Rápidas Brasilienses, parte 2

Tempo

No meio do caminho, tinha poças

No meio do caminho, tinha poças

   Os gramados estão verdinhos. Assim como as árvores, mesmo a vegetação predominante no Planalto Central ser o cerrado. Por que disto? Simples: chove em Brasília. Contudo, o período habitual de chuvas já encerrou há algumas semanas. Normalmente, o começo de maio já é bem seco na Capital Federal. Logo, é fácil perceber que aqui – como em outros lugares do Brasil – também tem alguma coisa errada com o clima.

Faixa de Segurança
   Cena: 23h05 de um feriado numa sexta-feira semi-chuvosa. Vêm dois carros na pista livre e uma pessoa, que pretende atravessá-la na faixa de segurança. Ao chegar no limite entre a calçada e o asfalto, ela olha para o lado e os veículos… param, mesmo que não haja um semáforo no vermelho. Sim, eu sei, automóveis esperando pedestres vencerem a faixa de segurança não deveria ser nada demais. Mas, pra quem vive em Porto Alegre, isso soa quase utópico.

Peculiaridades brasilienses

Qualquer semelhança é mera coincidência?

Qualquer semelhança é mera coincidência?

   Algumas coisas chamam atenção em Brasília, como uma churrascaria da Asa Norte chamada “Cantinho do Peixe”, por exemplo. No entanto, mais curioso ainda, é a massa de pizzas “Germana”. Na sua embalagem, está desenhado um dos mais famosos símbolos daqui, o Congresso Nacional. De quem terá sido essa ideia de relacionar pizza com política? Ah, ela custa apenas R$ 3.95 e é daquelas do esquema pague uma, leve duas.

Enfim, o Congresso
   Durante a visita guiada, a funcionária responsável por apresentar a Casa do Povo ao povo, dá uma verdadeira aula sobre a Câmara e o Senado. Interessante o que ela diz, como em algumas frases reproduzidas a seguir: “Por mais que as pessoas achem ruim o que está acontecendo aqui [ela fala isso dentro do Plenário da Câmara], é muito melhor do que uma tirania [referindo-se à ditadura]. Ruim não é a Instituição, ruim são as pessoas. A forma é não reelegê-las. (…) Se vocês não concordam com alguma coisa daqui, entrem em contato, por um 0800, ‘um fale conosco’, façam pressão, porque, se ninguém reclamar, ‘eles’ fazem o que querem”.

Congresso II
   Detalhe: a Câmara dos Deputados é composta por 513 deputados federais. O plenário da Câmara contêm 405 cadeiras para eles. Ainda assim, a guia afirmou que é possível uma sessão com 100% de presença, porque muitos dos parlamentares ficam em pé ou ao lado, no Salão Verde. Já o Senado possui 83 assentos para 81 representantes de estados e Distrito Federal.

Ministério das Relações Exteriores

Ministério das Relações Exteriores


Cultura
   Brasília é riquíssima, em se tratando de cultura. Museus, palácios, bibliotecas, teatros etc. Seria necessário cerca uma semana para conhecer todos. Um dos passeios mais legais é o do Palácio do Itamaraty, projetado por Oscar Niemeyer. Conta com o maior hall interno sem pilares da América Latina – 2.200m² –, um dos maiores tapetes persas em exposição do mundo, com 70m² (maior que a área de muitos apartamentos em Brasília), além de diversas esculturas de artistas brasileiros e estrangeiros e muitos móveis que datam dos séculos XVIII e XIX. Um deles é a mesa onde a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea. Nela, são assinados acordos internacionais, com vista para o prédio do Ministério da Justiça.

Quem quer dinheiro?
   Imagine um museu que pague R$ 150 por sua visita, caro(a) leitor. Ele existe. O Museu de Valores do Banco Central dá dinheiro às pessoas que conhecem seus curiosos acervos. O problema é que as notas (todas de R$ 5) vêm todas picotadas, em iniciativa pela preservação do dinheiro nacional. Segue o texto na embalagem do presente:
   “O Banco Central recolheu, em 2007, cerca de 1,57 bilhão de cédulas impróprias para circulação, por estarem desgastadas, sujas ou até danificadas por rabiscos, furos rasgos etc. O custo para reposição dessas cédulas ultrapassou 164 milhões de reais.”

catedral

por Oscar Niemeyer

Arquitetura
   Não vou ser leviano a ponto de tecer algum comentário sobre a arquitetura e o urbanismo de Brasília. Só posso afirmar, como leigo, que é fantástico. Não há outro adjetivo para uma cidade onde os prédios encantam os olhos e, para não se perder, é necessário cerca de três ou quatro neurônios decifrando toda a estrutura do plano piloto.

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3 pensamentos sobre “Rápidas Brasilienses, parte 2

  1. Em relação ao tempo: aqui em Caxias, ao contrário do que se pensa, tem feito um calor muito anormal para época, que em outros idos já era aquele velho cheiro de naftalina pelas ruas.

    Faixa de segurança por aqui também não tem muito sentido. Já que temos uma das CNH mais caras do país, a educação no trânsito deveria ser proporcional, e não é.

    Espero poder conhecer Brasília.
    Ótimo blog.

  2. E aí, meu amigo! Desculpa a ausência. Li este e os outros posts sobre teu trabalho de enviado especial a Brasília. Também estive aí a trabalho e adorei esta cidade, mas apenas para visitar. O calor e a secura (falta de umidade) é pra matar. Sem contar que tudo é longe. Não dá pra viver na capital federal sem carro. Parabéns!!

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