Rápidas argentinas, parte 8

Sombra de um preconceito
   Pelo que se viu na sexta-feira, a salsa tem ganhado um pouco mais de espaço em relação ao (chato) reggaetown – estilo que faz sucesso entre os latinos. Pois bem, teve uma “festa” no hostel nessa noite. Dentre as participantes, tinha uma brasileira, digamos, um pouco mais exaltada na sua performance. Duas cruzadas de pernas com seu par foram o suficiente para um australiano vir me perguntar – em um español ruim: “Todas as brasileiras dançam assim?”. Coube a mim, então, salvar a honra das minhas compatriotas. “Algumas dançam bem pior, mas é minoria. Essa não é parâmetro…”

A volta dos que já foram (há muito tempo)
   Quem tem mais ou menos os mesmos 25 anos de idade que eu deve ter os dinossauros como parte da tenra infância. Jurassic Park, Chocolate surpresa, miniaturas que brilham no escuro, coleções de fascículos semanais nas bancas de revistas. Tudo isso é muito década de 90 para mim. Ia e voltava. Mas só agora Buenos Aires vive sua época paleontóloga e tem na sua programação cultural exposição sobre os dinos e miniaturas à venda nas bancas de esquina. Confesso que me senti um velho.

Bons – e talvez poluídos – ares
   Por aqui, andar de metrô é muito prático, de ônibus – às vezes –, engraçado, mas o legal mesmo é caminhar pela cidade. E passo por passo se constatam algumas coisas: as belas – e por vezes – centenárias vistas, o calçamento bem irregular em diversos pontos e a poluição emitida principalmente dos coletivos. Para tentar combater isso, o governo municipal espalhou pela cidade uma campanha ambiental por uma Buenos Aires (ainda) mais verde – tem bastante árvore pela capital argentina. Vamos ver se pega.

Nota mental
   Há diversos e variados cafés espalhados em tudo o que é bairro. Alguns experimentam nas combinações. Por isso, um conselho: o Carlito Gardel, do Club do Café, em San Telmo, embebeda qualquer fraco com na mistura com rum e chantilly. ¡Fuerte! Nos mais acostumados ao etanol, proporciona, no mínimo, a famosa tonturinha. Experiência própria.

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Um pensamento sobre “Rápidas argentinas, parte 8

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