Blog velho, modelo novo

   Não que o blog tinha oficialmente parado. Nunca houve decreto dizendo isso. Mas com a periodicidade mais baixa que a temperatura de cerveja de fim de semana, decidi que era hora de recomeçar.
   Recomeço, então, a postar no blog – que, repito, na verdade não estava parado, no máximo meio distraído com histórias mundanas. De quebra, aproveito para reciclar a já velha Telha do Tiago, coincidentemente no mês do seu aniversário de quatro anos.
   Como blogueiro pseudoexperiente, não prometo mantê-lo atualizado (discurso clássico de quem desiste), mas garanto que vontade (ao contrário de tempo) não irá faltar.

Libertadores tem que ter emoção

   Eu tinha como uma das metas quando criei o blog não misturar muiti trabalho e diversão. Mas tu, caro(a) leitor, já deve ter percebido que volta e meia entram umas matérias desde o tempo lá da Sogipa, passando pelo Jornal do Comércio e chegando ao Correio do Povo. Esses dias publiquei até uma que fiz para a Federação Gaúcha de Judô.
   Enfim, te peço licença para publicar mais uma. De novo, crônica de jogo, algo quase corriqueiro na minha rotina de trabalho. Mas achei que essa ficou legal. E subo ela ainda com um pouco da adrenalina do jogo. Porque partida de Libertadores que se preste tem que ter emoção.
   Emoção que os colorados tiveram ao longo da noite, quando assistiram o fraco desempenho do time no primeiro tempo. Viram um esboço de crime se desenhar no Beira-Rio lotado. Mas que não se confirmou após a redenção da etapa final, quando o mundo pareceu que voltou a conspirar a favor de quem veste vermelho e branco. Isso que eu tentei narrar, numa crônica quase falada.
   Se quiser conferir o link original da matéria, que tem galeria de foto e áudio dos gols, clica ali atrás. Se quiser ler por aqui, siga adiante.

Após sufoco, Inter bate Emelec e se classifica em primeiro do grupo

   Não foi de forma tranquila que o Inter carimbou seu passaporte às oitavas de final da Libertadores, na noite desta terça-feira. Diante de um Emelec matreiro, o time de Falcão ganhou por 2 a 0, mas os gols de Rafael Sobis e Leandro Damião só saíram no segundo tempo, após até vaias serem ouvidas no Beira-Rio. O resultado garante aos colorados a primeira posição do Grupo 6 e a vantagem de decidir em casa na próxima fase.
   Ainda sem adversário definido, mas garantido como terceira melhor campanha na fase de grupos, o Inter volta a campo para as etapas eliminatórias do torneio continental na próxima semana. Antes, no domingo, vai a Caxias do Sul enfrentar o Juventude, pelas semifinais da Taça Farroupilha.

Primeiro tempo medonho

   O cronômetro mal havia apontado o primeiro minuto e Andrezinho cobrou falta colocando o goleiro Klimowicz para trabalhar. E aí você pensa que o Inter, empurrado por quase 40 mil nas arquibancadas, iria pressionar, certo? Ledo engano. Errando passes bobos, os colorados permitiram o adversário gostar do jogo em pleno Gigante da Beira-Rio.
   Menos mal que a sorte estava vestida de vermelho e branco no primeiro tempo. Até os 30 minutos foi mais ou menos assim: o Emelec, que armou um verdadeiro ferrolho no campo de defesa, recuperava a bola antes do meio de campo, fugia para o ataque, principalmente pela direita, e cruzava. Mas lá Renan ou a zaga para rechaçar. Foi assim nos cruzamentos de Gaibor aos 20 e aos 24. E também na tentativa de Iza, logo em seguida, que Bolatti afastou.
   Depois disso, o Inter até acordou. Porém, foi para frente sem efetividade. Aos 32, um D’Alessandro de fraca atuação até então cobrou falta na barreira e, logo após, uma breve sequência de levantamentos na área, que encontraram cabeças equatorianas ou colorados sem mira, como Damião e Andrezinho, que concluíram para fora.
   A situação não estava boa para o Inter. E piorou no final do primeiro tempo. Menéndez chegou a fazer um gol depois de se livrar de Bolívar, aos 39. Entretanto, ele tinha cometido falta e o lance foi anulado. Ao trilar o apito final do primeiro ouviram-se algumas vaias para o time de Falcão. “Não jogamos bem. Precisamos melhorar”, ordenou o vice de futebol, Roberto Siegmann.

