Pedaço de Paraíso

    Floripa. Não, não… Esqueça a Ponte Hercílio Luz, Jurerê, Mole, Joaquina e nem pense na Lagoa da Conceição. Vá pro Sul. Ande quase 40 quilômetros depois de atravessar a ponte Colombo Salles. Dobre a direita, ao chegar no Pântano do Sul, suba e desça a lomba que há no fim da estrada à esquerda (essa paisagem ainda não é a mais bela) e só pare quando chegar na Praia da Solidão. Pronto. Aí sim, se prepare para conhecer Florianópolis de verdade.
    A fórmula da Ilha de Santa Catarina é demasiadamente simples: Floripa = (crescimento desenfreado + turistas)³ – (praias lindas + natureza nativa)² x manezinhos. Fácil não?! Mas, como a Solidão está, a pelo menos, 50 quilômetros do El Divino mais próximo, então esqueça a primeira parte e aproveite. À direita de quem está virado para o mar na faixa de areia, há um morro. Nesse morro, há uma trilha. O fim dessa trilha não está visível. Interessante… Não perca tempo, pegue uma garrafinha de água e uma câmera fotográfica e encare.
    Esta trilha leva à Praia do Saquinho. Apesar das longas descidas e das subidas intermináveis, não é tãããão difícil de ser percorrida, pois é pavimentada, porém – conselho – requer um preparo físico razoável. E claro que se arranjar um amigo para ir junto é bacana, contudo se não conseguir, lembre-se: nunca se está sozinho nessa trilha. Há sempre um lagarto ou uma aranha acompanhando seus movimentos. Então, relaxe.
    Depois de uma meia hora – talvez nem isso – de longas descidas e de subidas intermináveis, chega-se ao destino. O Saquinho é uma praia que deve ter uns 200 metros de extensão e, certamente (muito) mais pedras do que habitantes. Ah, acate e preserve o pedido das diversas placas no local: “Respeite a natureza e leve seu lixo.” Afinal, pedaços de paraíso andam cada vez mais raros.
    Enfim, acho desnecessário contar que o local se trata de umas visões mais belas do mar florianopolitano, mirado do alto de um morro, cercado por mata nativa. É lindo, enfim, é Floripa de verdade. Agora, se preferir badalação, gente bonita e DJs tocando em tudo o que é lugar, não passe por aqui a vá para o norte. Me autorizo a afirmar isso, pois conheço essa ilha há umas duas décadas… E ainda fico embasbacado quando me deparo com lugares como essa trilha. Cuide bem dela.
    Agora, ei-la, cuide bem.

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5 pensamentos sobre “Pedaço de Paraíso

  1. Meu irmão..

    concordo com vc.. essa ilha é cheia de surpresas!

    parabens pelo texto.. fico orgulhosa cada vez que visito teu blog!

    te amamos!

    beijos Mo e Luan

  2. Tiago, cheguei ao teu blog pela mão de Mauro, que deixou pegadas aqui nesta praia também.

    É de turistas como você que essa ilha precisa. Gente que saiba ver, saiba respeitar e ficar deslumbrado com cada cantinho.

    A passagem da praia do Pântano(Balneário de Açores) para a praia da Solidão também pode ser feita por sobre as pedras, com muita cautela, ou esperar a maré seca e passar caminhando pela faixa de mais de 30 metros de areia.

    Moro aqui na Ilha de Santa Catarina há mais de 30 anos e nesta praia há quase quatro e, definitivamente, sim, isto é o paraíso!

    Gostei muito de tuas fotos. Algumas macros ficaram belíssimas!
    Vou deixar um link do teu blog lá no meu. Com uma foto, claro!
    Beijim.

  3. Pingback: Pedaço de Paraíso - parte II « Telha do Tiago

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