Rápidas panamenhas, parte 2

O céu arranhado…
Grande parte do motivo de a Cidade do Panamá ter-me feito sentir um caipira lá na chegada foi elevadíssimo número de prédios (muito, muito) grandes, os rascacielos. Alguns com arquitetura moderna outros apenas gigantes de 200 metros mesmo. Passam um portentoso ar de metrópole à cidade que, oficialmente, tem cerca de 500 mil habitantes.

Um que mais me chamou a atenção foi o chamado Revolution Tower (#americanfeelings). Trata-se de uma torre comercial de 47 andares, a maioria deles construídos em forma de espiral. Mais ou menos perto, há o hotel Trump, semelhante ao famoso hotel na beira da praia de Dubai, o que me leva a achar que, realmente, a Cidade do Panamá é mais parecida com a árabe do que com Miami. Uma “Dubai das Américas” que já falamos.

Outro gigante da região de Marbella, onde me hospedei, é o Hard Rock Hotel, junto ao shopping Multicentro. De gaiato visitei o lugar e, pela primeira vez na minha vida, apertei o botão 62 em um elevador — que chegou até lá, sem escalas, em cerca de um minuto. Em Marbella fica a região bancária, com muitas e muitas sedes das instituições financeiras. Cada (ab)usando da arquitetura para chamar mais atenção.

…e o chão batido
A Cidade do Panamá, porém, não se resume aos arranhas-céus de sua região central. Na área mais tradicional, Casco Antiguo, somente pequeninas e antigas construções. E muito chão batido, por causa das obras de revitalização que estão fazendo por lá. Alguma parte já passou pela reforma, o que dá uma mostra legal de como ficará quando tudo estiver concluído.

Pelas ruas de Casco Antiguo — bairro patrimônio histórico — pode-se comprar muito artesanato, entre os quais o famoso chapéu Panamá, que, sem pechincha, sai a pelo menos 20 dólares. Chorando, um que outro vendedor faz um descontinho, mas nada demais. De lá, também é possível fazer algumas bonitas fotos em meio aos edifícios antigos, que contrastam, no horizonte, com os rascacielos. Para percorrer as ruazinhas de Casco Antiguo leva-se mais ou menos duas horas, isso demoradamente e sem pressa para tirar fotos.

Também mais plano que a região bancária ficam as ruínas de Panamá La Vieja, onde era a Cidade do Panamá. É um tanto mais afastado, para os lados do aeroporto internacional de Tocumen. Perguntei a um taxista se valia a pena ir lá. Ele, num ato de sinceridade, me respondeu: “Ah, lá só tem ruína”.

O trânsito parado…
Andar de carro pela cidade não é tarefa das mais simples. E requer paciência. Os panamenhos não são o que se pode qualificar de bons motoristas e, apesar de algumas avenidas serem bem largas, é mais que comum ver congestionamentos ao som de incansáveis e impacientes buzinas.

…e a rota livre
No entanto, em Cosway Amador, uma área portuária que liga a três ilhas numa região um pouco mais afastada do centro, se vê poucos carros, ao menos pela manhã quando passei por lá. Infelizmente, perdi o horário de um passeio de barco que faria e compensei alugando uma bicicleta, a não tão baratos 3.75 dólares a hora. Em 60 minutos fui e voltei na ponte interamericana, que é um dos cartões-postais da cidade e a entrada (ou saída) do Canal. Por essa ponte que passam aqueles que atravessam a América por terra.

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