Três momentos da semana

Segunda-feira (08/09), Teatro do Bourbon Country, 21h30
     Quase havia me esquecido, mas o rock ainda existe. Falo de rock – e não punk, emo e outras diversidades. “Ronquenrol”, brother. The Hives mostrou-me isso. Fui ao show deles com a mesma sensação de quem visita um lugar desconhecido. Pode ser legal, valer a pena, mas, ao mesmo tempo, pode ser uma grandiosa merda… Até baixei umas músicas antes, porém nada que me apetecesse muito. 
     Cheguei ao teatro pasmo, pois recém tinha me dado conta que, pela primeira vez na minha vida, estava indo ao show de uma banda… sueca. “Será que uma banda sueca faria bem aos meus ouvidos?”, era a minha dúvida, que foi resolvida logo nos primeiros minutos da apresentação. Com a língua enrolada, o vocalista falava a toda hora coisas como: “everybody batam palmas com u The Hives”, “gritaí Pourto Alegrue”, o que só aumentava a integração entre banda e público – já enlouquecido pelos pulos e performances, principalmente, do vocal e do guitarra.
     No fim, da mesma forma como gostei muito de cervejas panamenhas e cubanas, a música sueca agradou-me bastante. Os dois dias seguintes com zumbido constante no ouvido certamente valeram a pena. Como diz o mestre Leonam: “Desculpa, se eu achar outra expressão que resuma melhor, vou usá-la, mas, por enquanto, só posso dizer: ‘é do caralho!!!'” – clica aqui e vê as fotos.
     E, definitivamente, 2008 está sendo o ano em que mais conheci coisas novas do estrangeiro!

Sexta-feira (12/09), redação da RBS TV, 18h15
     Eu, assessor de imprensa da Federação Gaúcha de Judô, Juarez Weinmann, vice-presidente da mesma, e Rochele Nunes, judoca da Ulbra, esperávamos para entrar no estúdio do TV Com Esportes, onde eles falariam sobre o VII Troféu Brasil de Judô, no dia seguinte. Passava um monte de gente, um monte de jornalista que só via pela TV. Só uma eu conhecia pessoalmente: Laura Medina – que, como o sobrenome denuncia, é minha parente, prima da minha mãe.
     Fazia um tempo que não nos víamos e mais tempo ainda desde a última vez que conversamos. Sou muito grato a ela, porque ela sempre me ajudou – principalmente com livros no começo da faculdade. A Laura foi uma das primeiras pessoas que ficou sabendo que eu havia passado no vestibular para jornalismo. Um detalhe, ela é apresentadora do “Vida & Saúde“, programa da RBS TV, trabalha lá há um bom tempo. O sonho de muitos formandos como eu é ser colega da Laura.
     De repente, até poderia ter tentado alguma indicação com ela lá. Acho que, se possível, seria favorecido. Porém nunca pensei assim (burrice, talvez?). No jornalismo, quero formar um nome, uma carreira, com o meu trabalho e não por pistolão. E isso que estava acontecendo naquele momento na redação da RBS. Disse que era o assessor daquelas pessoas ali e o sorriso da Laura tornou-se permanente para mim.
     Pode não ter sido nada demais, apenas impressão, mas eu senti uma ponta de orgulho ali. Orgulho de mim! Dela comigo. E isso, confesso, me deixou feliz também.

Sábado (13/09), no carro indo para o Menino Deus, 22h47
     Desliguei o meu notebook às 22h36, horário em que o trabalho do estagiário da Assessoria de Imprensa da Sogipa terminou. O dia foi corrido. Teve competição importante de judô que, pela primeira vez, o clube saiu como campeão. Fiz a cobertura para o site durante nove horas do ensolarado sábado porto-alegrense. Fiquei mais tempo assistindo a lutas de um monte de atletas, sem sequer conhecê-los, do que com meu pai – que mora a 500km de mim e naquele momento estava a 5km, que eu não o via há dois meses e que ia embora dali a 20 horas. Foi cansativo, foi duro, mas cumpri o meu dever. Encerrado o “expediente”, ainda jantaria com o meu velho e, logo depois, iria a uma festa para ver minha namorada.
     No carro, indo buscar meu pai, lembrei da cena ocorrida minutos antes, na Sede Social. Entrei atucanado para publicar logo o bendito texto. Pedi licença, com o computador na mão, e fui a uma pequena sala com parede de vidro. De jeans e casaco, era observado com certa estranheza por pessoas de smoking e vestido longo na fila para entrar no Baile de Debutantes. Eu chamaria mais atenção do que um et verde naquele momento. Mas, azar. “Assim que se aprende”, como disse meu chefe.
     Em meio a algumas risadas por causa dessa lembrança, cansado, recém-saído do trabalho e com compromissos boêmios pela frente, senti o que realmente sou e nasci para ser um jornalista.

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6 pensamentos sobre “Três momentos da semana

  1. Faltou um momento importante da semana aí… O futebol de domingo com a gurizada do tempo do colégio!
    Hhahahaha
    Tu tem cara de jornalista mesmo meu, parabéns pelos textos.
    Abraço.

  2. Tu me orgulhou, cara. É difícil o que tu fez. Não usar o nome de alguém famoso pra fazer carreira na profissão. Foi do (desculpa não ter outra palavra melhor pra definir) caralho. Mas se cair em tentação, não te culpa. Não somos heróis, nem santos, somos humanos. Abração!

  3. Esse é o meu filho! Parabéns por tudo, e, orgulhosamente, te agradeço por tudo, MUITO OBRIGADO. Te amo muito!

  4. Encho os olhos de lágrimas muitas vezes qnd paro pra ler os teus textos. Também sou muito orgulhosa de ti.
    E sei que seras (já é) um grande jornalista.
    Te amo muito.

  5. bah Tiago! te admiro muito! sério, o Fabiano já falou por mim!

    ah, acho que a tua segunda-feira foi uma segunda-feira inesquecível!
    foi o melhor show da minha vida!
    o/

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