Obrigado, muito obrigado

Depois de um dos dias – que durou cerca de 40 horas seguidas – mais emocionantes da minha vida, entreguei a monografia. Quem me conhece, leu aqui, ou percebeu meu afastamento, sabe que foram meses puxados esses últimos. Então, nada mais justo do que agradecer em público a todos aqueles que ajudaram durante esta caminhada. Logo abaixo, a página 4 do meu trabalho:

 

AGRADECIMENTOS

 

 

Primeiramente, a Deus por me possibilitar saúde, paciência, determinação tão necessárias para a realização deste trabalho.

A toda a minha família, em especial às mulheres que apenas com um sorriso já fazem meu dia melhorar – minha mãe, Marister, e minha avó, Gladys –, ao meu pai, minha irmã e meu sobrinho, por todo amor, apoio, alegria e compreensão.

Ao meu orientador, André Pase, amigo e mestre em todas as horas, pela paciência, os “puxões de orelha”, a dedicação e por ter acreditado nesta pesquisa.

Ao amigo Tiago Trindade, pelo companheirismo em todas as horas. Seja ela qual for.

Aos colegas da PUCRS, Rodrigo Oliveira, Luiz Felipe Mello, Júlia Timm, Sheron Monalisa, Andressa Griffante, Vivian Schneider e Felipe Rodrigues, por toda a amizade e companheirismo nas aulas, nas pautas e nos bares Porto Alegre afora.

Aos ex-chefes, que logo se tornaram amigos e hoje são colegas, Fabiano Silva e Fabrício Falkowski, por todo o conhecimento jornalístico extra-classe passado durante o período de convívio.

À Luana Duarte, Mariana Oselame e Priscila Silveira que, mesmo impossibilitado de vê-las tanto quanto gostaria, foram importantes durante a realização deste trabalho.

A todos aqueles que, com admiração, já pude chamar de professor. Desde Luciana Mallmann e Arlindo Raschcowetzki, que tentaram me passar um pouco dos mistérios da física e química na Escola Rainha do Brasil, a Juremir Machado da Silva, Vitor Necchi, Fabian Chelkanoff Thier, Élson Sempé Pedroso, Aline Dallago, João Brito, Sérgio Stosch e, em especial ao mestre Marques Leonam, por terem me ensinado, ao longo dos últimos quatro anos, a praticar e a amar o jornalismo.

 

ps: a emoção ainda não acabou! Dia 24 tem a banca!

Tá acabando

     Falta pouco. É estranho. Escrevo na madrugada de segunda para terça-feira – 3 para 4 de novembro. Tudo dando certo, daqui a exatamente três semanas, estarei comemorando o resultado da minha banca. Estarei praticamente formado. Chegarei ao fim de uma caminhada que se iniciou às 19h30 do dia 1º de março de 2005. Ou antes, bem antes. No momento em que optei pelo jornalismo.
     É estranho. Falta pouco. Já beiro a 50ª página da minha monografia. Só mais algumas e deu. Acaba. Monografias têm fim. Não estava muito certo disso semana passada. Mas, sim, elas terminam. E, sim, até eu consigo escrever uma. Alívio, felicidade. Ansiedade. Não sei. É tudo junto, formando algo impossível de ser transcrito em um mero blog. Ainda mais de madrugada.
     Mas, a grande questão, maior até que o problema do meu trabalho: E depois?

Traz mais uma, chefia

Madrugada de domingo pra segunda. O relógio marca quase 3h30 da manhã. Depois de monografar durante horas, caindo de sono percebo uma falha num artigo da Wikipedia. Determinado a fazer uma boa ação – mesmo já estando num estado pouco pior que o deplorável – resolvo editá-lo. Feitas as devidas correções, abre-se a janela para confirmar a alteração. Ela tem uma senha. Eis que… (clica na imagem pra ela aumentar)

“next drink”

Eu mereço…

WordPress, ano II

     Sim, ando sumido daqui. A monografia toma meu tempo, caro(a) leitor. Mas, prometo, logo que terminar a análise da cobertura dos Jogos Olímpicos realizada por zerohora.com eu voltarei com mais freqüência. Na falta absoluta de outras pautas, só registro o um ano da Telha aqui no wordpress, nesse 15 de outubro. Ademais, só peço que não me abandone, caro(a) leitor! Logo, logo, estarei de volta.
     E com novidades! =)

