Diários de Motocicleta: Os 611 quilômetros de Porto Alegre a Tacuarembó

Ainda que tenha 27 verões completos, sendo oito deles com habilitação para conduzir motocicletas, esta foi recém a minha primeira grande viagem. Nas anteriores, o destino chegou por volta dos 100 quilômetros rodados.

Antes de pegar a estrada – sempre é bom lembrar – vale dar uma revisada no veículo, além de providenciar boas jaqueta e luvas de couro, afinal há milhares de insetos de variados tamanhos que não atravessam a rua quando a gente passa.

Nossa rota saía de Porto Alegre via BR-290 até Rosário do Sul, onde desviaríamos rumo a Livramento. De lá, pega-se a Ruta 5, que vai até Montevidéu, para andar pouco mais de 100 quilômetros e chegar a Tacuarembó.

No geral, todas essas rodovias estão em boas condições, apesar de a mão-dupla ser uma constante praticamente invariável. E já na segunda metade do trecho Porto Alegre-Livramento alcançamos o que seria uma prévia da viagem: o pampa. Reta, campo, vaca, ovelha, árvores, boi. Repita os ingredientes, sem a necessidade da mesma ordem. Eis o nosso cenário até a Argentina.

Em Livramento/Rivera, algumas constatações. 1) Gasolina do Brasil é mais barata. Consideravelmente mais barata: R$ 3,10 a R$ 3,90, por aí. 2) O câmbio sugerido pelo pessoal da aduana uruguaia era um paralelo, feito por um tiozinho com sua pochete. Apesar da desconfiança, seu preço tornar-se-ia um dos melhores oferecidos em toda a viagem, especialmente com o peso argentino – que escancara uma crise no país do papa. Era 8,68 pesos por dólar, quase o DOBRO do que se consegue no câmbio oficial em Buenos Aires. Para uma viagem de tiro curto como essa, faz diferença.

Da fronteira partimos a Tacuarembó. Na estrada cruzamos com muitos caminhões transportando as polêmicas madeiras que, creio eu, vão para a fábrica Botnia, que produz papel em Fray Bentos e fez Uruguai e Argentina brigarem feio em tribunais na última década. Pelo jeito, funciona a pleno hoje.

Muda o país, mas a não recomendação para crianças continua

Muda o país, mas a não recomendação para crianças continua

Rápidas

Enquanto para nós brasileiros a 51 é sinônimo de cachaça, para os uruguaios é cigarro. As carteiras de cigarro, por sinal, agora adotaram o alerta para as doenças causadas pelo fumo, o que já é corriqueiro no Brasil há algum tempo.
Apesar da área territorial pequena, o Uruguai é dividido em 19 departamentos, que equivalem a estados. Apenas neste primeiro dia, andando um pouco mais de 110 quilômetros estivemos em dois: Rivera e Tacuarembó.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s