Rápidas uruguaias, parte 7 – Colonia del Sacramento

Para fotografar

Entrada do bairro antigo de Colonia del Sacramento

   Partindo do terminal de Tres Cruces (a rodoviária de Montevidéu), uma viagem no tempo ida e volta custa pouco mais de R$ 40 (u$410) de ônibus. O destino é um ponto de alguns séculos atrás, a cidade de Colonia do Sacramento.
   Paraíso de fotógrafos, a cidadezinha simpática fica às margens do Rio da Prata e guarda uma rica história construída por portugueses e espanhóis. Bem conservada e com uma infra-estrutura boa, vale o passeio de pelo menos um dia para quem passa pelo Uruguai.
   Em Colonia, é possível alugar carro, moto ou bicicleta para passear pela cidade, que tem como maior atrativo o barrio viejo. Lá que há uma grande concentração de museus e onde fica o vórtice que leva até o século XVIII.

La calle de los suspiros

Por entre calles e cálices
   A mais famosa das ruas do bairro velho é a calle de los suspiros, que tem pouco mais de 300 metros entre uma praça e a margem do rio. Sobre seus paralelepípedos e paredes antigas, é possível sentir um pouco do clima antigo do local, além de degustar um bom vinho em uma aconchegante bodega da rua.
   Por ali, uma subida no farol vale a pena, pelo modesto preço de u$ 15 – menos que uma passagem de ônibus. E, claro, seguir andando sem muito destino. O local é pequeno e fácil de se achar.


   Numa das dezenas lojas de souvenirs, é legal comprar um azulejo tipicamente português vendido às  pencas por Colonia. Sem tantas dificuldades, se encontra um estabelecimento que aceite cartão. Se não, dá para comprar em real, peso uruguaio e argentino e dólar (euro eu não perguntei).

Touros náufragos

Plaza de toros

   Além das ruas antigas, também pode ser interessante passar na praia – são cerca de cinco quilômetros de extensão. Seguindo pela orla, chega-se à outra ponta, onde ficam a Plaza de Toros e o Museu dos Naufrágios. Apesar de constarem nos guias turísticos e tal, não é lá uma boa volta para quem tem pouco tempo.
   Na Plaza de Toros, onde foram disputadas touradas entre 1910 e 1912, não dá nem para entrar e o local é tristemente decadente, devido à (falta de) conservação da arquitetura do prédio, que é um estádio pequeno. Uma boa reforma revitalizaria e potencializaria as atividades por ali. Já o Museu dos Naufrágios só vale se houver uma criança junto. E olhe lá.

Para qual margem?
   Ao lado da rodoviária, fica o porto de Colonia, com o serviço do Buquebus, que leva – de barco – até Buenos Aires. A viagem à Argentina pode variar de 45 minutos a três horas, dependendo da quantia investida pelo passageiro. Sem dúvida alguma, também é um ótimo passeio, como já visto por aqui.

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