Rápidas colombianas, parte 2

Despacito
Mal larguei as coisas no hostel e saí caminhando a esmo pelas ruas próximas, ainda na segunda-feira. Fui no meu ritmo normal – aquele de baixinho apressado –, mas tinha algo diferente. Tinha menos ar do que estou acostumado, em função dos 2.640 metros de altitude de Bogotá. Cansei rápido, fiquei ofegante. Pra piorar, ainda subestimei o frio colombiano – que existe mesmo. Foi mais complicado do que pensei. Prometo nunca mais xingar jogador brasileiro que passa mal na altitude.

La Candelária
O hostel em que me hospedei fica no bairro La Candelária, que é um centro antigo daqui. Pelo que deu para perceber, é o lugar bacana de Bogotá. Hostels, museus, universidades, bares e prédios históricos estão ao redor. Nas ruas, tanto bogotanos (ou bogotenses?) quanto gente que fala variados idiomas se cruzando. Legal.

Em um jornal local, li que a ideia é tornar o bairro mais 24 horas possível. No entanto, existe uma campanha: “No moteles en La Candelária”.

Trânsito
O trânsito de Bogotá é um tanto lógico, com as ruas tendo números como nomes. De norte a sul, são as calles. As transversais são as carreras. Então, com meia dúzia de neurônios, não é complicado de se achar por essas bandas. Só fica a dica: olhe bem para os lados antes de atravessar as ruas. Os motoristas – nem os pedestres, a bem da verdade – não chegam a ser um exemplo de comportamento. Além do mais, algumas ruas de La Candelária se confundem com calçadas, o que complica o passeio do vivente.

Policiais. Muitos
Havia lido que Bogotá é a capital mais policiada das Américas. Não conheço todas, mas a afirmação me pareceu muito verdadeira. Ainda não fui a shoppings centers, onde, para entrar li que era necessário passar por revistas.

Ainda assim, nas ruas próximas à Praça Bolívar – onde ficam importantes prédios, como o da presidência – paravam as pessoas e pediam para olhar as mochilas e às vezes até documentos para só depois permitir a passagem. As pessoas entendem e pelo visto é cena cotidiana.

Das duas vezes em que policiais e/ou militares me abordaram nesta terça falaram de forma educada, mas como quem nunca tem contestada sua autoridade. Respondi educadamente e a vida seguiu de forma normal.

Outra capital de país bem policiada que conheci é Havana, em Cuba. Porém, diferentemente da ilha de Fidel, os policiais não têm uma forma um tanto desleixada de se fardar.

Tiempo loco
Como disse, subestimei o frio de Bogotá, talvez em função do calor recente de Porto Alegre. Fato é que a noite bogotana é gelada. E tem um vento cortante. Durante o dia, apesar do inverno, o clima é bem de meia-estação: no sol faz calor, à sombra, frio. Ao caminhar, se quer tirar o casaco, mas assim que se para, o agasalho é bem-vindo.

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