Vamos brincar de retomar nossa seriezinha de turismo? Dessa vez o destino foi o Rio de Janeiro, onde estive ao longo de cinco dias deste 2012 que começou há pouco. Seguem aí algumas considerações, continuando o post, inaugurado em novembro de 2009 – que, diga-se de passagem – permanece atual.
Rio$ de dinheiro$
Que a cidade é maravilhosa e cheia de encantos mil é redundante (além de, cá entre nós, clichê) escrever. No entanto, o Rio, ao menos em janeiro, tem algo de não maravilhoso e tão pouco encantador: a conta. Assim, imagine qualquer produto. Agora o inflacione algumas dezenas de pontos percentuais. Pois é, via de regra, os preços são assim em solo carioca.
Metrô Rio
Funciona – e bem – além de ser bem útil especialmente para quem se dirige à Zona Sul. Da estação Cinelândia, a mais próxima do Aeroporto Santos Dummont, até a Ipanema, são cerca de 15 minutos – provavelmente bem menos do que se leva de carro em quase todos os horários do dia. O serviço custa R$ 3,10 e há a possibilidade de comprar um cartão pré-pago, que, inclusive, dá descontos em alguns eventos, mas não na passagem.
Pra quem gosta de estar informado, também é uma boa oportunidade. Só eu peguei o trem com três jornais gratuitos: Metro, Destak e RJ Sports (antigo Jornal dos Sports).
Bike Rio
Além do metrô, uma alternativa ecologicamente correta, saudável e barata é alugar uma bicicleta. Peguei uma na Lagoa Rodrigo de Freitas. Teoricamente seria R$ 10 por uma hora. Mas o carioca responsável revelou, com seu sotaque chiado, que sempre deixa o cliente ficar um pouco mais. Ao cabo que só consegui devolver a bike na terceira tentativa, quando o relógio já marcava cerca de 1h30 de passeio.
Outra alternativa DO CARALHO (desculpa, caro(a) leitor, mas merecia um palavrão) é a promovida pelo Banco Itaú. Hoje, do Aterro do Flamengo até a ponta do Leblon, pessoal pode pegar bicicletas ao preço de R$ 10 mensais ou R$ 5 diários. Tem que fazer um cadastro e se libera via celular. É um baita incentivo para quem quer andar. E deveria ser copiado em outras cidades.
Rio também a pé, oras
Tá, esquece o metrô, esquece a bike e vai a pé. Perigoso? Talvez, se tu inventares de ser um turista ratão e/ou andar dando sopa em lugares não muito próprios. Caminhei – e muito – pelo Rio. A bem da verdade, a maioria pela Zona Sul, que parece outra cidade. Mas muito pela região central também, em diversos horários. O Rio me pareceu um tanto tranquilo, bem diferente daquele que eu via na TV tempos atrás, que mais parecia um velho oeste à beira-mar.
O que me chamou atenção, também, foi a notável presença de policiais, até mesmo na praia, onde – de sunga e camiseta – fazem a operação “Choque de Ordem”. De forma meio leiga, diria que está dando certo. Ainda que assassinatos seguem sendo registrados diariamente sob os olhos do Cristo Redentor.
Corneta gratuita (ou cuspe no prato que se come)
Cá entre nós, quem elegeu a Rua Gonçalo de Carvalho, em Porto Alegre, como a mais bonita do mundo nunca esteve em Ipanema. Nem a da capital gaúcha e muito menos a da fluminense. O trânsito pode ser até melhor, porém a beleza não supera. A rua em que o Tom Jobim morou – citada em “Carta ao Tom” – é um exemplo.

Tchê, mas e cadê a parte 1???
hahaha. Tá devidamente linkada no lead, o mané!