Aquilo que se guarda

     O ônibus ia rompendo a madrugada da BR-101 entre Porto Alegre e Florianópolis. Todos dormiam, mas a minha cabeça não. Pensava, talvez mais rápido que o próprio veículo. É fim de ano, época de promessas e blábláblá.
     2008 foi corrido. 2009 provavelmente seja ainda mais. Refleti então sobre o que mais me marcou no que passou? A monografia, os elogios, a banca? Não. Curiosamente, o minuto que quis reviver foi quando fiz alguém chorar.
     O dia era 27 de novembro. Eu estava fechando um ciclo na minha vida. Era hora de seguir por outros caminhos. Hora do até breve, do tchau e do adeus. Foram poucas lágrimas, é verdade. Porém, eram verdadeiras. E isso marcou.
     Num mundo onde a concorrência no trabalho é, por vezes, desleal e até injusta, fazer uma grande amizade – ou várias – em meio a tantas disputas e desacertos é gratificante e, em certos casos, emocionante.
     No apagar das luzes (e estourar dos foguetes) de 2008, desejo que sintas isso, caro(a) leitor. Satisfação – assim, com S maiúsculo.

Anúncios

3 pensamentos sobre “Aquilo que se guarda

  1. “Num mundo onde a concorrência no trabalho é, por vezes, desleal e até injusta, fazer uma grande amizade – ou várias – em meio a tantas disputas e desacertos é gratificante e, em certos casos, emocionante.”

    e quase sempre, apesar de nem todos terem a sensibilidade de notar, é o que de Verdade importa…

    Assim, com V maiúsculo mesmo 😉

    Abraço

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s