Como se daria a separação

   Para a organização, ser brasileiro e ser gaúcho são duas coisas diferentes e é impossível conciliá-las, como acontece hoje. O pensamento vai contra a própria Constituição Federal do Brasil, que diz, em seu primeiro artigo: “República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal”. Para considerar a sua existência legal, o MRR apela para os artigos que defendem a liberdade de expressão e o poder de decisão por meio de plebiscito.
   Segundo Romualdo, a separação do Brasil seria viável depois de dois passos: conscientização do povo gaúcho e plebiscito. O trabalho do MRR está atualmente na primeira etapa. “É preciso criar uma consciência de nação”, analisa o ativista. Em seguida, depois de o povo já estar com essa mentalidade, aconteceria o plebiscito solicitando a exclusão do Rio Grande do Sul do Estado brasileiro. Após a vitória, forma-se o novo país.
   Entre a primeira e a segunda fase desse processo, o grupo pediria apoio de órgãos internacionais, como a Unrepresented Nations and Peoples Organization (UNPO) – braço da ONU para regiões que desejam separarem-se de seus países. Na tradução: organização de nações e pessoas não-representadas.
   Tudo isso de forma pacífica. O MRR não prega o uso bélico para alcançar as suas metas, inclusive, o associado que defender esta forma é advertido e, se reincidir, pode ser expulso do movimento. Portanto, oficialmente, o MRR ainda não é separatista e sim defensor de um plebiscito. Na época dessa votação, é que iria agir de forma mais efetiva.
   O ativista não tem uma previsão de quando esse processo eleitoral seria viável, entretanto, acredita que demoraria no mínimo mais dois anos. “Temos um pouco de pressa. O Estado está empobrecendo e temos que evitar uma avalanche cultural vinda do Brasil”, revela Romualdo. Ele ainda ressalta a atividade do Movimento Tradicionalista Gaúcho em defesa da cultura regional.

  • Além do MRR, existem outros movimentos que defendem a separação do Estado. “O Sul é Meu País” e “Movimento pela Independência do Pampa” são alguns exemplos. Porém, a diferença desses dois para o MRR é que eles defendem a constituição de um país formado por Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
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