Rápidas uruguaias, parte 5 (versão férias)

Parte 1
decida a sua viagem ao Exterior menos de uma semana antes do embarque. Perca eventuais promoções, mas não deixe de aproveitar suas férias.
chegue no destino – no meu caso Montevidéu – e finja pontencializar o seu conhecimento da cidade. Solte aquela veia latina que há dentro de ti.
ao desembarcar, pare tudo. Vá ao McDonald’s. (Sim, azar). Não importa quantos graus faça na rua, peça um sorvete mesclado de baunilla y dulce de leche. Dê uma folga para si. Depois, e só depois disso, siga sua vida.
pare para refletir. Se tu não levaste alguns pesos na carteira, não tenha dúvidas: achacamento no aeroporto. Isso é tão certo quanto o tango que toca nas margens do Rio da Prata. Vá ao câmbio e troque apenas o necessário para deixar o modernoso terminal uruguaio.
   Há algumas opções para sair de Carrasco para quem chega solito. A mais cara, claro, é alugar um carro. A segunda mais cara (1 mil pesos) é pegar um táxi oficial. Caso você, caro (a) leitor chegar à capital uruguaia em um grupo grande, dá para alugar uma van. Se não, torça para se reunir uma quantidade suficiente de desconhecidos como você para encher uma. Daí, se desembolsa 200 pesos por cabeça. Só que essa espera pode durar hora(s).
   Mas falamos em emoção, lembra? Então, se é para ser assim, esqueça os táxis. Depois do sorvete do McDonald’s vá à parada de ônibus ali na frente e embarque no primeiro coletivo que aparecer e estiver escrito “Montevideo”. Dos 1 mil iniciais, se desembolsa 16 por pessoa. Suerte. Ao longo do trajeto, dependendo do motorista, se ouve de jogo de futebol a (várias) músicas brasileiras (Ritchie, por exemplo).

Parte 2
   Chegou no hotel/hostel? Então chega de conversa. Saia andando pela 18 de Julio e vá tomar uma (duas, três) cervejas. O bom que a avenida é larga e movimentada durante o dia e a noite. Ao caminhar por volta da meia-noite, dá para encontrar diversas señoras y señores deixando os teatros que têm por ali. Claro que sempre tem um ou outro mendigo e/ou mal encarado, mas isso faz parte. Segue o teu caminho tranquilo.

Parte 3
   A tua caminhada pela 18 de Julio vai terminar na Praça da Independência. Dali por diante, há a Ciudad Vieja. Se for de dia, siga em frente. Se já for noite, dobra na rua do Teatro Solís – sem antes tirar uma foto – e para no Baar Fun Fun (já se falou nele aqui anteriormente). Peça uma (três, seis) uvitas e curta o tango.
   Respire fundo, pense como é bom estar de férias e embriague-se. Só não se perca nas contas. Afinal, o Fun Fun abriu em 1895 e até hoje a tecnologia do cartão de crédito não chegou até lá. Guarde dinheiro para o táxi se tu pretentes pegar um. Na pior das hipóeteses, apresente-se como voluntário para lavar pratos. De repente cola.

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