Meu caminhão de lembranças

     Arrumar o quarto é sempre, no mínimo, uma experiência ímpar, uma verdadeira viagem no tempo. Ao menos para aqueles como eu que não costumam fazer isso com uma freqüência que uma aula de etiqueta recomendaria. Além do mais, sou do time que costuma guardar tudo – isso torna tal ato ainda mais interessante.
     Dia desses, tomado por uma necessidade de pôr tudo em ordem, olhei para minha mesa e disse: “É hoje”. Gastei quase duas horas para ajeitar tudo. Detalhe: ela não tem mais de metro e meio de largura e possui apenas uma única gaveta.
     Acabado o serviço, pude constatar: como eu guardo coisas. Mesmo! E como essas coisas me remetem a determinados momentos da minha vida, que hoje estão empoeirados em algum canto da minha memória.
     Todos os cacarecos que se espalham pela minha gaveta – “de jogos” (não tem onde guardar? Joga lá), como diz o Tiago* – por exemplo, tem suas histórias. E todos eles guardam alguma parte da minha história também, como as palhetas. (Aliás, caro(a) leitor, sabias que já tive uma banda? E de reggae ainda… pois é, minhas palhetas estão aí pra contar).
     Os fones de ouvidos remetem à viagem a Cuba, mais especificamente aos aviões da Copa Airlines. O relógio parado lembra o Chuí e que eu preciso trocar sua pilha há mais de dois anos. Ainda há a régua escolar dos tempos de Rainha do Brasil e um colar de sementes dado pela ex-namorada…
     Mas nada tem tanto valor sentimental quanto as 13 publicações proibidas para menores de 18 anos empilhadas sobre os trabalhos da faculdade no vão inferior esquerdo da mesa.
     Lindas mulheres, como Maitê Proença – a primeira Playboy que comprei, de agosto de 1996 – e Cléo Brandão – a última, de maio de 1999 –, foram musas da minha adolescência. No entanto, hoje já não são mais reverenciadas e estão ali, abandonadas, apenas por estar.
     Confesso, faltou coragem para colocá-las fora ou então vendê-las como se fossem meretrizes. Não, elas não merecem. Contudo, ao mesmo tempo, hoje só ocupam espaço inutilmente. Devo arranjar um destino digno para todas elas. A solução seria um primo entre 11 e 14 anos de idade, com vontade de descobrir “como era a diversão sem internet e photoshop”**.
     A viagem, o carinho, o apreço com aquelas épocas são tão grandes que chega a ser difícil de acabar a arrumação e voltar para o presente. Ainda mais quando o objetivo dela era arranjar mais espaço para livros, café, blocos e canetas para começar a escrever o temido Trabalho de Conclusão de Curso.
     E, metaforicamente, substituir passado por futuro.

*Não sou o Pelé para falar em 3ª pessoa, então, não confunda-se, o Tiago referido é o Trindade.
**Pippo, 2008.

Entre a tensão e a satisfação

     Passada a primeira reunião de orientação da minha monografia – o tal trabalho de conclusão de curso – percebi uma coisa: será difícil dar tchau pra Famecos. Não esperava moleza, mas também não queria um bicho de sete cabeças. Até o meu dead line, em 13 de novembro, pirarei, com certeza. 
     Mas azar, nunca fui de negar pauta mesmo!

***

     Seis horas depois dessa reunião chegou o 26 de agosto. O que isso significa? Que estou brincando de blogar há dois anos. Nessa data, em 2006, criei a Telha do Tiago, na versão weblogger – hoje falecida, por causa do abandono.
     O legal dessa história é que, em 26 de agosto de 2007, escrevi um post agradecendo aos dois mil, quatrocentos e poucos acessos. Um agradecimento realmente sincero e feliz. Agora, porém, em pouco mais de dez meses de wordpress, foram mais de 10 mil visitas.
     O que eu posso dizer? Obrigado, muito obrigado. E volte sempre!

Trabalho de Hércules

     Chegue cedo na biblioteca. Pesquise, anote, rabisque. Escreva tudo o que pensares e irrite-se com as lindas gurias que passam e insistem em desviar sua atenção com suas voluptuosas nádegas e decotes inescrupulosos.
     Vá à cata dos livros. Os que você quer, coincidentemente, estarão na prateleira mais de baixo. Sente-se no chão do corredor. Recline-se. Procure, vasculhe. Surpreenda-se, pois eles têm mais páginas a serem lidas do que tempo que você dispõe para lê-los. 
    Abra-os, folheie-os e olhe para cima. Há muito mais livros a serem lidos. Entristeça-se – poeticamente falando – ao mirá-los, porque você se dá conta que ainda terá que ler muito para aprender alguma coisa e “ser alguém na vida”, finalmente.
    Ache a bibliotecária e pergunte aonde está aquela bendita dissertação de mestrado da sua professora, cuja aula foi há semestres e que você nem prestava muita atenção quanto deveria.
    Arrependa-se disso!
    A bibliotecária te guiará por corredores e mesas. Numa dessas, você enxerga uma pessoa exausta debruçada sobre pilhas e pilhas de livros. Nesse momento, você percebe: esse será o seu futuro muito em breve.
     E olha que a monografia só está no começo…