Um país bem ligado ao seu canal

Canal do Panamá
Menina dos olhos do governo local e símbolo de uma modernidade até então sem igual, o Canal do Panamá é uma parada obrigatória aos turistas do país. Não que seja de uma beleza ímpar ou algo que o valha, mas conhecê-lo é uma experiência bacana. Ainda mais se você puder acompanhar ao vivo o processo de funcionamento dele — o que não é raro, porque passam quase 40 navios por dia por ali, de manhã no sentido Atlântico e, à tarde, na rota contrária.

Explicando rapidamente o canal faz o seguinte: por meio de três esclusas, o navio é elevado a 26 metros do nível do mar: duas vezes oito metros e uma, a dez. Nessa altura, a embarcação navega por um lago, parte dele artificial, quando retorna ao nível certo novamente por esclusas e chega ao outro oceano. Essa viagem tem cerca de 80 quilômetros e dura mais ou menos oito horas, segundo os responsáveis.

No que dá para acompanhar dos mirantes instalados na estação de Miraflores (a da capital), vi um navio de bandeira asiática ir em direção ao Atlântico. Leva cerca de dez, 15 minutos para ele ser elevado e as comportas se abrirem. É legal, principalmente pra quem curte navegação.

Mas não apenas navios que se vê em Miraflores. Pagando 8 dólares (3 a mais que ompreço do ingresso básico) o turista pode conhecer o museu de lá e assistir a um vídeo (em espanhol ou inglês) da história do canal, tratado de maneira ufanista pelos panamenhos.

Canal y la plata
Tal ufanismo se justifica fácil: apesar de estar prestes a completar 100 anos — o que vai acontecer em 2014, o canal está sob controle do Panamá há apenas 12. Antes, era controlado pelos Estados Unidos, que financiaram e tocaram a obra lá atrás. Só de 31 de dezembro de 1999 pra cá, o canal é, de fato, do Panamá.

A nova direção, então, resolveu ganhar dinheiro com o canal. Estipulou novos preços e estabeleceu critérios de cobrança. Em 2006, um referendo aprovou a ampliação do canal, cujas obras já começaram e devem estar prontas para o centenário. Logo, vem mais plata por aí.

O Canal e a história
A história do canal e do Panamá estão entrelaçadas. A primeira tentativa de se construir uma ligação entre os dois oceanos ocorreu com os franceses, em meados do século XIX. Não deu certo, porque a Malária e a Febre Amarela derrotaram os trabalhadores.

No início do século XX, os EUA entraram na jogada e se propuseram construir. A Colômbia, de quem o Panamá fazia parte, não aceitou. Momento que acabou por propiciar a independência local, proclamada em 3 de novembro de 1903 — 15 dias depois o acordo para a obra foi assinado.

Engraçado é que os panamenhos contam por aí que estavam ligados à Colômbia “voluntariamente”, porém mantêm com status histórico em Casco Viejo o local de onde os canhões que garantiram a segunda independência. Há algo não tão divulgado, talvez.

Ah, moderninho que é, o canal tem Twitter, página oficial no Facebook e até perfil no Instagram.

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