Paulinho, ah Paulinho…

Fazia um certo tempo que não escrevia nada de música por aqui. E a madrugada – hora em que escrevo essas palavras – é sempre um bom assunto. Ainda mais quando o protagonista é Paulinho da Viola, que se apresentou em Porto Alegre por esses dias. Após uma deliciosa hora e meia, rendeu um texto pro jornal, reproduzido abaixo:

São poucos os artistas que conseguem encher seus shows justo em noite de último capítulo de novela. Pois Paulo César Batista de Faria, o Paulinho da Viola, é capaz. E provou isso na noite desta sexta-feira, quando o Auditório Araújo Vianna praticamente lotou para vê-lo.

E o que era para ser uma apresentação transformou-se numa verdadeira aula de samba, simpatia e, claro, boa música. O veterano músico carioca desfilou alguns de seus principais sucessos da carreira – que já tem quase 40 anos.  “Onde a dor não tem razão”, “Coração Imprudente”, “Timoneiro” e “Argumento” foram alguns dos sucessos tocados por Paulinho, que, por vezes, entre uma música e outra, contava alguma história ou um bastidor relacionado à letra ou à melodia.

Se não bastasse, a noite também foi de homenagens a compositores e escolas de samba, inclusive a Mangueira, tradicional rival da Portela de Paulinho. A verde e rosa foi celebrada em “Sei Lá Mangueira”. Amigo do pai do sambista, Jacob do Bandolim teve em sua honra o choro instrumental “Inexplicável”, executado por dois músicos do sexteto que acompanhou o protagonista da noite em Porto Alegre.

“Nervos de Aço” vira ponto alto da noite

Filha de Paulinho, a cantora Beatriz Faria esteve no palco para interpretar “Só o tempo” num dos pontos altos da noite. Ao público porto-alegrense, Paulinho da Viola não deixou faltar “Nervos de Aço”, de Lupicínio Rodrigues, cantada quase à capela no Araújo Vianna, já no bis – pouco antes, “Coração Leviano” fez o público soltar a voz, assim como a última do show, a homenagem à Portela “Foi um rio que passou em minha vida”.

Após uma hora e meia, Paulinho da Viola deixou o palco sob efusivos aplausos e com boa parte do público na beirada do palco, dançando após deixar para trás as cadeiras numeradas e sequer lembrando que a noite era de último capítulo de novela, que será reprisado no sábado. Já Paulinho, esse sim não tem toda noite por aí.

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