O melhor já passou…

*Escrito em parceria com o Rodrigão

     Que sexo é bom, todo mundo sabe. Entretanto, é muito melhor para nós – homens – do que para vocês, mulheres. Mas não é por isso que a gente sempre quer mais do que vocês (compare a quantidade de células sexuais produzidas por machos e fêmeas e conclua). Queremos mais, pois nós já começamos a sentir prazer ao fazer algo que é trivial e sem graça para vocês: tirar a calcinha.
     Aliás, pode-se afirmar também, que o sexo mesmo é mero detalhe. O encontro entre as genitais masculina e feminina não passa da consumação de um ato cujo clímax já passou. Não, não, caro(a) leitor, não pense que sou um Wando, apaixonado por calcinhas alheias. Tenho embasamento etílico (de várias discussões em bares) e literário – procure o texto no qual Luís Fernando Verissimo relaciona mãos, dedos e o sexo.
     O fato é que nós, homens, temos muito orgulho de nossas conquistas. Valorizamos o primeiro beijo numa mulher. Aquele que só ocorre graças ao intenso trabalho de vários neurônios para formular a cantada perfeita, capaz de transformar um não em um sim. O beijo é a primeira recompensa para esse esforço. Óbvio, sempre queremos mais e, naturalmente, essa segunda recompensa é maior.
     Claro que o trabalho também é maior. Mas, quando ela tira a calcinha… nossa, é um momento único, sensacional e impagável. Inadjetivável, como já definiu um certo amigo eu. Isso porque mulheres normalmente são seres recatados por natureza. Tímidas, fechadas e resguardadas. Ou nem tanto, às vezes. Porém as exceções não desfazem as regras.
     Por isso, aquele momento é tão especial. Quando a mulher retira ou concede a retirada da calcinha, cai o último obstáculo, e ela se entrega. E poucas coisas são mais difíceis do que conquistar e convencer uma mulher a realizar os nossos mais libidinosos desejos. O que vem depois é apenas conseqüência. Bom, ótimo, como todo mundo sabe, contudo, nada comparável àquilo que acontecera momentos antes.
     Aquele pequeno e singelo gesto. Um movimento minúsculo e delicado, lento e bailante, desafiador e comovente. Ele se dá pela leveza da impressão de uma força sutil dos ombros e dos pés femininos sobre o colchão. Ela ergue então a lânguida e franzina cintura, cria-se o afastamento necessário para que se lhe retire a peça mais íntima (e sempre previamente eleita com severos critérios) do seu vestuário. Está dito, em absoluto silêncio, o sim que tanto queríamos ouvir.

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6 pensamentos sobre “O melhor já passou…

  1. Tiago, seu pervertido. Excelente texto. Eu particularmente, gosto quando a mulher demora pra tirar a calcinha. Acho o máximo do tesão. Tu andas lendo muito Nélson Rodrigues e David Coimbra. Mas continua. Os mais talentosos são exatamente os mais sacanas. Parabéns, pequeno Bukowiski!

  2. Tinha que ser texto da dupla, Tiago e Rodrigo, pervertidos! Huahuahuahua
    Mas o texto ficou muito bom…
    Beijos! 😉

  3. Então…. essa era uma coisa que eu suspeitava, mas queria confirmar. A-DO-REI saber. Como uma representante da espécie, obrigada por nos querer e admirar! hehe. Beijo!

  4. Como diz a minha mãe: “O melhor da festa é esperar por ela”. Claro que, neste caso, a espera pela festa e a festa em si são sempre ótimas. Até quando são ruins, são ótimas. Que dirá quando são boas…ou ótimas…..

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