Pedaço de Paraíso – parte II

     Num dos primeiros posts do blog, defini o que é Floripa, lembram? Recém tinha feito a trilha da Praia da Solidão, no sul da Ilha e achei que todas aquelas visões maravilhosas que tive mereciam ser compartilhadas com outros seres da internet. E fiz. Pois bem, em 16 de dezembro novamente estava eu na capital de Santa Catarina e novamente resolvi fazer uma trilha básica. Desta vez no leste, na Lagoa…
     E a Lagoa da Conceição é o máximo. É um dos lugares que mais gosto de Florianópolis. Onde é possível passar bem cada uma das 24 horas do dia. Dá pra passear com cachorro, fazer compras, arrumar prancha, windsurfar, beber cerveja, andar de barco, conversar com os hippies ou simplesmente sentar e ficar olhando umas bundas passarem. Isso para não citar o resto.
     Apesar de tudo isso, desta vez, me fui para o mato. Desafio: Costa da Lagoa ao Canto dos Araçás. Mais de 7000 metros de subidas íngremes, descidas um tanto quanto perigosas, pedras, muitas pedras, anúncios imboliários, casas, casinhas, casarões, paisagens bonitas, pedras, mais pedras, algumas quedinhas d’água, pescadores, ricos, bêbados, lagartos, flores, aranhas, bambus, trapiches e diversas outras coisas mais. A cada cem metros, muda-se o cenário, impressionante. Só um companheiro é onipresente: o estrume. 
     Sim, há bosta de cavalo ao longo de toda trilha. Felizmente, por incrível que pareça, não fica aquele cheiro pouco agradável, pelo menos no dia que eu fui. O que não dá pra deixar de pensar é como que um cavalo consegue subir por entre as pedras. Mistérios florianopolitanos… 
     Enfim, a trilha é uma bela dica. Tenho três recomendações para quem se interessou: 1) leve água – essencial; 2) leve dinheiro – afinal, dá pra voltar de barco e cansar bem menos; 3) converse com os moradores locais – ainda mais se for o Zé Luís. Ah, e prepare-se bem fisicamente. Essa cansa mais do que a da Solidão. São mais 7000 metros, lembra?!
     Eu não a completei, fiz metade. Parei num restaurante. Sentei na primeira cadeira que vi e, a julgar pelo meu esforço, bem que merecia umas moças havaianas de top less dançando. No entanto, elas não vieram e tive que me contentar com um camarão a milanesa mesmo. Não foi lá uma troca muito proveitosa, só que depois de horas de caminhada, até que valeu a pena.
     Obviamente tirei um monte de fotos. Elas estão aqui.

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8 pensamentos sobre “Pedaço de Paraíso – parte II

  1. Ah! Desvendei o mistério. Vc me achou no Taxitramas, né? Vim aqui retribuir a visita. Adorei o seu post chamado Quatro Olhos! – outro motivo pelo qual muita gente abandona os óculos são as operações de correção de miopia, cada vez mais comuns. Na qualidade de “dona” de um blog chamado Consulta Sentimental, identifiquei um problema aqui no seu blog: referir-se às mulheres no plural. Mulheres são seres singulares, por mais que alguns homens queiram nos categorizar em uma única “classe”. Não sei se expliquei direito, capaz disso virar um post. Abraços!

  2. Todo Ethan Hunt, no começo do missão impossível II. Aposto que quando chegou no topo atirou o óculos e ele se auto destruiu. Hahhaa. Ahhh Floripa

  3. Thiago, vou comentar antes mesmo de ver as fotos. Confio mais em você como fotógrafo do que como andarilho.hehehe!
    Veja. Quando voltar aproveite um dia e faça a viagem de barco até o restaurante. Difícil é querer ir embora. E agora dá licença que vou ver as fotos. Quando puder vá até a Lagoinha do Leste e depois até a Naufragados. Assim você entra em forma para os 7000 metros!
    Abraço e boas festas!

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