Rápidas argentinas, parte 7

   Fazia 24 graus e chovia em Buenos Aires no final da tarde dessa sexta-feira, quando o voo 169 da Pluna finalmente pousou no Aeroparque da capital argentina. Após pouco mais de dois anos, mato saudade da margem sul do Rio da Prata, onde fico até segunda, postando as tradicionais notinhas de viagem.

¿Y Lula, que te parece?

   Chama atenção como esse povo é politizado – ou ao menos parece muito. A segunda pergunta do taxista que chamei no aeroporto foi sobre o ex-presidente brasileiro. “¿Y Lula, que te parece?” Segundo ele, o Brasil cresceu muito entre 2003 e 2010 e a população deveria se orgulhar do petista. Assim como os próprios argentinos, que estão aquecendo a sua economia no embalo do vizinho verde e amarelo. Para o motorista, ainda, a “presidenta Cristina” faz um bom governo para os trabalhadores, ao mesmo tempo que enfrenta os “poderosos”.
   O assunto futebol só veio à pauta já depois da metade do caminho. Com o seu Boca Juniors, mostrou esperança de voltar à saga de títulos, comum no início da década. O atacante Erviti surge como a solução para os problemas xeneízes de momento.
obs: momento nerd: ao descobrir que levava um periodista en seu coche, ele perguntou se eu achava que os jornais impressos iriam acabar por causa da internet, do iPad, essas coisas. Ouviu uma explicação que o deixou convencido que isso é papo pra boi dormir.

Fauna de gente

   Cheguei ao mesmo Puerto Limón Hostel de dois anos atrás. E vi novamente uma verdadeira fauna de pessoas. Se da primeira vez dividi quarto com um casal da Guiana Francesa, hoje foi a vez de (tentar) se comunicar com um polonës que mora na Austrália. Complicated!

Siga la vaca

   A janta foi na tradicional parrillada do restaurante Siga la vaca, em Puerto Madero. Para os brasileiros, os $ 95 se transformam em cerca de R$ 40.00. Considerando a bela vista, o bom atendimento, a fartura de comida e bebida, vale muito a pena. Mesmo com os elogios do taxista supracitado, a economia argentina atravessa uma crise. “Culpa de Meném, que vendeu as indústrias.” Nesse cenário, o peso anda meio desvalorizado frente ao real.

¿Un Puerto decadente?

   Já passava das 22h30min quando a janta terminou para dar início a uma caminhada pelo Puerto Madero. Na altura da Universidad Católica, diversos vidros pichados e alguns mendigos dormindo. Será que baixou o nível? Tomara que não. Resposta nos próximos posts.

Tá, e as fotos?

   Después, después…

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4 pensamentos sobre “Rápidas argentinas, parte 7

  1. Pingback: Tweets that mention Rápidas argentinas, parte 7 « Telha do Tiago -- Topsy.com

  2. Siga La Vaca, a 40 reais tá barato demais pro nosso padrão! Ainda vem com uma garrafa de vinho incluída no preço?

  3. Não fala o nome do ex presidente que “vendeu as indústrias”…
    Reza a lenda que da “mala suerte”…

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