Libertadores tem que ter emoção

   Eu tinha como uma das metas quando criei o blog não misturar muiti trabalho e diversão. Mas tu, caro(a) leitor, já deve ter percebido que volta e meia entram umas matérias desde o tempo lá da Sogipa, passando pelo Jornal do Comércio e chegando ao Correio do Povo. Esses dias publiquei até uma que fiz para a Federação Gaúcha de Judô.
   Enfim, te peço licença para publicar mais uma. De novo, crônica de jogo, algo quase corriqueiro na minha rotina de trabalho. Mas achei que essa ficou legal. E subo ela ainda com um pouco da adrenalina do jogo. Porque partida de Libertadores que se preste tem que ter emoção.
   Emoção que os colorados tiveram ao longo da noite, quando assistiram o fraco desempenho do time no primeiro tempo. Viram um esboço de crime se desenhar no Beira-Rio lotado. Mas que não se confirmou após a redenção da etapa final, quando o mundo pareceu que voltou a conspirar a favor de quem veste vermelho e branco. Isso que eu tentei narrar, numa crônica quase falada.
   Se quiser conferir o link original da matéria, que tem galeria de foto e áudio dos gols, clica ali atrás. Se quiser ler por aqui, siga adiante.

Após sufoco, Inter bate Emelec e se classifica em primeiro do grupo

   Não foi de forma tranquila que o Inter carimbou seu passaporte às oitavas de final da Libertadores, na noite desta terça-feira. Diante de um Emelec matreiro, o time de Falcão ganhou por 2 a 0, mas os gols de Rafael Sobis e Leandro Damião só saíram no segundo tempo, após até vaias serem ouvidas no Beira-Rio. O resultado garante aos colorados a primeira posição do Grupo 6 e a vantagem de decidir em casa na próxima fase.
   Ainda sem adversário definido, mas garantido como terceira melhor campanha na fase de grupos, o Inter volta a campo para as etapas eliminatórias do torneio continental na próxima semana. Antes, no domingo, vai a Caxias do Sul enfrentar o Juventude, pelas semifinais da Taça Farroupilha.

Primeiro tempo medonho

   O cronômetro mal havia apontado o primeiro minuto e Andrezinho cobrou falta colocando o goleiro Klimowicz para trabalhar. E aí você pensa que o Inter, empurrado por quase 40 mil nas arquibancadas, iria pressionar, certo? Ledo engano. Errando passes bobos, os colorados permitiram o adversário gostar do jogo em pleno Gigante da Beira-Rio.
   Menos mal que a sorte estava vestida de vermelho e branco no primeiro tempo. Até os 30 minutos foi mais ou menos assim: o Emelec, que armou um verdadeiro ferrolho no campo de defesa, recuperava a bola antes do meio de campo, fugia para o ataque, principalmente pela direita, e cruzava. Mas lá Renan ou a zaga para rechaçar. Foi assim nos cruzamentos de Gaibor aos 20 e aos 24. E também na tentativa de Iza, logo em seguida, que Bolatti afastou.
   Depois disso, o Inter até acordou. Porém, foi para frente sem efetividade. Aos 32, um D’Alessandro de fraca atuação até então cobrou falta na barreira e, logo após, uma breve sequência de levantamentos na área, que encontraram cabeças equatorianas ou colorados sem mira, como Damião e Andrezinho, que concluíram para fora.
   A situação não estava boa para o Inter. E piorou no final do primeiro tempo. Menéndez chegou a fazer um gol depois de se livrar de Bolívar, aos 39. Entretanto, ele tinha cometido falta e o lance foi anulado. Ao trilar o apito final do primeiro ouviram-se algumas vaias para o time de Falcão. “Não jogamos bem. Precisamos melhorar”, ordenou o vice de futebol, Roberto Siegmann.

Dupla de ataque resolve

   A ordem do dirigente não foi atendida imediatamente. E por cinco minutos a etapa complementar foi uma repetição da inicial. Por cinco, apenas, porque no sexto minuto, quando a torcida gritou com força um “Vamo, vamo Inter”, Rafael Sobis marcou o gol do desafogo. D’Alessandro cruzou da esquerda, Damião cabeceou para o meio e Sobis completou, também pelo alto. Klimowicz chegou a espalmar, fazendo com que a bola entrasse mansamente no gol. Ufa.
   A torcida ainda fazia festa quando Gaibor cobrou falta forte na intermediária no minuto seguinte. Renan caiu no canto esquerdo para evitar o crime. E aí o Inter embalou. Partiu para cima tal qual fazem os atuais campeões da Libertadores quando jogam em casa. Em boa jogada, D’Alessandro arrancou um “uh” da torcida depois de receber toque de calcanhar, aos 18. Após isso, Damião concluiu dentro da área e Klimowicz defendeu com as pernas. O goleiro, em seguida, saiu nos pés de Kleber, para operar outro milagre.
   Controlando o jogo, o gol era questão de tempo. E ele saiu aos 38 minutos – quando o Jorge Wilstermann já havia virado para 2 a 1 contra o Jaguares (resultado que ainda assim classificou os mexicanos), na Bolívia, o que garantia a tranquilidade geral dos torcedores colorados. O segundo gol do Inter começou com Guiñazu. O volante mandou da entrada da área. Klimowicz espalmou. Mas espalmou justamente nos pés de Leandro Damião, que estava no lugar que um centroavante precisava estar, fechar a conta.
   Com o resultado garantido, o Beira-Rio, que inicialmente viveu momentos tensos, terminou a noite com todos os colorados comemorando. “O Falcão arrumou o time e conseguimos os gols que precisávamos”, analisou Siegmann, enquanto a torcida festejava a poucos metros dele. O sonho do tri da América está vivo. Que venham as oitavas de final.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s