Dupla de ataque resolve

   A ordem do dirigente não foi atendida imediatamente. E por cinco minutos a etapa complementar foi uma repetição da inicial. Por cinco, apenas, porque no sexto minuto, quando a torcida gritou com força um “Vamo, vamo Inter”, Rafael Sobis marcou o gol do desafogo. D’Alessandro cruzou da esquerda, Damião cabeceou para o meio e Sobis completou, também pelo alto. Klimowicz chegou a espalmar, fazendo com que a bola entrasse mansamente no gol. Ufa.
   A torcida ainda fazia festa quando Gaibor cobrou falta forte na intermediária no minuto seguinte. Renan caiu no canto esquerdo para evitar o crime. E aí o Inter embalou. Partiu para cima tal qual fazem os atuais campeões da Libertadores quando jogam em casa. Em boa jogada, D’Alessandro arrancou um “uh” da torcida depois de receber toque de calcanhar, aos 18. Após isso, Damião concluiu dentro da área e Klimowicz defendeu com as pernas. O goleiro, em seguida, saiu nos pés de Kleber, para operar outro milagre.
   Controlando o jogo, o gol era questão de tempo. E ele saiu aos 38 minutos – quando o Jorge Wilstermann já havia virado para 2 a 1 contra o Jaguares (resultado que ainda assim classificou os mexicanos), na Bolívia, o que garantia a tranquilidade geral dos torcedores colorados. O segundo gol do Inter começou com Guiñazu. O volante mandou da entrada da área. Klimowicz espalmou. Mas espalmou justamente nos pés de Leandro Damião, que estava no lugar que um centroavante precisava estar, fechar a conta.
   Com o resultado garantido, o Beira-Rio, que inicialmente viveu momentos tensos, terminou a noite com todos os colorados comemorando. “O Falcão arrumou o time e conseguimos os gols que precisávamos”, analisou Siegmann, enquanto a torcida festejava a poucos metros dele. O sonho do tri da América está vivo. Que venham as oitavas de final.

Desculpem a poeira…

…não abandonei o blog, mas a vida anda tão corrida que a Telha acabou empoeirada e se manteve off line, assim como ainda está o meu novo apartamento (valeu, Net!). Mas – se isso é uma notícia boa, não sei – nesse período longe daqui foi possível escrever alguns textos que logo, logo serão publicados. Não se trata de promessa, muito menos uma dívida, só que não poderia deixar o blog vazio justo no mês de aniversário.
   Até daqui a pouco. E obrigado pela persistência. =)

Telha do Tiago, 2 anos…

bolo_aniversario2… de wordpress!

   Neste 15 de outubro (dia do professor, aliás, parabéns, mãe!), o blog completa dois anos aqui no wordpress – se contar o endereço anterior, já são mais de três anos nessa brincadeira de escrever na internet. Confesso que, quando comecei, não estipulei prazo de validade ou algo assim. E nem tenho, escrevo porque gosto. Mas, hoje, olhando pra trás, tenho uma certeza do porquê de continuar, por tua causa, caro(a) leitor. Meus sinceros agradecimentos por cada visita que me fazes.

=)

Rotina online

   Que pauta? Tá! Vamos ver, hmm, aham, aham. Vai, escreve. Para, presta atenção. Olha o que ele tá dizendo. Boa essa frase. Copia. Digita. Mais rápido. Não tem nada no site da Zero Hora ainda. E nem do Globo! Vai, mais rápido. Digita logo. Peraí, peraí, peraí, escuta isso. Checa!
   Vai foto? De agência ou nossa? Qual? Acho essa, a melhor. Quem tirou? O texto tá quase pronto. Anda, vai. Revisa logo. Puta-que-pariu de palavra repetida. Me dá um sinônimo pra ela. Tá quase pronta. E a Zero ainda não deu. Beleza. Aguenta aí mais um pouquinho. Olha essa vírgula. Ela não existe, tira ela.
   Pronto? Revisa mais uma vez. E o título? Pode ser. Deixa eu só fazer uma linha de apoio. Não, não, essa palavra já tem na cartola. Bota a outra. Pronto!
   Vamo lá. Ah, servidorzinho, não cai, não cai, anda, anda. Abriu! Crtl C, Crtl V, tá, tá, tá. Publicar e…. beleza!
   Pode ir pra na capa!!!
   Qual é a próxima?

“Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte.”

Gabriel García Marquez

Novidade

   Vai ter nova seção na Telha! Volta e meia eu leio um livro, um texto bom, mas, infelizmente, não tenho oportunidades suficientes de comentá-lo tanto quanto gostaria. Pensei cá com meus botões, então: por que não colocar no blog?
   Por favor, apenas peço que não entenda – e muito menos indique –, caro(a) leitor, isso como uma crítica literária. Não é esse o objetivo. A meta é tão somente propagar boas obras literárias. Claro, com um comentariozinho deste que vos indica.
   Chamar-se-á “Hora do Conto”, remetendo aos bons tempos infantis, quando as tias do colégio liam historinhas para seus alunos. Estreia já, já, assim que terminar o texto e transcrever uma pequena parte. O livro musicalmente fantástico.
   Espero que gostem.

As águas de março

    As águas de março, além de fecharem o verão, quase sempre reservam algo novo à minha pessoa. Não um fim de caminho, mas o começo de um novo, a ser seguido pelo restante dos meses do ano, ou mais. Muitas vezes bom, por algumas, nem tanto.
    Já perdi as contas de quantas vezes retornei às aulas neste mês. Fim de férias, das tardes à beira-mar, do sono até mais tarde etc. Porém, mudanças significativas mesmo, ocorreram nos meus últimos marços. Como no dia primeiro do ano de 2004…
    Lá estava eu, imberbe, com longos cabelos cacheados, na frente do 3º Batalhão de Comunicações do Exército. Em todas as oportunidades que algum sargento tinha perguntado se queria servir, respondi: não. Mesmo assim, meu nome estava na lista dos soldados do Efetivo Variável 2004.
    Nos dez meses seguintes, acordar às 7h era dormir bastante. Compensei os dois anos sem cortar o cabelo sentando na cadeira do barbeiro 33 vezes neste período.
    Novamente no dia primeiro, contudo em 2005, comecei a realizar um sonho. Admirado, entrava na PUC pela primeira vez como aluno, rumando à Faculdade de Comunicação Social. Nesta vez que eu prometi a mim mesmo, pela primeira vez, que nesse semestre eu só iria estudar…
    O ex-soldado transformar-se-ia em jornalista, num processo de quatro anos, com muitos trabalhos, bastantes noites viradas e intermináveis filosofias de bar.
    No ano seguinte, 2006, março reservou a felicidade do primeiro estágio remunerado. Com um portentoso salário de R$ 400 e alguma coisa, me considerei ‘milionário’ – natural pra quem, em 2004, recebia um soldo de R$ 153, com descontos.
    Deste ciclo, guardo bons amigos, alguns desses, inclusive, motivaram a criação da Telha do Tiago.
    Talvez para compensar um branco em 2007, 2008 reservou duas boas surpresas: um free-lancer e um reencontro. Ambos, apesar de nem parecerem duradouros num primeiro momento, se estendem até hoje.
    Agora, apesar da falta de qualquer perspectiva animadora para recém-formados, as águas de março conseguiram me empurrar ao primeiro emprego. No dia 2, o ex-soldado entregou sua carteira de trabalho, na qual está escrita ‘jornalista profissional’, ao Jornal do Comércio.
    Pode ser só mera coincidência, nada demais, coisa tola. No entanto, é uma coincidência capaz de tornar março um mês bem especial pra mim.

Auto-propaganda

Não tinha colocado o link aqui, mas ei-lo. Além da monografia, também fiz outros projetos último neste semestre. Um deles foi um portfólio, reunindo trabalhos em diferentes mídias ao longo da faculdade – e alguns fora dele, como na Noize, Sogipa e Zero Hora. O site não ficou uma Brastemp, mas dá pro gasto.

http://cyberfam.pucrs.br/projeto_online/20082n/tiago/index.html