Rápidas uruguaias, parte 2

Por cima
   Pra quem não sabe, a República Oriental do Uruguai fica ao Sul do Brasil e é separada pelo Rio da Prata da Argentina. Tem quase 3,4 milhões de habitantes, sendo que mais ou menos metade deles residem na capital, Montevidéu.
   Por que “Oriental” se nós estamos no Ocidente? Simples: o país localiza-se na margem Oriental (Leste) do Rio da Prata. Quem nasce no Uruguai, aliás, é Oriental e não uruguaio. A primeira forma está na carteira de identidade deles, mas a segunda é como os próprios, e o resto do mundo, os definem.

Espanha x Portugal
   Por ser um porto importante na Região – disputada por Portugal e Espanha –, Montevidéu foi fundada em 1726 por Bruno Maurício de Zabala, a mando do rei da Espanha. No entanto, o nome “Montevidéu” foi dado por um navegador português. Quando avistou o único morro da cidade – no bairro Cerro –, bradava, naquele português arcaico: “Monte vide eu”. Pegou…

Ciudad Vieja
   Os conflitos entre os países ibéricos fizeram com que a cidade fosse cercada com o objetivo de segurança. Nos primeiros anos de sua história, Montevidéu era protegida por altas muralhas em seus limites terrestres – a parte do Rio da Prata se protegia com canhões mesmo. A área cercada é onde fica hoje o bairro Ciudad Vieja. Fora dali, uns dois séculos atrás, era mato do pampa.
   Hoje, ainda há resquícios dos muros. Na Praça da Independência existe a “Porta da Cidade” (na foto, com um jornalista metido na frente), local que dá para ter ideia da construção. Nos arredores, também foram preservados partes dos muros.
   Ciudad Vieja, que vai do porto até a Praça da Independência, inclusive, é um dos passeios imperdíveis de Montevidéu. Prédios antigos (óbvio!), arquitetura colonial etc levam os transeuntes a uma nostálgica viagem no tempo, ainda que haja um ou outro Mc Donald’s na área.

Até o azulejo é legal
   Outra coisa bem curiosa de Ciudad Vieja é um anônimo colaborador. Como em qualquer canto do mundo, muitas partes das calçadas quebram, gerando pequenos buracos aos pedestres. Mas Montevidéu conta com este colaborador, que ninguém sabe quem é. Ele preenche os obstáculos com pedaços de azulejos coloridos e, além de resolver o problema, colore o cinza da calçada.
   Adoraria que Porto Alegre tivesse um cara desses.

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5 pensamentos sobre “Rápidas uruguaias, parte 2

  1. Essa coisa do azulejista voluntário da madrugada merecia uma foto… ao menos da calçada “consertada”, já que a dele deve ser bem mais difícil de conseguir. Hehehe…

    Porém, de qualquer forma, está muito bom o relato/texto

    Abraço, saudade do amigo!

  2. Parabens ao jornalista!
    Os textos estão ótimos, e até mereciam ir pro jornal.
    A reportagem está dez.
    Mostrei pra Déa. Ela te elogiou muito, e mandou parabens pra ti e pra Mari, hehe.
    Gostaria de imprimir estes textos sobre o Uruguai pra mostrar pra Déa, que ela adora este tipo de assunto. Vou pedir pra alguem me ajudar a fazer isto.
    Beijo

  3. Fazia tempo que não vinha aqui. E agora penso o quanto sou pateta de perder teus textos deliciosos. Sim, é esse o adjetivo. Teu texto dá prazer de ler. Abração!

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