Rápidas uruguaias, parte 3

Los montevideanos
   Os uruguaios – e os montevideanos – de uma maneira geral são muito simpáticos. Um povo educado e, ao menos em todas as vezes que precisei, disposto a ajudar quem é de fora.
   A única ressalva que faço é em bares e restaurantes em geral. Haja paciência, pois os garçons são um tanto “distraídos” e às vezes demoram um pouco para trazer o Pancho ou a cerveja pedida.
   Ouvi dizer que é questão cultural, pois ir comer fora, para os uruguaios, é um evento, logo eles não se importam de ficar 10 minutos a mais sentado – com o prato vazio. Ok, ok, mas eu ainda prefiro os garçons daqui.

Av. 18 de Julio
   Em 18 de julho de 1830, foi assinada a primeira constituição do Uruguai – que recém havia se tornado um país independente, ao separar-se do Brasil. Tal fato batizou uma das principais vias de Montevidéu.
   Pois bem, a avenida, passados 170 anos, tornou-se um importante centro comercial e cultural a céu aberto. Ao longo de seu asfalto, há diversas lojas de variados produtos. Livros, músicas, artesanato, roupas etc.
   Além disso, alguns seus prédios e monumentos atraem flashes de turistas. Caminhando poucos quilômetros, encontra-se a Universidad de La República, a Biblioteca Nacional, o Museu da moeda e do gaúcho e por aí vai – todos valendo uma foto de lembrança.
   Até mesmo o Davi, de Michelangelo, se encontra na avenida. Em frente à sede da intendência (prefeitura) de Montevidéu. Há só a piadinha dos próprios montevideanos. Por não ser, digamos, bem dotado, dizem que ele não pagou todos os impostos quando chegou ao Uruguai…

Pra comer um pouco na caminhada
   18 de Julio afora também há bastantes opções gastronômicas. Claro, tenha um pouquinho de paciência com o garçom amigo, mas não deixe de provar um Pancho ou um Chivito, tomando uma cerveja uruguaia ou então um pomelo – refrigerante que tem ali pelas bandas do Sul. Também não deixe de provar o café deles. Na Av. 18 de Julio que provei o melhor café em minha estada no Uruguai.
   E, claro, tome sorvete. Assim como na Argentina, eles são muito fãs dos “helados” não importa a temperatura e sabem fazê-los bem.

Love is the air
   Sabe o que é preciso para garantir um amor eterno? Se tu, caro(a) leitor, achaste que era flores, jantares a luz de velas, carinho e amor, enganou-se. Apenas um cadeadozinho qualquer já resolve esse problema. Pelo menos é o que garante a lenda da Fuente de los candados, também na Av. 18 de Julio.
   As grades da fonte estão tomadas de cadeados com as iniciais e nomes dos apaixonados. Como reza a lenda de lá, ao fechar do cadeado, garante-se o amor eterno. Então, tá, né?!
   Não bastasse as fontes, os montevideanos costumam utilizar outra forma para declarar todo o seu amor: as paredes da cidade. Em muitos lugares, é possível encontrar um coração escrito nos muros com o nome de um casal. Ou então algo como “Fulana, yo te amo”. Românticos, esses uruguaios.

Fotos & textos
   Dá uma banda lá no flickr e confere! E também clica aqui, aqui e aqui e olha umas matérias minhas sobre o Cerro, time de futebol de Montevidéu, que foi publicada no Correio do Povo, tanto no site quanto no impresso.

Anúncios

Um pensamento sobre “Rápidas uruguaias, parte 3

  1. eta guri viajado.
    obrigado por compartilhar estas experiencias, que vai dando uma vontadezinha de viajar tb.
    bjo.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s