(100) dias com ele

Pra fazer analogia com o futebol, foi quase aos 48 do segundo tempo que a gente se deu conta que o técnico do Grêmio, o mítico Renato Portaluppi, completaria 100 dias no comando do time no dia seguinte. Mãos à obra pra uma materinha especial, encurtada pela falta de tempo. Surgiu a ideia de fazer uma arte inspirada no filme 500 dias com Ela. O Jonathas Costa se puxou e, abaixo, o resultado do que foi publicado no CP, em 20 de novembro.

   Ele é mais que um técnico, é um ídolo. Mais que um ídolo, um símbolo, o qual 10 entre 10 gremistas reverenciam pelo passado em Tóquio, pelo presente no Olímpico e, talvez, pelo futuro na Arena. Chama-se Renato Portaluppi, tem 48 anos e é o homem que deu o mundo ao Grêmio em 1983 e que, neste sábado, completa 100 dias como técnico do clube que ama.
   Com contrato renovado, Renato já não tem data para deixar Porto Alegre. O novo vínculo, firmado sexta-feira, não tem prazo de validade e nem multa rescisória. Qualquer das partes pode romper a hora que bem entender, sem custos, sem mágoas. É um casamento, conforme o próprio treinador explicou. E, se a metáfora estiver correta, Renato e Grêmio vivem (mais uma) lua de mel.


   Pudera, foi com Renato que os sorrisos voltaram ao Olímpico. Faz pouco mais de três meses que ele retornou. Antes, a rotina tricolor era de lamúrias e derrotas. A zona de rebaixamento do Brasileirão tinha se transformado em uma constante. O resultado foi o previsto: Silas caiu, Renato chegou.
   Desde o seu desembarque no Salgado Filho, Renato recebeu apoio da torcida, que se deslocou até o aeroporto para recepcioná-lo. Ainda que a reestreia não tenha sido das melhores – a eliminação para o Goiás na Sul-Americana – o novo técnico ganhou um voto de confiança. Sem desanimar, adotou um discurso símbolo na retomada: pensar jogo a jogo.
   À época, traçou duas metas: tirar o Grêmio da zona de rebaixamento e recuperar Douglas, o camisa 10 que andava em baixa, inclusive ouvindo vaias da torcida. Um objetivo dependia do outro. Essa equação começou a ser resolvida logo no segundo jogo do treinador, contra o próprio Goiás, agora pelo Brasileirão: vitória de 2 a 0 e o início da retomada da confiança da equipe que saiu da zona de rebaixamento para fazer a melhor campanha no segundo turno.

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