Sobre textos, elogios e críticas

     Sabe, essa história de escrever é engraçada. Sempre gostei disso. Era um dos poucos que não fazia cara muito feia quando a professora Tusnelda nos mandava fazer aquelas dissertações introdução-pró-contra-conclusão no Rainha do Brasil. Minha mãe, também professora, dizia que eu ‘levava jeito’ pra coisa. No entanto, nunca me considerei um poeta ou escritor. (Bem) Longe disso.
     Comecei a publicar meus textos na internet no começo de 2006. Parêntese: pensamento ao escrever essa última frase: “Puta que pariu, já tem dois anos…” Trabalhava na Rádio-Escuta da Prefeitura de Porto Alegre. De tanto ver a Tássia, minha colega de trabalho, atualizar o dela, resolvi me arriscar por essa praia.
     Primeiramente, foi no meu espaço do msn. Minha meta era de postar uma vez por mês. Em agosto, migrei pro weblogger, com o objetivo de colocar novidades a cada semana. Lá, me descobri um pouco contista, cronista. E aí comecei realmente a gostar de escrever. Após uma série de mudanças para pior do servidor, mudei-me pra cá, o wordpress, em outubro de 2007.
     Desde então, procuro escrever mais e mais. Não chego a publicar tudo o que quero – até porque, volta e meia, a inspiração vem numa hora impossível de ser transformada em texto. E, às vezes, uma idéia boa acaba não rendendo um bom texto e vice-versa também.
     O que me chama atenção é que quase todos os posts recebem elogios. De vez em quando, não é nem por comentário virtual e sim um real, dito no meio de uma conversa – o que eu acho mais legal. Alguns desses, guardo no coração e realmente me emocionaram. “Investe no teu texto que tu tem futuro”, me disse um jornalista da ZH durante um curso. As palavras que o Fabiano, meu chefe lá da Rádio-Escuta, falou na minha fatídica ‘promoção’ sei de cor até hoje. São coisas que contarei daqui a anos, certamente.
     Recebo muitas críticas também. Algumas, das mais contundentes, foram em textos dos mais elogiados que produzi. Com elas, procuro manter a característica da humildade. Vejo-as como um caminho para se melhorar. Gosto de saber no que e aonde errei para não repetir mais e, dessa forma, evoluir, textualmente falando.
     Uma das pessoas que sempre faz isso em tudo o que escrevo chama-se Vítor Necchi, um querido professor de texto lá da Famecos. Nunca me deu sequer um dez (talvez nem 9), contudo gosto bastante dele. Porque com suas críticas, eu aprendo, inovo e procuro melhorar o meu trabalho. Por isso, é um dos fortes candidatos a ser meu orientador de TCC.
     Muito da minha forma de escrever devo a este professor. Sempre quis mostrar isso para ele. Disse que tinha feito blog, que escrevia, etc e tal. E nada. Ele nunca se arriscava a ler o que eu colocava na internet. Até essa semana! Pois finalmente Vítor Necchi leu (e comentou inclusive) a Telha do Tiago. Não elogiou, mas não criticou pelo menos.
     Será que continuará lendo? Não sei, nem arrisco a prever. Apenas prometi uma homenagem quando de sua estréia. Ei-la aqui. Nesta gostaria de dizer uma coisa: obrigado, professor.
     Ah, e continue lendo…

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8 pensamentos sobre “Sobre textos, elogios e críticas

  1. ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh…
    assim eu fico vermelho.
    obrigado. mesmo!
    a propósito: aceito te orientar, hehehe…
    quanto ao 10, bem, vamos conversando…
    :o)

  2. Também não tirei 10 com o Vítor. No entanto, vou sempre lembrar de quando ele leu uma crônica minha em aula. Eu não estava presente, porém me senti honrada. Grande professor. Abraços.

  3. Acho que todos nós, jornalistas, adquirimos essa relação ínitma com o texto desde as épocas escolares mesmo. Me lembro de passar vários recreios lendo gibis na biblioteca (que coisa mais nerd) ehehehe. Mas eu também ia pro sol, de vez em quando. E é melhor ainda quando chegamos na faculdade e nos deparamos com professores como o Vitor, que é realmente empenhado em esquartejar – no bom sentido – nossos textos e nos fazer jornalistas melhores! 🙂

  4. A arte da escrita consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação.
    Fernando Pessoa

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