Não é tão difícil assim

Muçulmanas com seus corpos devidamente escondidos cruzam com morenas atléticas suadas e seminuas; Negros correm ao lado de brancos em meio a conversas sobre como foi a virada de ano no calenário gregoriano; Héteros e homossexuais chamam a atenção da mesma criança que anda com sua bicicleta, acompanhada pelos pais.

Vips, pseudovips e o cordão dos puxa-sacos olham a paisagem de dentro de carros importados e menos abastados contam as moedas para o ônibus atrasado no congestionamento de verão – isso enquanto hippies, a pé, passam ao lado. Ciclistas mais apressados forçam a pedalada em busca da saúde ou da não-poluição.

Argentinos vindos de Buenos Aires “sacam” fotos da paisagem, enquanto uruguaios de Montevidéu se esforçam para entender o português acelerado falado na Ilha de Santa Catarina. Europeus sisudos descobrem que o Brasil vai um pouco além do Nordeste e do Rio de Janeiro.

Carros com placas estrangeiras lotam Ao mesmo tempo, o pescador vai ao mar querendo em voltar com algumas dezenas de peixes. Como faz diariamente. Há anos.

Todos mais ou menos no mesmo lugar. Isso tudo sem discriminação, tudo isso sem preconceito. A vida bem que poderia se resumir a um passeio na orla de Florianópolis às vezes.

Anúncios

Um pensamento sobre “Não é tão difícil assim

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s