Dia histórico em Roma

   O dia 30 de julho de 2009 entrou para a história da natação do País. Nesta data, um brasileiro voltou a subir o lugar mais alto do pódio em uma prova de Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos. Fato que não ocorria há 27 anos, desde a vitória de Ricardo Prado, em 1982. Um longo jejum, que terminou na tarde ensolarada de Roma, sede da competição deste ano, quando César Cielo Filho terminou na frente a prova dos 100m livre.
   O paulista de Santa Bárbara d’Oeste comprovou porque é o maior nadador brasileiro da atualidade e está na trajetória certa para até se tornar o mais importante da história desse esporte no País. Aos 22 anos, ele já é dono de conquistas importantes. Como ano passado, quando roubou a cena nos Jogos Olímpicos de Pequim ao faturar duas medalhas – bronze nos 100m livre e ouro – o único do Brasil na natação – nos 50m livre.
   Na final desta quinta-feira (30), havia oito finalistas. Oito sonhos dourados. No entanto, o protagonista desta tarde foi César Cielo. Quando os árbitros autorizaram os competidores a cair na água, ao lado do Cielo estavam atletas tão e até mais vitoriosos quanto ele. Como os também medalhistas olímpicos, Alain Bernard e Frederick Bousquet, ambos da França – e que vieram a ser seus colegas de pódio mais tarde.
   Como era de se esperar de uma prova final de Campeonato do Mundo, o equlíbrio se fez presente. Na virada, Cielo estava em segundo: 0,03 segundos atrás de Frederick Bousquet. Tempo esse que, para a maioria das pessoas, pode nem ser perceptível, contudo para um nadador pode significar o intervalo entre a glória e a derrota.
   Consciente disso, o brasileiro apressou ainda mais suas braçadas para não só terminar em primeiro, mas também deixar para trás o recorde mundial do outro oponente francês da prova, Alain Bernard. Uma medalha de ouro conquistada em 46s91. Uma conquista para colocar César Cielo na história da natação. Mais uma vez.

Um pouquinho de jornalismo esportivo, originalmente escrito pro JC.

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7 pensamentos sobre “Dia histórico em Roma

  1. Tiaguito, não te mandei os contos secretos ainda porque eu tô meio enjoada em virtude de uma gripe chata. Preguiça total de anexar e esperar a lerdeza do computador fazer isso. Portanto, passei aqui pra dizer que como minhas aulas vão começar só dia 17, terça vou certo no sarau. Adorei o assunto. Já viu??? Vamo???

  2. Realmente um orgulho. Além do que sempre que algum atleta ganha (o Cielo é um que sempre chora) a Janine chora mais que eles. Não só por finalmente ver o país conquistando seu espaço dentro de diversos esportes (é bom lembrar que o Brasil poderia investir ainda mais em tantos outros) mas por realmente ver como os atletas têm orgulho de suas escolhas.
    Brasil país do futebol, volêi e da natação. (Por enquanto)
    Beijos

  3. Foi de arrepiar também os italianos acompanhando o Hino Nacional nas palmas.

    Infelizmente, a estrutura da qual o Cielo precisa para estas conquistas ele só encontre longe de casa, nos Estados Unidos, aonde vive e treina.

  4. Assisti ao vivo e comecei a chorar antes dele.
    Um resultado assim esconde horas de treinamento solitário, de dores, afastamento da família, de amigos.
    Tenho certeza de que até na hora de escrever a emoção sobrou por aí.
    Abração.

    • Janine, Eduardo e Clarice,
      trabalho com esportes também – judô, que, assim como a natação, fica um tanto afastado dos principais holofotes.
      Nessas idas, já conheci alguns vários atletas de talento e realmente é triste ver a situação deles. Sobra esforço e falta patrocínio, falta mídia – toda destinada ao futebol.
      O Brasil é um país continental e com estrutura para ter atletas olímpicos de ponta em diversas modalidades. Falta apenas o investimento – e não só público, privado também.
      Um programa sério de esportes no Brasil pra acabar com esse rótulo de apenas ‘país do futebol’. Acredite, temos condições de muito mais. Basta só um pouco de seriedade.
      Por isso, às vezes a vitória vem mais do esforço, na base da perseverança. Logo, não é difícil imaginar a emoção e o choro na hora do pódio. Merecidos, sem dúvida alguma.

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