Rápidas cubanas

Cadê
     Impressionante a minha (des)organização (e a do meu pai). O quarto onde estou, o 1528 do Habana Libre, tem, com certeza, pelo menos três quartos do tamanho da minha casa. Ainda assim, eu nunca consigo encontrar o que eu procuro em menos de 15 segundos. Sem contar que já perdi (e achei) meu passaporte e o dinheiro umas 10 vezes em um dia.

“Embaixada”
     Há, aqui em Havana, um lugar que eu nunca imaginei encontrar: um escritório de interesses dos Estados Unidos, uma espécie de embaixada norte-americana. O lugar chama atenção. Pois, repare, caro(a) leitor, a uns 400 metros do prédio, há uma estátua de Jose Martí segurando uma criança e apontando para o edifício, como se lá estivessem os vilões. Até a embaixada, tem um grande calçadão entre as avenidas. Nesse meio, existem diversos pilares com nomes de mártires… E, a uns 15 metros da fachada, há dezenas de mastros erguendo bandeiras negras com estrelas brancas, quase tirando completamente a visão.
     Agora, o porquê disso está na seguinte explicação: a fachada do prédio dos EUA tem um letreiro eletrônico que fica passando notícias. Com os mastros e as bandeiras, fica impossível de ler de longe, pois eles tapam a visão. Cheguei mais perto, claro, para poder ler o que os iankis enviam. Ao chegar próximo, ouvi um apito. Eis então um policial (da policia especializada que acredito ser da Venezuela!), mandando eu circular…

Polícia
     Em Cuba, há os “Paladares”, restaurantes familiares autorizados pelo governo a servir as pessoas – com isso, garantem mais da comida enviada pelo governo e embolsam os preciosos CUCs. A uma certa altura, eu e o pai estávamos lendo um cardápio de um restaurante, quando um cubano – estudante de literatura espanhola na faculdade – nos convidou para conhecer o Paladar da mãe dele. Ok, fomos.
     Papo vai, papo vem, ele afirma: “Cuba é o país mais seguro do mundo. Dos 11 milhoes de habitantes, 6 são polícia e 5 normais”. Quando ficou sabendo que, no Brasil, às vezes, a polícia rouba mais que os próprios ladrões, exclamou, abismado: “No, és… la policia”, fez uma cara de confuso e trocou de assunto. 

Ceva
     La cerveza Bucanero és muy, muy, muy mellor que Cristal.

Sim, fui a Havana Velha e ao Museu da Revolução, mas ainda não fiz os textos. Quando tiver, publico aqui.
*segundo tópico corrigido e atualizado em 16 de julho

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9 pensamentos sobre “Rápidas cubanas

  1. Beleza Tiago !!! aproveita bastante essa passagem por Cuba ,Caribe etc…
    q sejas muito útil para o futuro… 1 abraço..
    se lembrares de mim não fico bravo de trazeres essa ceva de cuba…
    muy ,muy , melhor q polar ????

  2. Aêêê…

    Queria estar aí, amigo!

    Invejoso, eu. Mas inveja branca…

    Abração e esquece o uísque, tá muito caro 20 doletas. Vou comprar em Livramento mesmo.

    Compra rum, charutos, sei lá… o que achar legal!

    Abração!

  3. Perder coisas num quarto é mais fácil do que parece.
    Interessante o que você já viu. Como diz a propaganda, aproveita melhor quem conhece a história do lugar. Você deu prova disso.
    Eu já vi e li muito sobbre Cuba, mas em nenhum lugar vi isso da embaixada. Caramba! Que sutileza!
    Continue contando e aproveitando o sol.

  4. tiago, um correspondente internacional.
    aproveita muito aí!!

    ai, sabe como eu sou, não ia perder a oportunidade de pedir como tá po clima político pela ilha…
    heheh

  5. Pingback: Rápidas panamenhas, parte 1 | Telha do Tiago

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