Rápidas Argentinas, parte 2

San Telmo
     San Telmo é o bairro onde estou, aqui em Buenos Aires. Fica entre o centro e La Boca. Tem uma arquitetura antiga, é cheio de albergues e mochileiros de vinte e poucos oriundos de diversos cantos do mundo.
     Por esse conjunto de fatores, me lembrou bastante Havana Velha, com duas diferenças – ao meu ver, pra melhor -, menos turistas e sem prédios caindo aos pedaços. Isso o torna convidativo para uma caminhada, seja à tarde ou madrugada afora.
     Assim como outros bairros, San Telmo dorme tarde – se é que dorme. Pela concentração de bares e gente à noite, é parecido com a Cidade Baixa, em Porto Alegre. Só que mais mochileiro, menos preocupado com a aparência e mais multicultural. Roots!

Boemia

Boemia

Velharia
     O bairro também tem como atração, além dos cafés, dos turistas e de tudo o que foi dito acima, a grande quantidade de antiquários. Diversas quadras têm um – quando não dois – estabelecimento especializado em produtos antigos.
     No entanto, não foram as lojas das ruas que me chamaram mais a atenção. Foi sim o Mercado de San Telmo. A arquitetura lembra um pouco os tradicionais mercados públicos do Brasil. Entrei esperando isso – encontrar frutas, peixes, coisas do tipo. Mas não. Lá tem tudo. Principalmente coisas velhas.
     Como já está tarde (essa minha mania de escrever de madrugada…) e eu fiquei meio desconcertado ao ver tanta quiquilharias junta para reunir num mesmo texto, vou apenas citar algumas que me chamaram mais atenção: rádios e vitrolas (“ainda funcionam”, garantem os vendedores) da década de 30, moedas antigas e internacionais (inclusive do Iraque, com a face de Saddam estampada), vinis do carnaval brasileiro de 1967, de Vinícius de Moraes, Maysa, Toquinho, Chitãozinho & Xororó, entre outros, guia para turistas na África do Sul, a placa amarela EC-618, de Itaqui, no Rio Grande do Sul e por aí vai. Detalhe: tudo isso ao lado de frutas, cafés, bodegas sujas e brechós..,
     Enfim, só conhecendo mesmo. Indescritível numa nota só.

Raridade

Raridade

Trânsito
     Os argentinos gostam de velocidade. Nota-se isso nas ruas e avenidas da cidade. Entretanto, o que chama atenção – principalmente para um porto-alegrense como eu – é que eles respeitam plenamente a sinalização. As sinaleiras e as faixas de segurança não são violadas, seja dia ou noite. E, detalhe, os pedestres também. A grande maioria só atravessa nas faixas. Incrível!

Se fue

Se fue

Gringo, eu?
     Nãããão. Apenas mais um rapaz de barba por fazer e cabelo grande caminhando pela rua com uma máquina fotográfica na mão.

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Um pensamento sobre “Rápidas Argentinas, parte 2

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