Sobre o que eu espero

     Pensei, por esses dias: o que mais admiro nas pessoas? Há os que gostam do amor, da atenção, da amizade. Eu não. E, até agora, achei minha resposta única. Não se trata de um sentimento e sim de uma característica. Pra mim, fantásticas são as pessoas espontâneas.
     Gosto, em especial, dos que estão ao meu lado – ou do seu, caro(a) leitor – simplesmente porque querem. Não por causa de um convite e/ou cobrança para tal. Estão ali querendo estar. Dão um beijo, um abraço, pois desejam isso. E só. Sem esperar algo em troca.
     Da espontaneidade nasce o companheirismo. Do companheirismo, a amizade e assim por diante.
     Daí, quiçá, vem a minha admiração por cachorros. Nunca ensinei as minhas a fazer festa no momento que chego em casa, a estar do meu lado quando escrevo no computador ou leio um livro. Mas elas vêm. Às vezes, mesmo sem receber atenção ou afago, estão lá. E isso eu admiro.
     Claro que é muito mais difícil para as pessoas estar sempre ao lado de quem se gosta tanto quanto se gostaria. Afinal, cachorros não pagam contas. Tem dias que não dá, falta alguma oportunidade, ocasião. No entanto, até essas, sem tempo, sem dinheiro ou vida social, podem ser mais espontâneas. Assim, sem esperar nada em troca.
     Apenas para fazer observadores como eu admirá-las.

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2 pensamentos sobre “Sobre o que eu espero

  1. Eu também admiro a espontaneidade. Não os encontros marcados, as datas festivas, os presentes por convenção, os três beijinhos que atestam “oi, estou fazendo social, beijotchau”.
    Até!

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