá as boas vindas na Fiesta

Chegamos a Tacuarembó ao entardecer. Rapidamente conseguimos nos hospedar em um hotel. Mas tivemos mais sorte do que juízo. Afinal essa terça-feira era véspera da abertura da 27ª Fiesta de la Patria Gaucha, nada menos que a maior festa folclórica uruguaia – e que lota as hospedagens da região, fazendo quase dobrar a população local por quase uma semana.

O orgulho gaúcho rapidamente me remeteu à semana farroupilha, em setembro. Churrascos, cavalos, rodeios, tragos, mates, bombachas e até um Laçador estilo o de Porto Alegre não faltavam para reforçar o vínculo e me fazer acreditar que Tacuarembó seja a Alegrete uruguaia. Até a mania de grandeza é parecida com a dos gaúchos do norte. “La fiesta más criolla, en el pago más grande de la Patria” era o slogan do folder oficial do evento, patrocinado pela agroveterinária Ansina.

Monalisa passando férias no Uruguai

Monalisa passando férias no Uruguai

Mas nem tudo é tradicionalismo. Qual não foi a minha surpresa de encontrar em uma praça de Tacuarembó as grandes obras do Museu do Louvre, em Paris. Reproduções de Monalisa e outros clássicos das artes estavam expostas ao lado de jovens andando de skate. Cada uma com uma explicação sobre a pintura e o autor.

Além disso, Tacuarembó é famosa também por ser uma possível cidade natal do talvez maior ícone da música deste canto de continente: Carlos Gardel. Ainda que provem que o músico tenha nascido em Toulouse, na França, a mística se mantém – algo que Gardel adorava e alimentava. No escritório de Turismo da cidade há um quadro com “evidências” da origem “oriental y tacuaremboense” de Gardel. Melhor não discutir.

El uruguayo Gardel

El uruguayo Gardel

Rápidas (e fatais)

Chávez falecido, na foto do La Nacion, já na Argentina

Chávez falecido, na foto do La Nacion, já na Argentina

Logo que chegamos acessamos o Twitter para nos informar do que havia se passado no resto do mundo. E foi quase na hora da morte do Hugo Chávez, assunto que por óbvio monopolizou todos os noticiários locais.
Na manhã seguinte, outra morte: Chorão. Como ex-fã fiquei triste. Menos mal que há um ano consegui “fazer as pazes” com o Charlie Brown Jr antes da derradeira despedida.

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