Pedaço de Paraíso – Parte IV

     Roots! Assim, em uma única palavra, pode ser definida a Praia do Rosa. Dessas, em que para se chegar a faixa de areia, é preciso caminhar um pouco (ou um muito). Outra opção é subir e descer um morro e passar na beira de um lago. Das ruas que passei, vi apenas uma calçada – o resto é de chão batido. Artigos hippies são importantes para a economia local, da mesma forma que as pousadas.
     Assim que chegar no Rosa, caro(a) leitor, faça um favor a si mesmo: esqueça internet, carros, problemas. Esqueça que existe um mundo cujas cores não são o verde da natureza que tem lá. Ouça o trinar dos pássaros e nem se lembre mais do barulho da cidade. E leve um violão. Alguém ainda vai me explicar, mas é bem legal tocar no Rosa do que em outro lugar.
     O espírito do surfe predomina no balneário. As ondas são convidativas para o esporte e as mulheres com seus biquínis também tomam sol com a marra surfista. Na faixa de areia, também se encontra ‘às pencas’ gaúchos e argentinos. Aqui no sul, defendem que a região de Garobapa deveria ser incorporada como litoral do Rio Grande do Sul, inclusive.
     Num local em que há encontro de hippies e surfistas, uma coisa não poderia deixar de faltar, a maconha. Praticamente onipresente em toda a praia. Confesso que fiquei espantado, pois as pessoas fumam tranqüilamente pelas vias, porém não esquecem do capacete ao andarem de moto. Pelo menos as leis de trânsito são respeitadas.
     Se tu, caro(a) leitor, não se incomodar com a turma do cachimbo da paz, certamente conseguirá aproveitar o máximo as belezas. Particularmente, eles não me incomodam. Procuro me divertir com a quantidade de bobagens e viagens que falam logo após o consumo da erva. Mas vale a velha lógica: tudo que é em exagero, fica chato.
     A cena noturna do Rosa é boa. Há alguns lugares interessantes para ir depois das 22h. Cito dois: Mar del Rosa e Beleza Pura. Há bem mais, infelizmente meu tempo não foi suficiente para conhecer todos. No primeiro, nem cheguei a ir, pois minha realidade financeira não me permitia festas com ingressos a R$ 40,00. Além do mais, lá toca eletrônica, um tipo de barulho que eu não gosto.
     Já o Beleza Pura, unia duas coisas que adoro: festas roots e argentinas. Um capítulo a parte, essas argentinas. Pra quem acha que as gaúchas são difíceis, é que não conhece las porteñas… Nem com apoio de um amigo argentino consegui hablar español con las muchachas. Azar, a diversão é garantida. Só prepare o bolso, pois a cerveja – como quase tudo comestível lá – é cara. Exemplo: R$ 6,00, a cerveja; R$ 2,50, o litro do leite; R$ 14, 00, o buffet. No entanto, nada que uma boa pechinchada não resolva… Principalmente no restaurante Aquarius.
     Enfim, o Rosa é um lugar sensacional. Voltei de lá com a teoria de que todo mundo merece quatro dias no Rosa. Mesmo que, às vezes, seja deveras difícil de chegar até lá, é uma terapia anti-estresse perfeita, desde, claro, que o visitante não se incomode com certos costumes locais e queira passar quatro dias na maneira que o lugar exige: roots!

Sim, eu sei que vocês esperam fotos. Tirei-as. O problema é que a câmera era de uma amiga, então tenho que esperar ela me enviar. Assim que fizer, prometo que publico-as imediatamente para tu, caro(a) leitor, comprovar porque o Rosa recebeu o congresso dos 30 balneários mais lindos do mundo… Por enquanto, vá imaginando uma praia paradisíaca, com pedras, muito verde, mulheres gostosas, surfistas e locais – por incrível que pareça – simpáticos.

UPGRADE: Eis, as fotos. Clicando aqui 

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5 pensamentos sobre “Pedaço de Paraíso – Parte IV

  1. Conheço bem o Rosa. É lindo. Costumo veranear ao lado, na Ibiraquera, em Imbituba, que faz limite com Garopaba. Meus sogros tem casa lá. É indescritível a beleza.

    Agora vai uma dica de homem pra homem. Sabe qual é o truque para conquistar as argentinas, até mesmo as marrentas portenhas? Fala português mesmo. Elas detestam quando a gente tenta falar espanhol.

    Abraço!

  2. Baita guia de viagem, hein! hehe
    Conheço só o Rosa Sul, graças a Ibiraquera também. Imagino como seja Rosa Norte. Mesmo um dia nessas praias já é suficiente pra levantar o ânimo e esquecer um pouco do mundo. Quando vou pra lá até desligo o celular. Tri bom!

  3. Caaara…fazia tempo q eu nao vinha aqui…na real, nem li tudo…mas oq li, gostei…alias, gostei muito!!!!

    abracao!
    Juliano Westphal

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