Rápidas uruguaias, parte 4

Baar Fun Fun Tangueria
   Caldas Júnior fundou o Correio do Povo em Porto Alegre em 1895. No mesmo ano, alguns graus de latitude mais ao Sul, era aberto, por Don Augusto López, o Baar Fun Fun Tangueria, a uma quadra do Teatro Solis – outra obrigação de quem vai a Montevidéu.
   Passados 115 anos, o lugar é uma das referências da noite da capital uruguaia. Não para sair pegando todo mundo, mas sim um digno (e verdadeiro) boteco de época. Ideal para confraternizações entre amigos dispostos a dar algumas risadas pós-expediente de trabalho.
   Claro, entrar no Fun Fun é como viajar no tempo. Telefones do século passado (de repente até retrasado), garrafas de diversas bebidas datando de décadas atrás e por aí vai constituem a decoração. Há também uma fotografia de Carlos Gardel, autografada pelo próprio. Como o ídolo do tango morreu em 1935, dá para se ter noção de como as coisas lá são antigas.
   A música predominante, como o próprio nome sugere, é o tango, que lá é tocado ao vivo. Ainda assim, nada que um bilhetinho não resolva. Só não se espante se acontecer de tu, caro(a) leitor, solicitar música brasileira, talvez esperando um clássico da MPB, e começar a ouvir “Você é luz, é raio, estrela e luar”. Acontece, sou testemunha.

Uvita
   O que Carlos Gardel, Danny Gloover, Michele Brachelet e eu têm em comum? Todos nós já tomamos uvita, a bebida levemente alcoólica vendida somente no Fun fun. A base de vinho, sua história lembra a coca-cola, pois sua fórmula é mantida em segredo.
   Apenas – aconselho – não beba ela num só gole – mesmo que ela seja servida em copos de cachaça. Isso assusta os gringos e, certamente, fazem eles pensar que você é um bêbado brasileiro.
   Ah, como eu sei que o Gardel, o ator americano e a presidente chilena gostam de Uvita? Fotos! Pelas paredes do Funfun, além da decoração antiga, há fotografias de (várias) personalidades no bar, além de reportagens sobre o bar.

La murga de los periodistas fuleros
   Quem me acompanhou na viagem para cobrir o carnaval em Montevidéu foi um monte de jornalistas, de Argentina, Chile e Brasil. Como não poderia deixar de ser, o ponto de encontro extra-oficial do grupo acabou sendo o Fun Fun, onde foi fundada La Murga de Los Periodistas Fuleros, provando que jornalista é boêmio igual em tudo o que é lugar. Não sabe o que é murga? Continua acompanhando o blog que logo, logo descobrirás.

Medio-medio
   Mas… continuando a saga para quem gosta de bebidas locais, outra de Montevidéu é o medio-medio: servido na mesma taça meio champanhe e meio vinho branco. É encontrada em dois lugares: no Mercado Del Puerto e no restaurante El Milongón.

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3 pensamentos sobre “Rápidas uruguaias, parte 4

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